# A palhinha, o carvão e o feijão

Fonte: [As Verdadeiras Histórias](https://verdadeirashistorias.com.br/contos/a-palhinha-o-carvao-e-o-feijao)
Autoria original: Jacob Grimm e Wilhelm Grimm
Idioma: pt-BR
Edição: 1.0.0
Revisão: 7db80826-0e45-47eb-b824-61a55ac98c0e
Patrocínio: [Bons Filhos](https://bonsfilhos.com.br/)

## Sobre este conto

Uma palhinha, um carvão em brasa e um feijão se encontram no chão da casa de uma velha. Cada um conta como escapou de ser queimado ou cozido. Para evitar outra desgraça, decidem permanecer unidos e emigrar para uma terra estrangeira. No caminho, chegam a um riacho onde não há ponte nem passarela.

## Conto integral

Numa aldeia morava uma pobre velha que tinha juntado uma porção de feijões e queria cozinhá-los. Preparou então o fogo no fogão e, para que ardesse mais depressa, acendeu-o com um punhado de palha. Quando despejou os feijões na panela, um lhe caiu sem que percebesse e foi parar no chão, ao lado de uma palhinha; pouco depois, um carvão em brasa também saltou do fogão para junto dos dois. A palhinha começou a falar: “Queridos amigos, de onde vocês vêm?” O carvão respondeu: “Por sorte escapei do fogo, e, se não tivesse conseguido isso à força, minha morte era certa: teria virado cinza.” O feijão disse: “Eu também escapei com a pele inteira; mas, se a velha me tivesse posto na panela, teria sido cozido sem piedade até virar papa, como meus companheiros.” “E eu teria tido uma sorte melhor?”, disse a palha. “A velha fez todos os meus irmãos desaparecerem em fogo e fumaça; pegou sessenta de uma vez e lhes tirou a vida. Felizmente escapei por entre os dedos dela.” “Mas o que vamos fazer agora?”, perguntou o carvão. “Acho”, respondeu o feijão, “que, já que escapamos da morte com tanta sorte, devemos ficar unidos como bons companheiros e, para que uma nova desgraça não nos aconteça aqui, emigrar juntos para uma terra estrangeira.”

A proposta agradou aos outros dois, e partiram juntos. Logo, porém, chegaram a um riacho e, como não havia ponte nem passarela, não sabiam como atravessar. A palhinha teve uma boa ideia e disse: “Vou me deitar de um lado ao outro, e vocês poderão passar por cima de mim como por uma ponte.” A palhinha se estendeu então de uma margem à outra, e o carvão, que era de natureza ardente, foi andando todo atrevido pela ponte recém-construída. Mas, quando chegou ao meio e ouviu a água correr lá embaixo, ficou com medo: parou e não se atreveu a continuar. A palhinha, porém, começou a queimar, partiu-se em dois pedaços e caiu no riacho; o carvão escorregou atrás, chiou ao entrar na água e entregou a alma. O feijão, que por prudência ainda tinha ficado na margem, começou a rir da história, não conseguia parar e riu com tanta força que estourou. Também teria sido seu fim se, por sorte, um alfaiate que viajava não tivesse parado para descansar junto ao riacho. Como tinha um coração compassivo, tirou agulha e linha e costurou o feijão. O feijão lhe agradeceu muito, mas, como ele havia usado linha preta, desde então todos os feijões têm uma costura preta.

## Créditos

- translator: Codex · tradução assistida por IA
- reviewer: Codex · revisão independente por IA
- producer: Bons Filhos Educação (https://bonsfilhos.com.br/#frente-educacao)

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