# Chapeuzinho Vermelho

Fonte: [As Verdadeiras Histórias](https://verdadeirashistorias.com.br/contos/chapeuzinho-vermelho)
Autoria original: Jacob Grimm e Wilhelm Grimm
Idioma: pt-BR
Edição: 1.0.0
Revisão: a7ed9800-6bb5-42ae-86cd-aa393c6ac621
Patrocínio: [Bons Filhos](https://bonsfilhos.com.br/)

## Sobre este conto

Uma menina recebe da avó um chapeuzinho de veludo vermelho e passa a ser conhecida por ele. Ao levar bolo e vinho à avó doente, segue pela floresta, onde encontra um lobo sem saber que ele é perigoso. A mãe lhe dera instruções para a visita e pedira que não saísse do caminho, mas o lobo procura interessá-la pelas flores e pelos pássaros.

## Conto integral

Era uma vez uma menina pequena e meiga, de quem todos gostavam assim que a viam. Mas quem mais gostava dela era a avó, que nem sabia mais o que dar à criança. Certa vez, presenteou-a com um chapeuzinho de veludo vermelho. Como ele lhe ficava muito bem e ela não queria mais usar outra coisa, passou a ser chamada apenas de Chapeuzinho Vermelho. Um dia, sua mãe lhe disse: “Venha, Chapeuzinho Vermelho. Aqui estão um pedaço de bolo e uma garrafa de vinho. Leve-os à vovó. Ela está doente e fraca e vai se revigorar com eles. Saia antes que faça calor. Quando estiver lá fora, vá bem-comportada e não saia do caminho, senão você cai, quebra o vidro e a vovó fica sem nada. E, quando entrar no quarto dela, não se esqueça de dizer bom-dia, em vez de ficar primeiro espiando todos os cantos.”

“Vou fazer tudo direitinho”, disse Chapeuzinho Vermelho à mãe, dando-lhe a mão como promessa. A avó morava na floresta, a meia hora da aldeia. Quando Chapeuzinho Vermelho entrou na floresta, encontrou o lobo. Ela não sabia que animal malvado ele era e não teve medo dele. “Bom dia, Chapeuzinho Vermelho”, disse ele. “Muito obrigada, lobo.” “Aonde vai tão cedo, Chapeuzinho Vermelho?” “À casa da vovó.” “O que leva debaixo do avental?” “Bolo e vinho. Ontem fizemos uma fornada, e a vovó, que está doente e fraca, vai poder comer um pouco e se fortalecer.” “Chapeuzinho Vermelho, onde mora sua avó?” “A mais um bom quarto de hora pela floresta. A casa fica debaixo dos três grandes carvalhos. Mais abaixo estão as cercas de aveleiras. Você deve saber onde é”, disse Chapeuzinho Vermelho. O lobo pensou: “Essa criaturinha nova e tenra é um bocado gordo e vai ser ainda mais gostosa que a velha. Preciso agir com esperteza para apanhar as duas.” Andou algum tempo ao lado de Chapeuzinho Vermelho e depois disse: “Chapeuzinho Vermelho, veja as lindas flores por toda parte. Por que não olha ao redor? Acho que nem está ouvindo como os passarinhos cantam tão bonito! Vai aí tão absorta como se estivesse indo para a escola, e é tão divertido aqui fora, na floresta!”

Chapeuzinho Vermelho ergueu os olhos. Vendo como os raios de sol dançavam entre as árvores e como tudo estava cheio de lindas flores, pensou: “Se eu levar um buquê fresquinho para a vovó, ela também vai ficar contente. Ainda é tão cedo que vou chegar a tempo.” Saiu do caminho, entrou na floresta e procurou flores. Cada vez que colhia uma, achava que havia outra mais bonita adiante, corria até ela e ia entrando cada vez mais fundo na floresta. O lobo, porém, foi direto à casa da avó e bateu à porta. “Quem está aí?” “Chapeuzinho Vermelho. Estou trazendo bolo e vinho. Abra!” “É só abaixar a maçaneta”, gritou a avó. “Estou muito fraca e não consigo me levantar.” O lobo abaixou a maçaneta, a porta se abriu e ele foi direto à cama da avó, sem dizer uma palavra, e a engoliu. Depois vestiu as roupas dela, pôs sua touca, deitou-se na cama e fechou as cortinas.

Chapeuzinho Vermelho tinha andado de um lado para outro atrás das flores. Quando juntou tantas que já não podia carregar mais nenhuma, lembrou-se da avó e tomou o caminho da casa dela. Estranhou a porta aberta. Ao entrar no quarto, tudo lhe pareceu tão esquisito que pensou: “Ai, meu Deus, por que estou com tanto medo hoje, se sempre gosto tanto de ficar com a vovó?” Disse “bom-dia”, mas não recebeu resposta. Foi então até a cama e abriu as cortinas. Lá estava a avó, com a touca puxada bem para baixo sobre o rosto, com uma aparência muito estranha. “Ora, vovó, que orelhas grandes você tem!” “É para ouvir você melhor.” “Ora, vovó, que olhos grandes você tem!” “É para ver você melhor.” “Ora, vovó, que mãos grandes você tem!” “É para agarrar você melhor.” “Mas, vovó, que boca terrivelmente grande você tem!” “É para comer você melhor.” Mal o lobo disse isso, saltou da cama e devorou a pobre Chapeuzinho Vermelho.

Depois de saciar seu apetite, o lobo se deitou de novo na cama, adormeceu e começou a roncar muito alto. O caçador passava pela casa e pensou: “Como essa velha está roncando! Preciso ver se há alguma coisa errada com ela.” Entrou no quarto e, ao chegar à cama, viu o lobo deitado. “Então encontro você aqui, velho pecador!”, disse. “Há muito tempo ando à sua procura.” Ia apontar a espingarda, mas lhe ocorreu que o lobo podia ter comido a avó e que ainda seria possível salvá-la. Não atirou. Pegou uma tesoura e começou a cortar a barriga do lobo adormecido. Depois de alguns cortes, viu brilhar o chapeuzinho vermelho. Mais alguns cortes, e a menina saltou para fora, exclamando: “Ah, que medo eu tive! Como estava escuro dentro da barriga do lobo!” A velha avó também saiu viva, mal conseguindo respirar. Chapeuzinho Vermelho foi buscar depressa pedras grandes, com as quais encheram a barriga do lobo. Quando ele acordou, quis sair saltando, mas as pedras eram tão pesadas que ele caiu imediatamente e morreu com a queda.

Os três ficaram contentes. O caçador tirou a pele do lobo e a levou para casa. A avó comeu o bolo e bebeu o vinho que Chapeuzinho Vermelho lhe trouxera e recuperou as forças. Chapeuzinho Vermelho, por sua vez, pensou: “Nunca mais na vida vou sair sozinha do caminho para entrar na floresta quando minha mãe tiver me proibido.”

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Conta-se também que, certa vez, quando Chapeuzinho Vermelho levava de novo algo assado à velha avó, outro lobo falou com ela e tentou desviá-la do caminho. Mas Chapeuzinho Vermelho tomou cuidado, seguiu em frente e contou à avó que encontrara o lobo. Ele lhe desejara bom dia, mas a olhara com olhos tão malvados que ela disse: “Se não fosse em plena estrada, ele teria me comido.” “Venha”, disse a avó, “vamos trancar a porta para que ele não possa entrar.” Pouco depois, o lobo bateu e gritou: “Abra, vovó! Sou Chapeuzinho Vermelho, estou trazendo algo assado.” Elas ficaram em silêncio e não abriram a porta. O lobo de cabeça grisalha rondou a casa algumas vezes, acabou pulando no telhado e quis esperar até Chapeuzinho Vermelho voltar para casa à noite. Então a seguiria de mansinho e a comeria no escuro. Mas a avó percebeu o que ele tinha em mente. Diante da casa havia um grande cocho de pedra. Ela disse à criança: “Pegue o balde, Chapeuzinho Vermelho. Ontem cozinhei salsichas. Leve para o cocho a água em que elas foram cozidas.” Chapeuzinho Vermelho carregou água até encher completamente aquele cocho grande, grande. O cheiro das salsichas subiu até o nariz do lobo. Ele farejou e olhou para baixo. Por fim, esticou tanto o pescoço que não conseguiu mais se segurar e começou a escorregar. Escorregou do telhado direto para dentro do grande cocho e se afogou. Chapeuzinho Vermelho voltou contente para casa, e ninguém lhe fez mal algum.

## Créditos

- translator: Codex · tradução assistida por IA
- producer: Bons Filhos Educação (https://bonsfilhos.com.br/)
- reviewer: Codex · revisão independente por IA

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