# A Murta

Fonte: [As Verdadeiras Histórias](https://verdadeirashistorias.com.br/contos/a-murta-giambattista-basile)
Autoria original: Giambattista Basile
Idioma: pt-BR
Edição: 1.0.0
Revisão: c93657c7-5080-42bf-9d3e-fbcadcbb1b7f
Patrocínio: [Bons Filhos](https://bonsfilhos.com.br/)

## Sobre este conto

Uma mulher de Miano dá à luz uma murta, que um príncipe leva para seu quarto. À noite, uma jovem misteriosa passa a visitá-lo.

## Conto integral

# A Murta

Segundo entretenimento da primeira jornada

*Uma camponesa de Miano dá à luz uma murta. Um príncipe se apaixona por ela e recebe a visita de uma belíssima fada. Ao sair, deixa-a dentro da murta, com uma sineta amarrada. Algumas mulheres perversas, enciumadas dele, entram no quarto do príncipe e, tocando na murta, fazem a fada sair e a matam. O príncipe volta, encontra essa destruição e quer morrer de dor; mas, recuperando a fada por um estranho acaso, faz morrer as cortesãs e toma a fada por mulher.*

Não se viu ninguém dar um pio enquanto Zeza continuava seu relato; mas, assim que ela pôs fim à fala, ouviu-se uma grande algazarra, e não se conseguia fechar a boca por causa das cagadas do Asno e da Clava encantada. Houve quem dissesse que, se existisse uma mata dessas clavas, mais de quatro ladrões deixariam de tocar seu címbalo, e mais de quatro outros criariam juízo, e hoje não se encontrariam mais asnos do que farinhas. Depois de mais alguma conversa em torno desse assunto, o Senhor mandou que Cecca continuasse o fio dos contos, e ela assim falou:

Se o homem pensasse quantos danos, quantas ruínas, quantas desgraças acontecem por causa das malditas mulheres do mundo, teria mais cuidado em fugir das pegadas de uma mulher desonesta do que da vista de uma cobra, e não consumiria a honra com uma escória de bordel, a vida com um hospital de males, e todas as rendas com uma prostituta que não vale três torneses, pois ela não lhe faz engolir senão pílulas compostas de desgostos e de raiva, como ouvirão que aconteceu a um príncipe que se entregara nas mãos dessa má raça.

Havia no povoado de Miano um marido e uma mulher que, não tendo nem um rebento de filho, desejavam ardentemente algum herdeiro. A mulher, sobretudo, sempre dizia:

— Oh, Deus, se eu trouxesse alguma coisa ao mundo, nem me importaria que fosse um ramo de murta!

Tanto repetiu essa cantiga, tanto ficou a importunar o Céu com essas palavras, que sua barriga cresceu e seu ventre ficou redondo. Ao fim de nove meses, em vez de dar à luz nos braços da parteira algum menininho ou menininha, tirou dos campos elísios do ventre um belo ramo de murta. Com grande prazer, plantou-o num vaso trabalhado com tantas belas carrancas e o pôs à janela, cuidando dele, de manhã e à tarde, com mais diligência do que o rendeiro cuida de um canteiro de couves do qual espera tirar o aluguel da horta.

Passando por aquela casa o filho do rei, que ia à caça, tomou um capricho desmedido por esse belo ramo e mandou dizer à dona que lho vendesse, pois pagaria por ele os olhos da cara. Ela, depois de mil negativas e resistências, por fim seduzida pelas ofertas, enganchada pelas promessas, aturdida pelas ameaças e vencida pelos pedidos, entregou-lhe o vaso, rogando que o estimasse e cuidasse dele, pois ela o amava mais do que a uma filha e o prezava como se tivesse saído dos seus próprios rins.

O príncipe, com a maior alegria do mundo, mandou levar o vaso para seu próprio quarto e colocá-lo numa varanda, e com as próprias mãos afofava-lhe a terra e o regava.

Aconteceu então que, certa noite, esse príncipe se deitou e apagou as velas. Quando o mundo sossegou e todos dormiam o primeiro sono, ele ouviu passos pela casa e uma pessoa aproximar-se da cama às apalpadelas. Imaginou que fosse algum criado de quarto que vinha aliviar-lhe a bolsa, ou algum monaciello que vinha tirar-lhe as cobertas de cima; mas, como homem ousado, que nem o feio Inferno assustava, fez-se de morto, esperando o resultado daquilo. Quando sentiu aproximar-se o gemido e, tateando, deu com obra lisa onde pensava apalpar espinhos de ouriço, encontrou uma coisinha mais tenra e macia que lã berberesca, mais suave e delicada que cauda de marta, mais delicada e tenra que penas de pintassilgo. Atirou-se sem mais cerimônias e, julgando-a uma fada, como de fato era, agarrou-se a ela como um polvo; brincando de pardal mudo, fizeram a pedra no colo.

Antes que o Sol saísse, como protomédico, para visitar as flores doentes e lânguidas, a visita se levantou e escapuliu, deixando o príncipe cheio de doçuras, repleto de curiosidade e carregado de admiração. Esse vaivém continuou por sete dias, e ele se consumia e se derretia de vontade de saber que bem era aquele que lhe chovia das estrelas, que navio carregado das doçuras do amor vinha dar até a sua cama. Por isso, numa noite em que a bela menina dormia, ele amarrou ao braço uma das tranças dela, para que não pudesse escapulir, chamou um criado e mandou acender as velas.

Viu a flor das belas, o assombro das mulheres, o espelho, o Cupido de Vênus, a exclamação de beleza do amor. Viu uma bonequinha, uma pomba pintada, uma fada Morgana, um estandarte, um raminho de ouro; viu um caçador, um olho de falcão, uma lua de quinze dias, um biquinho de pombinho, um bocado de rei, uma joia. Viu, enfim, um espetáculo de deixar pasmo e, vendo aquilo, disse:

— Agora vai para o forno, deusa de Chipre; põe uma corda no pescoço, ó Helena; voltem para Criosa e Shiorella, pois suas belezas são bagatelas comparadas com esta beleza de dupla sola, beleza completa, inteira, amadurecida, maciça, bem plantada, admirável, sevilhana, estrondosa, excelente, de importância, na qual não se encontra defeito nem se acha reparo. Ó sono, ó doce sono, carrega papoulas para os olhos desta bela joia; não me estragues este gosto de contemplar, quanto desejo, este triunfo de beleza! Ó bela trança, que me enlaça; belos olhos, que me aquecem; ó belos lábios, que me recreiam; ó belo peito, que me consola; ó bela mão, que me afaga! Onde, onde, em que oficina das maravilhas da natureza se fez esta estátua viva? Que Jônia deu o ouro para fazer estes cabelos? Que Etiópia deu o marfim para construir esta testa? Que marisma deu os carbúnculos para compor estes olhos? Que Tiro deu a púrpura para colorir este rosto? Que Oriente deu as pérolas para tecer estes dentes? E de que montanhas se tirou a neve para espalhá-la por este peito? Neve contra a natureza, que sustenta as flores e aquece as costelas!

Assim dizendo, fez dos braços videiras para consolar-lhe a vida. Enquanto lhe apertava o pescoço, ela se soltou do sono, respondendo com um gracioso bocejo a um suspiro do príncipe enamorado. Vendo-a acordada, ele lhe disse:

— Ó meu bem, se vendo este Templo de Amor sem velas eu quase desfalecia, que será da minha vida agora que nele acendeste duas lâmpadas? Ó belos olhos, que com um pequeno triunfo de luz fazem as estrelas jogar na banca falida! Só vocês, só vocês trespassaram este coração; só vocês podem, como ovos frescos, tapar-lhe o buraco. E tu, minha bela médica, move-te, move-te à piedade de um enfermo de amor que, por ter mudado de ares, da escuridão da noite para a luz desta beleza, foi acometido de uma febre! Põe a mão neste peito, toma-me o pulso, ordena-me a receita! Mas que receita estou buscando, minha alma? Aplica nestes lábios cinco ventosas com essa bela boca! Não quero outra fricção para esta vida além de um toque dessa tua mãozinha, pois estou certo de que, com a água cordial dessa bela graça e a raiz dessa tua língua-de-boi, ficarei livre e são.

A essas palavras, a bela fada, vermelha como chama de fogo, respondeu:

— Não tantos louvores, senhor príncipe! Sou tua serva e, para servir esse rosto de rei, até despejaria o penico. Considero uma grande ventura que, de ramo de murta plantado num vaso de barro, eu me tenha tornado ramo de louro posto à porta da estalagem de um coração de carne, de um coração onde há tanta grandeza e tanta virtude.

O príncipe, derretendo-se a essas palavras como vela de sebo, tornou a abraçá-la e, selando essa carta com um beijo, deu-lhe a mão, dizendo:

— Aqui tens minha palavra: serás minha mulher, serás senhora do cetro, terás a chave deste coração, assim como já tens o leme desta vida.

Depois dessas e de cem outras cerimônias e conversas, levantaram-se da cama, comeram, vendo se as tripas estavam sãs e continuaram com o mesmo encontro por uma porção de dias.

Mas, como a fortuna estraga o jogo e separa casamentos, é sempre estorvo às bolas do Amor, é sempre cão preto que caga no meio dos prazeres de quem ama, aconteceu que o príncipe foi chamado para a caça de um grande porco selvagem que devastava aquele país. Por isso foi obrigado a deixar a mulher, ou antes, a deixar dois terços do coração. Como ele a amava mais do que à vida e a via bela acima de todas as belezas, dessas duas coisas, desse amor e dessa beleza, escorreu aquela terceira espécie que é tempestade no mar dos contentamentos amorosos, uma chuvarada na lavagem das alegrias do Amor, uma fuligem que cai na panela gorda dos gostos dos enamorados; aquela, digo, que é uma serpente que morde, um caruncho que rói, um fel que envenena, uma geada que entorpece, aquilo por que a vida está sempre suspensa, a mente sempre inquieta e o coração sempre desconfiado.

Chamou, pois, a fada e lhe disse:

— Sou obrigado, meu coração, a ficar duas ou três noites fora de casa. Deus sabe com que dor me desprendo de ti, que és minha alma! O Céu sabe se, antes de começar esse trote, não darei o último arrancar; mas, não podendo deixar de ir para satisfazer meu pai, preciso deixar-te. Por isso te peço, pelo amor que me tens, que entres no vaso e não saias até minha volta, que será o mais depressa possível.

— Assim farei — disse a fada —, pois não sei, não quero nem posso contrariar o que te agrada. Vai, pois, com a mãe da boa hora, que te servirei do melhor da coxa. Mas faz-me o favor de deixar atado à ponta da murta um fio de seda com uma sineta. Quando vieres, puxa o fio e toca, que logo sairei e direi: “Aqui estou!”

Assim fez o príncipe. Chamou ainda um criado e lhe disse:

— Vem cá, vem cá, tu, abre as orelhas e escuta bem: faz esta cama todas as noites como se minha própria pessoa tivesse de dormir nela; rega sempre este vaso e fica atento, pois contei as folhas, e, se encontrar uma de menos, vou tirar-te o ganha-pão!

Dito isso, montou a cavalo e foi, como carneiro levado ao degoladouro, atrás de um porco. Nesse meio-tempo, sete mulheres de má vida que o príncipe mantinha, vendo que ele se amornara e esfriara no amor e deixara de trabalhar nas terras delas, suspeitaram que algum novo enredo o tivesse feito esquecer a antiga amizade. Desejosas de descobrir o terreno, chamaram um pedreiro e, por bom dinheiro, fizeram-no abrir um túnel sob a casa delas, que foi desembocar no quarto do príncipe. Essas hospitaleiras ali entraram a procurar se uma nova visita, se outra esfarrapada lhes tirara a vez e enfeitiçara o freguês. Não achando ninguém, abriram os olhos e, vendo essa belíssima murta, tiraram uma folha cada uma; só a mais nova colheu toda a ponta à qual estava presa a sineta. Esta, mal tocada, soou, e a fada, pensando que fosse o príncipe, saiu imediatamente.

As velhas corujas desgrenhadas, assim que viram aquela criatura pintada, lançaram-lhe as garras, dizendo:

— És tu quem desvia para esse teu moinho a água das nossas esperanças? És tu quem nos ganhou, em vez da graça do príncipe, um belo resto? És tu a magnífica que tomou posse dessas nossas carninhas? Sê bem-vinda; vai, que chegaste ao coador! Ah, antes tua mãe não te tivesse cagado! Agora ficas fresca: apanhaste um abcesso, desta vez ficaste entalada! Que eu não tenha nascido de nove musas, se escapas!

Assim dizendo, deram-lhe uma tal pancada na cabeça e, repartindo-a logo em cinco pedaços, cada uma tomou sua parte. Só a mais novinha não quis participar dessa crueldade; instada pelas irmãs a fazer como elas, não quis outra coisa senão um cacho daqueles cabelos de ouro. Feito isso, escapuliram pelo mesmo túnel.

Nesse meio-tempo, chegou o criado para fazer a cama e regar o vaso, segundo a ordem do patrão. Encontrando aquele belo desastre, quase morreu de aflição e, mordendo a própria mão, recolheu os restos de carne e os ossos que sobravam, raspou do chão a lama e fez de tudo um montinho dentro do mesmo vaso. Regou-o, fez a cama, fechou a porta, pôs a chave por baixo dela e tomou suas botas para fora daquela terra.

O príncipe voltou da caça, puxou o fio de seda e tocou a sineta. Mas toca, que apanhas codornizes; toca, que passa o bispo! Podia tocar a rebate, pois a fada se fazia de surda. Foi então impetuosamente ao quarto e, sem paciência para chamar o criado e pedir a chave, deu pontapés na fechadura, escancarou a porta, entrou, abriu a janela e, vendo o vaso desfolhado, começou uma lamentação, batendo-se, gritando, berrando, pranteando:

— Ai, desgraçado de mim, ai, infeliz de mim, ai, desventurado de mim! Quem me fez esta barba de estopa? Quem me armou este triunfo de copas? Ó arruinado, acabado, destroçado príncipe! Ó minha murta desfolhada, ó minha fada perdida, ó minha vida enegrecida, ó meus prazeres tornados fumaça, minhas alegrias azedadas! Que farás, desventurado Cola Marchione? Que farás, infeliz? Salta este fosso, sai desta miséria! Perdeste todo o bem e não te degolas? Foste aliviado de todo o tesouro e não te lanças de cabeça? Foste expelido da vida e não te voltas? Onde estás, onde estás, minha murta? Que alma mais dura que o peperino me arruinou este belo vaso? Ó caça maldita, que me caçaste de todo o contentamento! Ai de mim, estou perdido, acabado, atirado no alvo, terminei meus dias! Não é possível que eu continue por experiência nesta vida sem a minha vida. Forçoso é que eu estenda os pés, pois sem o meu bem o sono me será lamento, o comer, veneno, o prazer, prisão de ventre, a vida, amargor!

Essas e outras palavras, de comover as pedras da rua, dizia o príncipe. Depois de longa lamentação e amargo pranto, cheio de desgosto e de angústia, sem nunca fechar os olhos para dormir nem abrir a boca para comer, deixou a dor tomar tamanho pé que seu rosto, antes de mínio oriental, ficou cor de ouro polido, e o presunto dos lábios se tornou banha podre.

A fada, que daqueles restos postos no vaso tornara a brotar, vendo o abatimento e o desassossego do pobre enamorado, reduzido a um tiquinho, com uma cor de espanhol doente, de lagarto cheio de vermes, de caldo de couves, de ictérico, de maçã-pêra, de traseiro de papa-figos e de peido-de-lobo, moveu-se à compaixão. Saiu de um salto do vaso, como luz de vela que sai de lanterna giratória, apareceu aos olhos de Cola Marchione e, apertando-o entre os braços, lhe disse:

— Cresce, cresce, meu príncipe! Basta, acaba com esse lamento, enxuga os olhos, deixa a cólera, desdobra esse beiço! Aqui estou, viva e bela, apesar daquelas vadias que, rachando-me a cabeça, fizeram da minha carne o que Tesone fez do pobre irmão.

Vendo isso, quando menos esperava, o príncipe ressuscitou da morte para a vida. Voltaram-lhe a cor às faces, o calor ao sangue e o espírito ao peito. Depois de mil carícias, brincadeiras, afagos e lisonjas que lhe fez, quis saber de ponta a ponta tudo o que acontecera. Ouvindo que o criado não tinha culpa, mandou chamá-lo e, ordenado um grande banquete, com o bom consentimento do pai, casou-se com a fada. Convidou todos os principais do reino e quis que, sobretudo, estivessem presentes as sete harpias que tinham feito açougue daquela bezerrinha de leite.

Quando acabaram de mastigar, o príncipe perguntou a todos os convidados, um por um, o que mereceria quem fizesse mal àquela bela moça, e mostrou a fada com o dedo. Ela apareceu tão bela que flechava os corações como facho de caça, puxava as almas como guincho, arrastava os desejos como trenó.

Todos os que estavam à mesa, a começar pelo rei, deram seu parecer: um disse que tal pessoa merecia a forca; outro, que era digna da roda; este, de tenazes; aquele, de precipícios; um, de uma pena, e outro, de outra. Chegando por último a vez de falar das sete garoupas, embora essa conversa lhes tocasse de perto e lhes pressagiasse uma má noite, como a verdade está sempre onde o vinho dança, responderam que quem tivesse a coragem de sequer tocar naquele saborzinho dos prazeres do Amor mereceria ser enterrado vivo num esgoto.

Pronunciada essa sentença pela própria boca, disse o príncipe:

— Vocês mesmas fizeram sua causa; vocês mesmas firmaram o decreto. Resta que eu mande cumprir sua ordem, pois são vocês que, com um coração de Negrone, com uma crueldade de Medeia, fizeram uma fritada desta bela cabecinha e picaram como carne de linguiça estes belos membros! Por isso, depressa, vamos, não se perca tempo: sejam atiradas agora mesmo num esgoto principal, onde terminem miseravelmente a vida!

Executada imediatamente essa ordem, o príncipe casou a irmã mais nova dessas patifes com o criado, dando-lhe um bom dote, e deu meios de viverem comodamente à mãe e ao pai da murta. Ele viveu alegremente com a fada, e as filhas do Inferno, terminando a vida em amargo padecimento, fizeram verdadeiro o provérbio dos antigos sábios:

:::verse
Passa a cabra manca
se não encontra quem a estanca.
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## Créditos

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- producer: Bons Filhos Educação (https://bonsfilhos.com.br/)

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