# O abeto

Fonte: [As Verdadeiras Histórias](https://verdadeirashistorias.com.br/contos/o-abeto)
Autoria original: Hans Christian Andersen
Idioma: pt-BR
Edição: 1.0.0
Revisão: 5005a88d-c8df-49a5-9974-6119b110d8df
Patrocínio: [Bons Filhos](https://bonsfilhos.com.br/)

## Sobre este conto

Um pequeno abeto cresce na floresta, mas deseja ser grande e partir, sem aproveitar o sol, o ar e os companheiros ao redor. Ao saber que algumas árvores viram mastros e outras são levadas a salas enfeitadas para o Natal, passa a esperar uma vida esplêndida fora da mata. Quando chega sua vez de ser cortado e transportado, tenta imaginar o que ainda o espera.

## Conto integral

Lá na floresta havia um abeto muito bonito. Tinha um bom lugar, recebia sol e não lhe faltava ar. Ao redor cresciam muitos companheiros maiores, tanto abetos como pinheiros. Mas o pequeno abeto tinha tanta pressa de crescer! Não pensava no calor do sol nem no ar fresco; não ligava para as crianças dos camponeses que passavam conversando quando saíam para colher morangos ou framboesas. Muitas vezes elas vinham com um jarro cheio, ou com morangos enfiados em palhinhas, sentavam-se junto à pequena árvore e diziam: — Ah, como é bonitinho e pequeno! Isso a árvore não queria ouvir de jeito nenhum.

No ano seguinte, estava um longo broto mais alta; no outro, cresceu mais um, ainda muito maior. Pois, pelos muitos segmentos de um abeto, sempre se pode ver quantos anos ele cresceu.

— Ah, se eu fosse uma árvore grande como as outras! — suspirava a pequena árvore. — Poderia estender meus ramos para bem longe e, lá do alto da copa, olhar o vasto mundo! Os pássaros fariam ninhos entre meus ramos e, quando ventasse, eu poderia inclinar a cabeça com a mesma imponência daquelas outras!

Não sentia prazer algum com a luz do sol, com os pássaros ou com as nuvens vermelhas que, de manhã e à tarde, navegavam por cima dela.

Quando era inverno e a neve ao redor brilhava de tão branca, muitas vezes uma lebre vinha aos saltos e pulava bem por cima da pequena árvore. Ah, como aquilo a irritava! Mas passaram dois invernos e, no terceiro, a árvore estava tão grande que a lebre tinha de dar a volta. Ah, crescer, crescer, ficar grande e velha: era a única coisa boa deste mundo, pensava a árvore.

No outono, os lenhadores sempre vinham derrubar algumas das maiores árvores. Isso acontecia todos os anos, e o jovem abeto, que já estava bem crescido, tremia ao ver aquilo. As grandes e magníficas árvores caíam no chão com estalos e estrondos. Cortavam-lhes os ramos; elas ficavam inteiramente nuas, compridas e estreitas, quase irreconhecíveis. Depois eram colocadas em carroças, e os cavalos as levavam para fora da floresta.

Aonde iriam? O que as esperava?

Na primavera, quando chegaram a andorinha e a cegonha, a árvore lhes perguntou: — Vocês não sabem para onde as levaram? Não as encontraram?

As andorinhas não sabiam de nada, mas a cegonha fez um ar pensativo, assentiu com a cabeça e disse: — Sim, acho que sei! Quando voava de volta do Egito, encontrei muitos navios novos. Havia magníficos mastros nos navios. Ouso dizer que eram elas: cheiravam a abeto. Trago muitos cumprimentos! Estão muito aprumadas, muito aprumadas!

— Ah, se eu também fosse grande o bastante para voar por cima do mar! Como é, afinal, esse mar? Com o que se parece?

— Bem, isso é muito comprido de explicar! — disse a cegonha, e foi embora.

— Alegra-te com tua juventude! — disseram os raios de sol. — Alegra-te com teu vigor, com a vida jovem que há em ti!

E o vento beijava a árvore, e o orvalho chorava lágrimas sobre ela, mas o abeto não compreendia aquilo.

Perto do Natal, derrubavam árvores bem jovens, muitas vezes nem tão grandes nem tão velhas quanto esse abeto que não tinha descanso nem sossego e só queria ir embora. Essas árvores jovens, justamente as mais bonitas de todas, conservavam seus ramos; eram colocadas em carroças, e os cavalos as levavam para fora da floresta.

— Para onde vão? — perguntou o abeto. — Não são maiores do que eu; havia até uma muito menor! Por que conservaram todos os ramos? Para onde as levam?

— Nós sabemos! Nós sabemos! — piaram os pardais. — Lá na cidade, espiamos pelas vidraças! Sabemos para onde as levam! Ah, vão para o maior esplendor e a maior glória que se possa imaginar! Espiamos pelas janelas e vimos que as plantam no meio de uma sala quentinha e as enfeitam com as coisas mais lindas: maçãs douradas, bolos de mel, brinquedos e muitas centenas de velas!

— E depois...? — perguntou o abeto, tremendo em todos os ramos.

— E depois? O que acontece depois?

— Bem, não vimos mais nada! Era incomparável!

— Será que fui feito para seguir esse caminho luminoso? — exultou a árvore. — É ainda melhor do que atravessar o mar! Como sofro de tanta vontade! Ah, se já fosse Natal! Agora sou alto e tenho os ramos estendidos como os outros que levaram no ano passado! Ah, se eu já estivesse na carroça! Se já estivesse naquela sala quentinha, com toda aquela magnificência e glória! E então...? Sim, então virá alguma coisa ainda melhor, ainda mais bela; por que outro motivo me enfeitariam assim? Deve vir alguma coisa ainda maior, ainda mais gloriosa! Mas o quê? Ah, estou sofrendo! Anseio tanto! Nem eu mesmo sei o que há comigo.

— Alegra-te comigo! — disseram o ar e a luz do sol. — Alegra-te com tua juventude vigorosa, aqui ao ar livre!

Mas ele não se alegrava de modo algum. Crescia e crescia; no inverno e no verão, permanecia verde, de um verde-escuro. As pessoas que o viam diziam: — É uma bela árvore! E, no Natal, foi derrubado antes de todas as outras. O machado penetrou fundo em sua medula; a árvore caiu no chão com um suspiro. Sentiu uma dor, uma fraqueza, e não conseguia pensar em felicidade alguma. Estava triste por se separar de seu lar, do lugar onde havia brotado. Sabia que nunca mais veria os queridos companheiros antigos, os pequenos arbustos e as flores ao redor, talvez nem mesmo os pássaros. A partida não teve nada de agradável.

A árvore só voltou a si quando, descarregada com as outras num pátio, ouviu um homem dizer: — É magnífica! Só queremos esta!

Vieram então dois criados em traje de gala e levaram o abeto para um salão grande e bonito. Pelas paredes pendiam retratos, e junto à grande estufa de azulejos havia grandes vasos chineses com leões nas tampas. Havia cadeiras de balanço, sofás de seda e grandes mesas cheias de livros ilustrados, com brinquedos que valiam cem vezes cem rigsdalers — ao menos era o que diziam as crianças. Ergueram o abeto num grande barrilete cheio de areia. Mas ninguém podia ver que era um barrilete, pois o cobriram com tecido verde e o puseram sobre um grande tapete colorido. Ah, como a árvore tremia! O que iria acontecer? Tanto os criados como as senhoritas se ocupavam em enfeitá-la. Penduraram nos ramos pequenas redes recortadas em papel colorido, cada uma cheia de doces. Maçãs douradas e nozes pendiam como se tivessem crescido ali, e mais de cem velinhas vermelhas, azuis e brancas foram presas aos ramos. Bonecas que pareciam gente de verdade — a árvore nunca vira nada assim — flutuavam entre a folhagem. E bem no alto da copa colocaram uma grande estrela de lâmina dourada. Era magnífico, de uma magnificência incomparável.

— Hoje à noite — diziam todos —, hoje à noite ela vai brilhar!

— Ah! — pensou a árvore. — Se já fosse noite! Se acendessem logo as velas! E o que acontecerá então? Será que as árvores da floresta virão me ver? Será que os pardais voarão até a vidraça? Será que vou criar raízes aqui e ficar enfeitada no inverno e no verão?

Sim, ela entendia muito do assunto! Mas estava com uma verdadeira dor de casca de tanta ansiedade, e dor de casca é tão ruim para uma árvore quanto dor de cabeça para nós.

Acenderam então as velas. Que brilho, que magnificência! A árvore tremeu em todos os ramos, de tal maneira que uma das velas pôs fogo na folhagem. Ardeu bastante.

— Deus nos acuda! — gritaram as senhoritas, apagando depressa o fogo.

Agora a árvore nem se atrevia a tremer. Ah, que horror! Tinha tanto medo de perder algum de seus enfeites! Estava inteiramente atordoada com todo aquele brilho. Então as duas folhas da porta se abriram, e uma multidão de crianças entrou correndo, como se quisesse derrubar a árvore inteira. As pessoas mais velhas vieram calmamente atrás. Os pequenos ficaram em completo silêncio, mas só por um instante; depois tornaram a gritar de alegria, fazendo tudo ressoar. Dançavam em volta da árvore, e um presente após outro era retirado dos ramos.

— O que estão fazendo? — pensou a árvore. — O que vai acontecer? As velas foram queimando até quase os ramos; à medida que se consumiam, eram apagadas. Depois, as crianças receberam permissão para saquear a árvore. Ah, lançaram-se contra ela de tal modo que todos os ramos estalaram! Se não estivesse presa ao teto pela ponta e pela estrela dourada, teria caído.

As crianças dançavam com seus magníficos brinquedos. Ninguém olhava para a árvore, a não ser a velha babá, que espiava entre os ramos, mas apenas para ver se ainda não teriam esquecido um figo ou uma maçã.

— Uma história! Uma história! — gritavam as crianças, puxando para junto da árvore um homem baixinho e gordo. Ele se sentou bem debaixo dela. — Assim estamos no meio do verde — disse —, e ouvir também pode fazer muito bem à árvore. Mas só vou contar uma história. Querem ouvir a de Ivede-Avede ou a de Klumpe-Dumpe, que caiu escada abaixo e, mesmo assim, chegou ao lugar de honra e ganhou a princesa?

— Ivede-Avede! — gritavam alguns. — Klumpe-Dumpe! — gritavam outros. Era uma gritaria! Só o abeto permanecia bem quieto, pensando: — Não vou participar de nada? Não vou fazer coisa alguma? Ele já havia participado, já tinha feito o que lhe cabia fazer.

E o homem contou a história de Klumpe-Dumpe, que caiu escada abaixo e, mesmo assim, chegou ao lugar de honra e ganhou a princesa. As crianças batiam palmas e gritavam: — Conte! Conte! Queriam também a de Ivede-Avede, mas só ouviram a de Klumpe-Dumpe. O abeto ficou muito quieto e pensativo; os pássaros da floresta nunca haviam contado nada parecido. — Klumpe-Dumpe caiu escada abaixo e, mesmo assim, ganhou a princesa! Sim, sim, é assim que as coisas acontecem no mundo! — pensou o abeto. Acreditava que aquilo era verdade, pois um homem tão simpático o contara. — Sim, sim, quem sabe? Talvez eu também caia escada abaixo e ganhe uma princesa! E esperava com alegria o dia seguinte, quando tornariam a vesti-lo com velas e brinquedos, ouro e frutas.

— Amanhã não vou tremer! — pensou. — Vou me divertir de verdade com toda a minha glória. Amanhã ouvirei de novo a história de Klumpe-Dumpe e talvez também a de Ivede-Avede. E a árvore ficou quieta e pensativa a noite inteira.

De manhã, entraram um criado e uma criada.

— Agora começa a festa de novo! — pensou a árvore. Mas eles a arrastaram para fora da sala, escada acima, até o sótão, e a deixaram num canto escuro, onde não entrava a luz do dia.

— O que significa isso? — pensou a árvore. — O que terei de fazer aqui? O que será que vou ouvir? Encostou-se à parede e ficou pensando e pensando.

E teve bastante tempo para isso, pois passaram dias e noites sem que ninguém subisse. Quando por fim veio alguém, foi para pôr umas caixas grandes naquele canto. A árvore ficou inteiramente escondida; era de imaginar que a tivessem esquecido por completo.

— Agora é inverno lá fora! — pensou a árvore. — A terra está dura e coberta de neve, as pessoas não podem me plantar. Por isso, devo ficar aqui abrigada até a primavera! Como pensaram bem! Como as pessoas são boas! Se ao menos não fosse tão escuro e tão terrivelmente solitário! Nem uma lebrezinha! Era tão agradável lá na floresta, quando havia neve e a lebre passava aos saltos; sim, até quando pulava por cima de mim, mas naquela época eu não gostava daquilo. Aqui em cima é terrivelmente solitário!

— Pi, pi! — disse naquele instante um camundongo, saindo depressa de seu esconderijo. Depois veio outro. Farejaram o abeto e correram por entre seus ramos.

— Que frio horrível! — disseram os camundongos. — Fora isso, é uma bênção estar aqui! Não é, velho abeto?

— Não sou velho de jeito nenhum! — disse o abeto. — Há muitos bem mais velhos do que eu!

— De onde você vem? — perguntaram os camundongos. — E o que sabe? Eram terrivelmente curiosos. — Conte-nos sobre o lugar mais bonito da Terra! Já esteve lá? Esteve na despensa, onde há queijos nas prateleiras e presuntos pendurados no teto, onde se dança sobre velas de sebo, se entra magro e se sai gordo?

— Isso eu não conheço — disse a árvore. — Mas conheço a floresta, onde o sol brilha e os pássaros cantam! E contou tudo sobre sua juventude. Os camundongos nunca tinham ouvido nada assim; prestavam muita atenção e diziam: — Ah, como você viu coisas! Como foi feliz!

— Eu! — disse o abeto, pensando no que ele mesmo contava. — Sim, no fundo foram tempos bem divertidos! Depois contou sobre a noite de Natal, quando fora enfeitado com bolos e velas.

— Ah! — disseram os camundongos. — Como você foi feliz, velho abeto!

— Não sou velho de jeito nenhum! — disse a árvore. — Foi neste inverno que vim da floresta! Estou na melhor idade; só tive meu crescimento interrompido!

— Como você conta bem! — disseram os camundongos. Na noite seguinte, vieram com outros quatro camundongos, para ouvirem a árvore contar. Quanto mais ela contava, mais claramente se lembrava de tudo e pensava: — Foram tempos bem divertidos! Mas podem voltar, podem voltar! Klumpe-Dumpe caiu escada abaixo e, mesmo assim, ganhou a princesa. Talvez eu também possa ganhar uma princesa! Então o abeto pensou numa bétula pequena e bonita que crescia na floresta. Para ele, ela era uma princesa realmente encantadora.

— Quem é Klumpe-Dumpe? — perguntaram os camundongos. O abeto contou então o conto inteiro: lembrava-se de cada palavra. E os camundongos quase saltaram até o alto da árvore, de tanto prazer. Na noite seguinte, vieram muitos outros camundongos e, no domingo, até dois ratos. Mas estes disseram que a história não era divertida. Isso entristeceu os camundongos, pois agora também gostavam menos dela.

— O senhor só conhece essa história? — perguntaram os ratos.

— Só essa! — respondeu a árvore. — Ouvi na noite mais feliz da minha vida, mas naquela época eu não pensava em como era feliz!

— É uma história extremamente ruim! Não conhece nenhuma com toucinho e velas de sebo? Nenhuma história de despensa?

— Não! — disse a árvore.

— Pois muito obrigado! — disseram os ratos, voltando para sua casa.

Por fim, os camundongos também deixaram de aparecer. A árvore suspirou: — Era tão agradável quando aqueles camundonguinhos ágeis se sentavam em volta de mim e ouviam o que eu contava! Agora isso também acabou! Mas hei de me lembrar de aproveitar quando me tirarem daqui de novo!

Mas quando isso aconteceu? Bem, foi certa manhã, quando vieram pessoas remexer no sótão. As caixas foram deslocadas, e a árvore foi retirada de seu canto. É verdade que a atiraram com certa força contra o chão, mas logo um criado a arrastou até a escada, onde brilhava a luz do dia.

— Agora a vida recomeça! — pensou a árvore. Sentiu o ar fresco, o primeiro raio de sol, e já estava no pátio. Tudo aconteceu tão depressa! A árvore se esqueceu inteiramente de olhar para si mesma; havia tanta coisa para ver ao redor! O pátio dava para um jardim, e tudo florescia lá dentro. As rosas, tão frescas e perfumadas, pendiam por cima da pequena cerca; as tílias estavam floridas, e as andorinhas voavam dizendo: — Kvirre-virre-vit, meu marido chegou! Mas não era do abeto que falavam.

— Agora vou viver! — exultou ele, abrindo bem os ramos. Ah, estavam todos secos e amarelos! Era num canto entre ervas daninhas e urtigas que ele jazia. A estrela de papel dourado ainda estava no alto da copa e cintilava sob a luz mais clara do sol.

No pátio brincavam duas das alegres crianças que, no Natal, haviam dançado em volta da árvore e ficado tão contentes com ela. Uma das menores correu até lá e arrancou a estrela dourada.

— Vejam o que ainda está naquela árvore de Natal velha e nojenta! — disse ele, pisando nos ramos, que estalavam sob suas botas.

A árvore olhou toda aquela magnificência de flores e frescor no jardim, olhou para si mesma e desejou ter ficado no canto escuro do sótão. Pensou em sua juventude vigorosa na floresta, na alegre noite de Natal e nos camundongos que haviam ouvido tão contentes a história de Klumpe-Dumpe.

— Acabou! Acabou! — disse a pobre árvore. — Se eu tivesse me alegrado enquanto podia! Acabou! Acabou!

O criado veio e cortou a árvore em pedacinhos. Ali ficou um feixe inteiro, que ardeu com belas chamas debaixo do grande caldeirão de fazer cerveja. E ela suspirava tão fundo! Cada suspiro era como um pequeno tiro. Por isso, as crianças que brincavam correram para dentro, sentaram-se diante do fogo, olharam as chamas e gritaram: — Pif! Paf! Mas, a cada estalo, que era um profundo suspiro, a árvore pensava num dia de verão na floresta, numa noite de inverno lá fora, quando brilhavam as estrelas. Pensava na noite de Natal e em Klumpe-Dumpe, o único conto que ouvira e sabia contar. E então a árvore acabou de arder.

Os meninos brincavam no pátio, e o menor trazia no peito a estrela dourada que a árvore carregara na noite mais feliz de sua vida. Agora aquela noite havia acabado, e a árvore havia acabado, e a história também: acabada, acabada, como acabam todas as histórias!

## Créditos

- translator: Codex · tradução assistida por IA
- producer: Bons Filhos Educação (https://bonsfilhos.com.br/)
- reviewer: Codex · revisão independente por IA

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