# Uma cena das muralhas da cidadela

Fonte: [As Verdadeiras Histórias](https://verdadeirashistorias.com.br/contos/uma-cena-das-muralhas-da-cidadela)
Autoria original: Hans Christian Andersen
Idioma: pt-BR
Edição: 1.0.0
Revisão: 373d49d7-8d55-434f-8990-2ea7e62ded0b
Patrocínio: [Bons Filhos](https://bonsfilhos.com.br/)

## Sobre este conto

No outono, um observador contempla das muralhas da cidadela os navios, a costa sueca e as árvores que perdem a folhagem. Abaixo delas ficam construções sombrias onde criminosos cumprem pena. Em um aposento nu, um prisioneiro rude recebe a luz do sol poente e a visita de um passarinho, enquanto a música dos caçadores é ouvida.

## Conto integral

É outono. Estamos sobre as muralhas da cidadela e olhamos, sobre o mar, para os muitos navios e para a costa sueca, que se ergue na última luz do sol; atrás de nós, a muralha desce abruptamente. Ali há grandes árvores magníficas; a folhagem amarela cai dos galhos. Lá embaixo ficam casas sombrias com paliçadas de madeira; lá dentro, por onde anda a sentinela, tudo é tão estreito e sombrio, mas ainda mais escuro é atrás da abertura gradeada: ali estão presos os condenados a trabalhos forçados, os piores criminosos.

Um raio do sol poente entra no aposento nu. O sol brilha sobre os maus e sobre os bons! O prisioneiro sombrio e rude fita com um olhar medonho o frio raio de sol. Um passarinho voa até a grade. O pássaro canta para os maus e para os bons. Canta um breve “Qvivit”, mas continua pousado, bate a asa, tira dela uma pena, deixa as outras penas se eriçarem ao redor do pescoço — e o homem mau, acorrentado, fica olhando. Uma expressão mais branda passa pelo rosto medonho; um pensamento, que nem ele próprio percebe com clareza, desponta em seu peito; é aparentado com o raio de sol que atravessa a grade, aparentado com o perfume das violetas que, na primavera, crescem tão abundantes lá fora. Agora soa a música dos caçadores, tão agradável e forte. O pássaro abandona a grade do prisioneiro, o raio de sol desaparece, e fica escuro dentro do aposento, escuro no coração do homem mau; mas o sol brilhou lá dentro, o pássaro cantou lá dentro.

Continuai, belos sons das trompas! A tarde é bela, o mar, liso como um espelho e quieto!

## Créditos

- translator: Codex · tradução assistida por IA
- producer: Bons Filhos Educação (https://bonsfilhos.com.br/)
- reviewer: Codex · revisão independente por IA

Publicado por Bons Filhos Educação. Consulte a página canônica para fontes, ilustrações e PDF.
