# O Patinho Feio

Fonte: [As Verdadeiras Histórias](https://verdadeirashistorias.com.br/contos/o-patinho-feio)
Autoria original: Hans Christian Andersen
Idioma: pt-BR
Edição: 1.0.0
Revisão: 187d6de9-922e-4fe1-be88-b4d555d3d6e1
Patrocínio: [Bons Filhos](https://bonsfilhos.com.br/)

## Sobre este conto

O último filhote a sair do ovo chocado por uma pata é maior e diferente dos outros. Embora nade bem, é ridicularizado e agredido no terreiro, até fugir. No brejo e nas casas onde busca abrigo, encontra novos animais, perigos e incompreensão. Sua vontade de nadar e sua atração por grandes aves brancas o acompanham ao longo das estações.

## Conto integral

Era tão bonito no campo; era verão! Os cereais estavam amarelos, a aveia verde, e o feno fora empilhado nos prados verdes. Lá andava a cegonha sobre suas longas pernas vermelhas, falando egípcio, língua que aprendera com a mãe. Em volta dos campos e prados havia grandes florestas e, no meio delas, lagos profundos. Sim, era realmente bonito no campo! Em pleno sol havia uma velha casa senhorial, cercada por canais profundos. Do muro até a água cresciam plantas de folhas largas, tão altas que as crianças pequenas podiam ficar de pé debaixo das maiores. Lá dentro tudo era tão selvagem como na floresta mais fechada, e ali uma pata estava deitada em seu ninho. Devia chocar seus patinhos, mas já estava quase farta daquilo, pois demorava tanto e raramente recebia visitas. Os outros patos gostavam mais de nadar pelos canais do que de subir e se sentar debaixo de uma folha larga para grasnar com ela.

Por fim, um ovo depois do outro começou a estalar. “Piu! Piu!”, ouvia-se: todas as gemas tinham ganhado vida e punham as cabeças para fora.

“Quá! Quá!”, disse ela, e eles se apressaram o mais que podiam, olhando para todos os lados debaixo das folhas verdes. A mãe os deixou olhar à vontade, pois o verde faz bem aos olhos.

“Como o mundo é grande!”, disseram todos os filhotes, pois agora tinham muito mais espaço do que dentro do ovo.

“Vocês acham que isso é o mundo inteiro!”, disse a mãe. “Ele se estende para muito além do jardim, até o campo do pastor. Mas eu nunca estive lá! Vocês estão todos aqui, não estão?” Levantou-se e disse: “Não, não estão todos! O maior ovo ainda está aí! Quanto tempo vai demorar? Já estou quase farta disso!” E se deitou novamente.

“Então, como vão as coisas?”, perguntou uma velha pata que veio fazer uma visita.

“Esse ovo está demorando tanto!”, disse a pata deitada. “Não quer abrir! Mas veja os outros! São os patinhos mais lindos que já vi! Todos se parecem com o pai, aquele imprestável! Ele não vem me visitar.”

“Deixe-me ver esse ovo que não quer rachar!”, disse a velha. “Pode acreditar que é um ovo de peru! Uma vez também fui enganada assim, e tive muita tristeza e trabalho com aqueles filhotes, porque eles têm medo de água, vou lhe dizer! Não conseguia fazê-los entrar! Grasnava e dava bicadas, mas não adiantava! Deixe-me ver o ovo! Sim, é ovo de peru! Abandone-o e ensine os outros filhos a nadar!”

“Ainda vou ficar mais um pouco sobre ele!”, disse a pata. “Se já fiquei tanto tempo, posso ficar também durante a temporada de Dyrehaven!”

“À vontade!”, disse a velha pata, e foi embora.

Por fim o ovo grande rachou. “Piu! Piu!”, disse o filhote, rolando para fora. Era tão grande e feio! A pata olhou para ele:

“É um patinho terrivelmente grande!”, disse. “Nenhum dos outros tem essa aparência! Não será mesmo um filhote de peru? Bem, logo descobriremos! Ele vai para a água, nem que eu mesma tenha de empurrá-lo com um pontapé!”

No dia seguinte o tempo estava abençoado e lindo. O sol brilhava sobre todas as plantas de folhas largas. A mãe pata apareceu junto ao canal com a família inteira. Chuá! Saltou na água. “Quá! Quá!”, disse, e um patinho após o outro mergulhou atrás dela. A água lhes passou por cima das cabeças, mas logo tornaram à tona e flutuaram tão bem! As pernas se moviam sozinhas, e todos estavam na água; até o filhote feio e cinzento nadava junto.

“Não, não é peru!”, disse ela. “Vejam como mexe bem as pernas, como se mantém ereto! É meu próprio filhote! No fundo ele até é bem bonito, quando olhamos direito! Quá! Quá! Venham comigo, vou levá-los ao mundo e apresentá-los no terreiro dos patos. Mas fiquem sempre perto de mim, para que ninguém pise em vocês, e cuidado com o gato!”

Entraram então no terreiro dos patos. Havia uma barulheira terrível: duas famílias brigavam por uma cabeça de enguia, que acabou ficando com o gato.

“Vejam, é assim que as coisas acontecem no mundo!”, disse a mãe pata, lambendo o bico, pois também queria a cabeça de enguia. “Agora mexam as pernas! Vamos, andem depressa e inclinem o pescoço diante daquela velha pata ali. É a mais importante de todas! Tem sangue espanhol, por isso é gorda, e vejam, tem um pano vermelho amarrado na perna! É uma coisa extraordinária e a maior distinção que uma pata pode receber. Significa que não querem se desfazer dela e que deve ser reconhecida pelos animais e pelas pessoas! Depressa! Não juntem as pernas! Um patinho bem-educado mantém as pernas bem afastadas, como o pai e a mãe! Isso! Agora inclinem o pescoço e digam: Quá!”

Eles obedeceram. Mas os outros patos em volta olharam e disseram bem alto: “Vejam só! Agora temos de aturar mais essa gente, como se já não fôssemos suficientes! E que aparência horrível tem aquele patinho! Esse não vamos tolerar!” Imediatamente um pato voou até ele e o mordeu na nuca.

“Deixe-o em paz!”, disse a mãe. “Ele não faz mal a ninguém!”

“Sim, mas é grande e esquisito demais!”, disse o pato que o mordera. “Por isso tem de ser maltratado!”

“Que filhos bonitos a senhora tem!”, disse a velha pata do pano na perna. “Todos bonitos, menos aquele, que não deu certo! Gostaria que pudesse refazê-lo!”

“Não é possível, Vossa Graça!”, disse a mãe pata. “Ele não é bonito, mas tem um temperamento muito bom e nada tão bem quanto qualquer um dos outros; até um pouco melhor, ouso dizer! Acho que ficará bonito quando crescer, ou que, com o tempo, ficará um pouco menor! Ficou tempo demais no ovo, e por isso não tomou a forma certa!” Alisou-lhe a nuca e ajeitou suas penas. “Além disso, é macho”, disse, “e então isso não importa tanto! Acho que ficará forte e saberá se arranjar!”

“Os outros patinhos são encantadores!”, disse a velha. “Fiquem à vontade, e, se encontrarem uma cabeça de enguia, podem trazê-la para mim!”

E ficaram como se estivessem em casa.

Mas o pobre patinho, que saíra por último do ovo e tinha aquela aparência tão feia, era mordido, empurrado e ridicularizado tanto pelos patos como pelas galinhas. “É grande demais!”, diziam todos. O peru, que nascera com esporões e por isso se julgava imperador, inchou como um navio de velas abertas, avançou direto para ele, gorgolejou e ficou com a cabeça inteiramente vermelha. O pobre patinho não sabia onde se atrever a parar ou a andar. Estava muito triste por ser tão feio e servir de zombaria para todo o terreiro dos patos.

Assim foi o primeiro dia, e depois tudo piorou cada vez mais. O pobre patinho era perseguido por todos. Até seus irmãos eram tão maus com ele e sempre diziam: “Quem dera o gato pegasse você, sua criatura horrorosa!” E a mãe dizia: “Quem dera você estivesse bem longe!” Os patos o mordiam, as galinhas o bicavam, e a moça encarregada de alimentar os animais o chutava.

Então ele correu e voou por cima da cerca. Os passarinhos nos arbustos subiram assustados. “É porque sou tão feio!”, pensou o patinho, fechando os olhos, mas continuando a correr. Chegou assim ao grande brejo onde moravam os patos selvagens. Ali passou a noite inteira, tão cansado e triste.

De manhã os patos selvagens levantaram voo e olharam o novo companheiro. “Quem é você?”, perguntaram. O patinho se virou para todos os lados e os cumprimentou como pôde.

“Você é muito feio!”, disseram os patos selvagens. “Mas isso não nos importa, contanto que não se case com alguém de nossa família!” Coitado! Ele nem pensava em casar; bastava que lhe permitissem ficar entre os juncos e beber um pouco de água do brejo.

Ficou ali dois dias inteiros. Então chegaram dois gansos selvagens, ou melhor, dois machos, pois ambos eram machos. Não fazia muito tempo que tinham saído do ovo, e por isso eram tão atrevidos.

“Escute, companheiro!”, disseram. “Você é tão feio que gosto de você! Quer vir conosco e ser uma ave migratória? Bem perto daqui, em outro brejo, há umas gansas selvagens lindas e encantadoras, todas solteiras, que sabem dizer: Quá! Você pode fazer fortuna, de tão feio que é!”

“Pif! Paf!”, soou naquele instante lá em cima. Os dois gansos caíram mortos entre os juncos, e a água ficou vermelha de sangue. “Pif! Paf!”, soou de novo; bandos inteiros de gansos selvagens voaram dos juncos, e os tiros voltaram a estourar. Era uma grande caçada. Os caçadores estavam espalhados em volta do brejo, e alguns se sentavam nos galhos das árvores que avançavam sobre os juncos. A fumaça azul se espalhava como nuvens entre as árvores escuras e pairava sobre a água. Os cães de caça vinham pela lama: ploc, ploc! Juncos e caniços se agitavam para todos os lados. Foi um susto para o pobre patinho! Virou a cabeça para escondê-la debaixo da asa e, nesse instante, um cão terrivelmente grande parou bem perto dele. A língua lhe pendia para fora da garganta, e os olhos brilhavam de um jeito assustador. Aproximou a boca do patinho e mostrou os dentes afiados. Mas, chuá!, foi embora sem pegá-lo.

“Oh, graças a Deus!”, suspirou o patinho. “Sou tão feio que nem o cão quer me morder!”

Ficou então bem quieto, enquanto os chumbinhos assobiavam entre os juncos e soavam tiros e mais tiros.

Só bem mais tarde o dia ficou silencioso, mas o pobre filhote ainda não se atrevia a levantar. Esperou mais algumas horas antes de olhar ao redor e depois fugiu do brejo o mais depressa que pôde. Correu por campos e prados; ventava tanto que ele mal conseguia avançar.

Ao cair da noite chegou a uma pobre casinha de camponês. Era tão miserável que nem sabia para que lado cair, e por isso continuava em pé. O vento assobiava em volta do patinho, que teve de se sentar sobre a cauda para resistir. E o vento piorava cada vez mais. Então ele percebeu que a porta saíra de uma das dobradiças e pendia tão torta que podia passar pela fresta e entrar no cômodo. Foi o que fez.

Ali morava uma velha com seu gato e sua galinha. O gato, que ela chamava de Filhinho, sabia arquear as costas e ronronar; até soltava faíscas, mas para isso era preciso acariciá-lo ao contrário do pelo. A galinha tinha pernas muito pequenas e baixas, por isso se chamava Cocó-Pernas-Curtas. Punha bons ovos, e a velha gostava dela como de uma filha.

De manhã perceberam logo o patinho estranho. O gato começou a ronronar, e a galinha a cacarejar.

“O que é isso!”, disse a velha, olhando ao redor. Mas ela não enxergava bem e pensou que o patinho fosse uma pata gorda que se perdera. “Que boa captura!”, disse. “Agora posso ter ovos de pata, desde que não seja macho! Precisamos experimentar!”

O patinho foi então admitido por três semanas de experiência, mas nenhum ovo apareceu. O gato era o senhor da casa, e a galinha era a senhora. Sempre diziam: “Nós e o mundo!”, pois achavam que eram a metade, e a melhor metade. O patinho pensava que também se podia ter outra opinião, mas a galinha não tolerava isso.

“Você sabe botar ovos?”, perguntou ela.

“Não!”

“Então cale a boca!”

E o gato disse: “Você sabe arquear as costas, ronronar e soltar faíscas?”

“Não!”

“Então não deve dar opinião quando pessoas sensatas estão falando!”

O patinho ficava sentado no canto, de mau humor. Pensou no ar fresco e na luz do sol, e sentiu uma vontade tão grande de flutuar na água que por fim não conseguiu se conter e teve de contar à galinha.

“O que deu em você?”, perguntou ela. “Não tem nada para fazer, por isso lhe vêm essas ideias! Bote ovos ou ronrone, que elas passam!”

“Mas é tão gostoso flutuar na água!”, disse o patinho. “Tão gostoso sentir a água por cima da cabeça e mergulhar até o fundo!”

“Sim, deve ser um grande prazer!”, disse a galinha. “Você deve ter enlouquecido! Pergunte ao gato, o mais inteligente que conheço, se gosta de flutuar na água ou mergulhar! Nem vou falar de mim. Pergunte à nossa dona, a velha; não há ninguém mais inteligente no mundo! Acha que ela tem vontade de flutuar e sentir água por cima da cabeça?”

“Vocês não me entendem!”, disse o patinho.

“Se nós não entendemos, quem haveria de entender! Você não vai querer ser mais inteligente que o gato e a velha, para não falar de mim! Não faça cena, criança, e agradeça ao seu Criador por tudo de bom que fizeram por você! Não chegou a um cômodo quentinho e a uma companhia com quem pode aprender? Mas você é um rabugento, e não é agradável conviver com você! Pode acreditar em mim! Quero seu bem, digo coisas desagradáveis, e é por isso que se reconhecem os verdadeiros amigos! Trate agora de botar ovos e aprender a ronronar ou a soltar faíscas!”

“Acho que vou sair pelo vasto mundo!”, disse o patinho.

“Pois vá!”, disse a galinha.

E o patinho foi embora. Flutuava na água, mergulhava, mas todos os animais o desprezavam por sua feiura.

Chegou o outono. As folhas da floresta ficaram amarelas e castanhas, e o vento as fazia dançar. O ar lá em cima parecia frio; as nuvens pendiam pesadas de granizo e flocos de neve, e o corvo na cerca gritava “Ai! Ai!” de tanto frio. Sim, só de pensar naquilo já se sentia frio. O pobre patinho realmente não passava bem.

Uma noite, ao belo pôr do sol, saiu dos arbustos um bando de grandes pássaros encantadores. O patinho nunca vira nenhum tão bonito. Eram de um branco brilhante, com pescoços longos e flexíveis: eram cisnes. Emitiram um som extraordinário, estenderam suas magníficas asas compridas e voaram das regiões frias para países mais quentes, para lagos sem gelo. Subiram tão alto, tão alto, que o pequeno patinho feio ficou tomado de uma sensação estranha. Girou na água como uma roda, esticou o pescoço para o alto atrás deles e soltou um grito tão forte e estranho que ele mesmo se assustou. Ah, não conseguia esquecer os belos pássaros, os felizes pássaros! Assim que os perdeu de vista, mergulhou até o fundo e, quando voltou à tona, estava como fora de si. Não sabia como se chamavam, nem para onde voavam, mas gostava deles como nunca gostara de ninguém. Não tinha inveja nenhuma; como poderia lhe ocorrer desejar tamanha beleza? Já ficaria contente se os patos apenas o tivessem tolerado entre eles. Pobre animal feio!

O inverno ficou tão frio, tão frio! O patinho precisava nadar sem parar para impedir que a água congelasse por inteiro. Mas a cada noite a abertura em que nadava ficava mais estreita. O frio fazia estalar a crosta de gelo. O patinho precisava mover as pernas o tempo todo para que a água não se fechasse. Por fim ficou exausto, permaneceu imóvel e acabou preso no gelo.

Bem cedo de manhã chegou um camponês. Viu o patinho, foi até ele, quebrou o gelo com seu tamanco e o levou para casa, para sua mulher. Ali o patinho se reanimou.

As crianças queriam brincar com ele, mas o patinho pensou que quisessem lhe fazer mal. Assustado, saltou direto para a vasilha de leite, que transbordou pelo cômodo. A mulher gritou e ergueu as mãos. Então ele voou para a gamela de manteiga, depois para o barril de farinha e tornou a sair. Que aparência ficou tendo! A mulher gritava e tentava acertá-lo com a tenaz do fogo, e as crianças atropelavam umas às outras para pegá-lo, rindo e gritando. Foi bom que a porta estivesse aberta! Ele fugiu para entre os arbustos, na neve recém-caída. Ali ficou como adormecido num torpor.

Mas seria triste demais contar toda a aflição e miséria que teve de suportar naquele inverno rigoroso. Estava no brejo entre os caniços quando o sol voltou a brilhar quente. As cotovias cantavam; era a bela primavera.

Então de repente ergueu as asas. Elas batiam com mais força do que antes e o levaram vigorosamente adiante. Antes que percebesse, estava num grande jardim, onde as macieiras floresciam e os lilases perfumavam o ar, pendendo de seus longos galhos verdes até os canais sinuosos. Ah, ali era tão bonito, tão fresco de primavera! Bem à frente, saindo da vegetação espessa, apareceram três belos cisnes brancos. Agitavam as penas e flutuavam tão leves na água. O patinho reconheceu os magníficos animais e foi tomado por uma tristeza estranha.

“Vou voar até eles, os pássaros reais! Vão me matar a bicadas por eu, tão feio, ousar me aproximar deles. Mas não importa! É melhor ser morto por eles do que ser beliscado pelos patos, bicado pelas galinhas, chutado pela moça que cuida do terreiro e sofrer no inverno!” Voou para a água e nadou até os magníficos cisnes. Eles o viram e avançaram em sua direção, agitando as penas. “Podem me matar!”, disse o pobre animal, inclinando a cabeça para a superfície da água e esperando a morte. Mas o que viu na água límpida? Viu seu próprio reflexo ali embaixo. Já não era um pássaro desajeitado, cinzento-escuro, feio e horrível: ele próprio era um cisne.

Não importa ter nascido no terreiro dos patos, desde que se tenha estado num ovo de cisne!

Sentiu-se realmente feliz por toda a aflição e adversidade que passara; agora reconhecia o valor de sua felicidade, de toda a beleza que o recebia. Os grandes cisnes nadavam ao seu redor e o acariciavam com o bico.

Algumas crianças chegaram ao jardim e jogaram pão e grãos na água. A menor gritou:

“Há um novo!” As outras crianças exclamaram alegres: “Sim, chegou um novo!” Bateram palmas e dançaram, correram chamar o pai e a mãe, e jogaram pão e bolos na água. Todos diziam: “O novo é o mais bonito! Tão jovem e tão lindo!” E os velhos cisnes se inclinaram diante dele.

Ele ficou todo envergonhado e escondeu a cabeça atrás das asas, sem saber o que fazer. Estava feliz demais, mas não orgulhoso, pois um bom coração nunca fica orgulhoso. Pensou em como fora perseguido e escarnecido, e agora ouvia todos dizerem que era o mais belo entre os belos pássaros. Os lilases inclinavam seus galhos até a água, em sua direção, e o sol brilhava tão quente e tão bom! Então suas penas se agitaram, seu pescoço esguio se ergueu, e ele exclamou de coração: “Eu não sonhava com tanta felicidade quando era o patinho feio!”

## Créditos

- translator: Codex · tradução assistida por IA
- reviewer: Codex · revisão independente por IA
- producer: Bons Filhos Educação (https://bonsfilhos.com.br/#frente-educacao)

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