AsVerdadeiras HistóriasOs contos originais, em nossa língua

KHM 10

A corja

Irmãos Grimm

Das Lumpengesindel

Sobre este conto

Um galinho e uma galinhazinha vão ao monte comer nozes e decidem voltar numa carroça de cascas. Uma discussão sobre quem deve puxá-la termina com a chegada de uma pata. Pelo caminho, o grupo encontra um alfinete e uma agulha de costura e procura uma estalagem para passar a noite.

Personagens e estrutura
Personagens
Galinho que constrói a carroça e se torna cocheiro, Galinhazinha que viaja na carroça e põe um ovo, Pata que reclama do monte de nozes e acaba puxando a carroça, Alfinete e agulha de costura que pedem carona, Estalajadeiro que aceita hospedar o grupo
Onde se passa
Monte com nozes, estrada, estalagem com pátio e cozinha, charneca e riacho. A viagem ocorre num dia claro, atravessa a noite e termina na manhã seguinte.
Acontecimentos
  1. O galinho constrói uma carroça com cascas de nozes, mas se recusa a puxá-la. Após atacá-lo, a pata é vencida e aceita ser atrelada como castigo.
  2. O alfinete e a agulha de costura pedem carona depois de se atrasarem bebendo cerveja. O grupo consegue hospedagem prometendo ao dono um ovo e a pata.
  3. Ao amanhecer, galinho e galinhazinha comem o ovo, jogam as cascas no fogão e colocam a agulha na almofada da cadeira e o alfinete na toalha, antes de fugir.
  4. A pata parte pelo riacho. O estalajadeiro se fere com o alfinete e a agulha, e as cascas de ovo lhe saltam nos olhos.
Desfecho
O estalajadeiro suspeita dos hóspedes, mas descobre que já foram embora. Jura nunca mais receber uma corja que come muito, não paga e ainda faz travessuras como agradecimento.

O galinho disse à galinhazinha:

— Agora é a época em que as nozes amadurecem. Vamos juntos ao monte e comer até nos fartarmos, antes que o esquilo leve todas.

— Sim — respondeu a galinhazinha. — Venha, vamos nos divertir juntos.

Então partiram juntos para o monte e, como o dia estava claro, ficaram até a noite. Não sei se tinham comido tanto que estavam empanturrados ou se haviam ficado atrevidos; em suma, não queriam voltar para casa a pé, e o galinho teve de construir uma pequena carroça com cascas de nozes. Quando ficou pronta, a galinhazinha se sentou nela e disse ao galinho:

— Agora é só você se atrelar à frente.

— Era só o que me faltava! — disse o galinho. — Prefiro voltar para casa a pé a me deixar atrelar. Não, não foi isso que combinamos. Posso muito bem ser o cocheiro e me sentar na boleia, mas puxar eu mesmo, isso não faço.

Enquanto discutiam assim, uma pata chegou grasnando:

— Seus ladrões! Quem mandou vocês entrarem no meu monte de nozes? Esperem, vão se dar mal!

E avançou contra o galinho com o bico escancarado. Mas o galinho também não ficou parado e atacou a pata com força. Por fim, golpeou-a tão violentamente com as esporas que ela pediu clemência e aceitou de bom grado ser atrelada à carroça como castigo. O galinho se sentou na boleia como cocheiro, e partiram a toda velocidade.

— Pata, corra o mais que puder!

Depois de percorrerem um trecho do caminho, encontraram dois pedestres: um alfinete e uma agulha de costura. Eles gritaram:

— Parem! Parem!

Disseram que logo ficaria um breu e que então não poderiam dar mais um passo; além disso, a estrada estava tão suja. Será que poderiam pegar uma carona? Tinham estado na estalagem dos alfaiates, fora do portão, e se atrasado bebendo cerveja. Como eram pessoas magras, que não ocupavam muito espaço, o galinho deixou os dois subir, mas tiveram de prometer não pisar nos pés dele nem nos da galinhazinha. Tarde da noite, chegaram a uma estalagem e entraram, pois não queriam continuar a viagem durante a noite, e a pata já não conseguia andar direito e tombava de um lado para o outro. A princípio, o estalajadeiro fez muitas objeções: sua casa já estava cheia. Provavelmente também achou que não deviam ser gente de posição. Por fim, porém, como usaram de palavras doces, prometendo que ele ficaria com o ovo que a galinhazinha pusera pelo caminho e também com a pata, que punha um por dia, acabou dizendo que poderiam passar a noite ali. Então mandaram servir outra refeição farta e se entregaram à boa vida.

De manhã bem cedo, ao amanhecer, quando todos ainda dormiam, o galinho acordou a galinhazinha, pegou o ovo, abriu-o a bicadas, e os dois o comeram juntos. Jogaram as cascas no fogão. Depois foram até a agulha de costura, que ainda dormia, agarraram-na pela cabeça e a enfiaram na almofada da cadeira do estalajadeiro; o alfinete, na toalha dele. Por fim, sem mais nem menos, saíram voando pela charneca. A pata, que gostava de dormir ao ar livre e ficara no pátio, ouviu-os partir num zunido, despertou e encontrou um riacho, pelo qual nadou correnteza abaixo; e assim foi mais depressa do que puxando a carroça. Só algumas horas depois o estalajadeiro saiu da cama, lavou-se e quis se enxugar na toalha. O alfinete lhe passou pelo rosto e fez um risco vermelho de uma orelha à outra. Depois ele foi à cozinha e quis acender um cachimbo, mas, ao chegar ao fogão, as cascas de ovo lhe saltaram nos olhos.

— Hoje de manhã tudo quer vir à minha cabeça! — disse ele, e se deixou cair, aborrecido, em sua velha poltrona. Mas logo tornou a saltar e gritou:

— Ai!

Pois a agulha de costura o espetara ainda pior, e não na cabeça. Agora ficou furioso de vez e suspeitou dos hóspedes que tinham chegado tão tarde na noite anterior. Quando foi procurá-los, já haviam partido. Então jurou nunca mais receber em sua casa uma corja que come muito, não paga nada e, ainda por cima, faz travessuras como agradecimento.


Sobre esta edição

Obra
Das Lumpengesindel
Autoria original
Irmãos Grimm
Texto em português
Tradução do original
Edição publicada
1.0.0
Tradução
Codex · tradução assistida por IA
Produção
Bons Filhos Educação
Revisão
Codex · revisão independente por IA
Publicação
30/10/2026
Edições e fontes

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Das Lumpengesindel

Kinder- und Hausmärchen · 1857 · Alemão · 7. Große Ausgabe
Volume 1. Página 54–56. Consultar esta edição ↗
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Fonte deste texto ↗

Hähnchen sprach zum Hühnchen ‘jetzt ist die Zeit wo die Nüsse reif werden, da wollen wir zusammen auf den Berg gehen und uns einmal recht satt essen, eh sie das Eichhorn alle wegholt.’ ‘Ja,’ antwortete das Hühnchen, ‘komm, wir wollen uns eine Lust miteinander machen.’ Da giengen sie zusammen fort auf den Berg, und weil es ein heller Tag war, blieben sie bis zum Abend. Nun weiß ich nicht ob sie sich so dick gefressen hatten, oder ob sie übermüthig geworden waren, kurz, sie wollten nicht zu Fuß nach Haus gehen, und das Hähnchen mußte einen kleinen Wagen von Nußschalen bauen. Als er fertig war, setzte sich Hühnchen hinein und sagte zum Hähnchen ‘du kannst dich nur immer vorspannen.’ ‘Du kommst mir recht,’ sagte das Hähnchen, ‘lieber geh ich zu Fuß nach Haus, als daß ich mich vorspannen lasse: nein, so haben wir nicht gewettet. Kutscher will ich wohl sein und auf dem Bock sitzen, aber selbst ziehen, das thu ich nicht.’

Wie sie so stritten, schnatterte eine Ente daher ‘ihr Diebsvolk, wer hat euch geheißen in meinen Nußberg gehen? wartet, das soll euch schlecht bekommen!’ gieng also mit aufgesperrtem Schnabel auf das Hähnchen los. Aber Hähnchen war auch nicht faul und stieg der Ente tüchtig zu Leib, endlich hackte es mit seinen Sporn so gewaltig auf sie los, daß sie um Gnade bat und sich gern zur Strafe vor den Wagen spannen ließ. Hähnchen setzte sich nun auf den Bock und war Kutscher, und darauf gieng es fort in einem Jagen, ‘Ente, lauf zu was du kannst!’ Als sie ein Stück Wegs gefahren waren, begegneten sie zwei Fußgängern, einer Stecknadel und einer Nähnadel. Sie riefen ‘halt! halt!’ und sagten es würde gleich stichdunkel werden, da könnten sie keinen Schritt weiter, auch wäre es so schmutzig auf der Straße, ob sie nicht ein wenig einsitzen könnten: sie wären auf der Schneiderherberge vor dem Thor gewesen und hätten sich beim Bier verspätet. Hähnchen, da es magere Leute waren, die nicht viel Platz einnahmen, ließ sie beide einsteigen, doch mußten sie versprechen ihm und seinem Hühnchen nicht auf die Füße zu treten. Spät Abends kamen sie zu einem Wirthshaus, und weil sie die Nacht nicht weiter fahren wollten, die Ente auch nicht gut zu Fuß war und von einer Seite auf die andere fiel, so kehrten sie ein. Der Wirth machte anfangs viel Einwendungen, sein Haus wäre schon voll, gedachte auch wohl es möchte keine vornehme Herrschaft sein, endlich aber, da sie süße Reden führten, er sollte das Ei haben, welches das Hühnchen unterwegs gelegt hatte, auch die Ente behalten, die alle Tage eins legte, so sagte er endlich sie möchten die Nacht über bleiben. Nun ließen sie wieder tüchtig auftragen und lebten in Saus und Braus.

Früh Morgens, als es dämmerte und noch alles schlief, weckte Hähnchen das Hühnchen, holte das Ei, pickte es auf, und sie verzehrten es zusammen: die Schalen aber warfen sie auf den Feuerherd. Dann giengen sie zu der Nähnadel, die noch schlief, packten sie beim Kopf, und steckten sie in das Stuhlkissen des Wirths, die Stecknadel aber in sein Handtuch, endlich flogen sie, mir nichts dir nichts, über die Haide davon. Die Ente, die gern unter freiem Himmel schlief, und im Hof geblieben war, hörte sie fortschnurren, machte sich munter, und fand einen Bach, auf dem sie hinab schwamm; und das gieng geschwinder als vor dem Wagen. Ein paar Stunden später machte sich erst der Wirth aus den Federn, wusch sich und wollte sich am Handtuch abtrocknen, da fuhr ihm die Stecknadel über das Gesicht und machte ihm einen rothen Strich von einem Ohr zum andern: dann gieng er in die Küche, und wollte sich eine Pfeife anstecken, wie er aber an den Herd kam, sprangen ihm die Eierschalen in die Augen. ‘Heute Morgen will mir Alles an meinen Kopf,’ sagte er, und ließ sich verdrießlich auf seinen Großvaterstuhl nieder; aber geschwind fuhr er wieder in die Höhe und schrie ‘auweh!’ denn die Nähnadel hatte ihn noch schlimmer und nicht in den Kopf gestochen. Nun war er vollends böse und hatte Verdacht auf die Gäste, die so spät gestern Abend gekommen waren, und wie er gieng und sich nach ihnen umsah, waren sie fort. Da that er einen Schwur, kein Lumpengesindel mehr in sein Haus zu nehmen, das viel verzehrt, nichts bezahlt, und zum Dank noch obendrein Schabernack treibt.

A corja

As Verdadeiras Histórias · edição em português · 2026 · Português brasileiro · Edição em produção
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