AsVerdadeiras HistóriasOs contos originais, em nossa língua

KHM 198

A donzela Maleen

Irmãos Grimm

Jungfrau Maleen

Sobre este conto

Por se recusar a casar com outro homem, a donzela Maleen é encerrada pelo pai numa torre escura com sua aia durante sete anos. Quando os mantimentos estão perto de acabar e ninguém vem libertá-las, as duas tentam abrir a parede e buscar outro destino.

Personagens e estrutura
Personagens
Donzela Maleen, filha de rei, encerrada por se manter fiel ao príncipe que ama., Aia que divide a prisão com Maleen e a ajuda a sair da torre., Pai de Maleen, rei que manda emparedar a filha., Príncipe que havia pedido Maleen em casamento e recebe outra noiva escolhida pelo pai., Noiva escolhida pelo pai do príncipe, que obriga Maleen a substituí-la na igreja., Cozinheiro que acolhe Maleen e a aia para trabalhar na cozinha.
Onde se passa
Uma torre sem luz, um reino devastado e a corte de outro país, com seu castelo e sua igreja.
Acontecimentos
  1. Maleen e a aia são emparedadas com comida e bebida para sete anos.
  2. Elas abrem a parede com uma faca de pão e encontram o reino devastado pelos inimigos.
  3. As duas chegam a outra corte, onde conseguem trabalho na cozinha.
  4. A nova noiva do príncipe obriga Maleen a vestir seus trajes e ir à igreja em seu lugar.
  5. Maleen fala em versos no caminho, recebe uma joia do príncipe e se casa com ele.
  6. O príncipe percebe o engano da outra noiva; salva Maleen da execução e a reconhece pela joia.
Desfecho
Maleen revela sua identidade e afirma ser a esposa legítima do príncipe. Os dois se beijam e vivem felizes; a falsa noiva é decapitada. A torre permanece em pé por muito tempo, e as crianças cantam versos sobre a filha de rei encerrada ali.

Era uma vez um rei que tinha um filho. Esse filho pediu em casamento a filha de um rei poderoso, chamada donzela Maleen, que era belíssima. Como o pai dela queria dá-la a outro, recusou-lhe a mão. Mas os dois se amavam de todo o coração e não queriam se separar, e a donzela Maleen disse ao pai:

— Não posso nem quero tomar outro homem por marido.

Então o pai se enfureceu e mandou construir uma torre escura, onde não entrava um raio de sol nem de lua. Quando ficou pronta, disse:

— Você ficará aí por sete anos. Depois virei ver se sua teimosia foi quebrada.

Levaram para a torre comida e bebida para os sete anos; em seguida, conduziram para dentro a donzela e sua aia e emparedaram a entrada, separando-as assim do céu e da terra. Ali ficaram na escuridão, sem saber quando começava o dia ou a noite. O príncipe muitas vezes rodeava a torre e chamava o nome dela, mas nenhum som de fora atravessava as grossas paredes. O que podiam fazer, além de gemer e se lamentar? Enquanto isso, o tempo passava, e, pela diminuição da comida e da bebida, perceberam que os sete anos se aproximavam do fim. Pensaram que chegara o momento da libertação, mas não se ouvia uma martelada, nem uma pedra queria cair da parede: parecia que o pai a havia esquecido. Quando só lhes restavam alimentos para pouco tempo e viam diante de si uma morte miserável, a donzela Maleen disse:

— Precisamos fazer uma última tentativa e ver se conseguimos abrir a parede.

Pegou a faca de pão, cavou e furou a argamassa em torno de uma pedra e, quando se cansava, a aia a substituía. Depois de muito trabalho, conseguiram tirar uma pedra, depois uma segunda e uma terceira; ao cabo de três dias, o primeiro raio de luz entrou na escuridão, e por fim a abertura ficou grande o bastante para olharem para fora. O céu estava azul e um ar fresco soprava em direção a elas, mas que tristeza havia por toda parte: o castelo do pai estava em ruínas; a cidade e as aldeias, até onde a vista alcançava, tinham sido queimadas; os campos, devastados por toda parte. Não se via uma alma viva. Quando a abertura na parede ficou larga o bastante para passarem, a aia saltou primeiro, e a donzela Maleen a seguiu. Mas para onde iriam? Os inimigos haviam devastado todo o reino, expulsado o rei e matado todos os habitantes. Elas seguiram viagem em busca de outra terra, mas em parte alguma encontravam abrigo ou alguém que lhes desse um bocado de pão, e tamanha era sua necessidade que tiveram de matar a fome num pé de urtigas. Depois de muito andar, chegaram a outro país e ofereceram seus serviços por toda parte, mas eram repelidas em todas as portas, e ninguém queria ter pena delas. Por fim, chegaram a uma grande cidade e foram à corte real. Ali também mandaram que seguissem adiante, até que finalmente o cozinheiro disse que podiam ficar na cozinha, servindo como criadas das cinzas.

Ora, o filho do rei daquele país era justamente quem havia sido noivo da donzela Maleen. O pai lhe destinara outra noiva, tão feia de rosto quanto má de coração. O casamento já estava marcado, e a noiva já chegara, mas, por causa de sua grande feiura, não se deixava ver por ninguém e se trancava no quarto. A donzela Maleen tinha de levar-lhe a comida da cozinha. Quando chegou o dia em que a noiva deveria ir à igreja com o noivo, ela sentiu vergonha de sua feiura e temeu que, se aparecesse na rua, as pessoas zombassem e rissem dela. Então disse à donzela Maleen:

— Uma grande felicidade espera por você. Torci o pé e não posso andar direito pela rua. Você deverá vestir meus trajes de noiva e tomar meu lugar; não poderia receber honra maior.

Mas a donzela Maleen recusou, dizendo:

— Não desejo uma honra que não me cabe.

Também foi inútil oferecer-lhe ouro. Por fim, a noiva disse, furiosa:

— Se não me obedecer, isso lhe custará a vida. Basta eu dizer uma palavra, e sua cabeça será posta aos seus pés.

Então ela teve de obedecer e vestir os esplêndidos trajes da noiva, com todas as suas joias. Quando entrou no salão real, todos se admiraram de sua grande beleza, e o rei disse ao filho:

— Esta é a noiva que escolhi para você e que deverá conduzir à igreja.

O noivo ficou espantado e pensou: “Ela se parece com minha donzela Maleen; eu até acreditaria que fosse ela mesma, mas faz muito tempo que ela está presa na torre ou está morta.” Tomou-a pela mão e a conduziu à igreja. À beira do caminho havia um pé de urtigas, e ela disse:

Pé de urtigas,
pé de urtigas tão pequeno,
por que está aqui sozinho?
Já conheci um tempo
em que eu comia você
sem cozinhar nem assar.

— O que está dizendo? — perguntou o príncipe.

— Nada — respondeu ela. — Eu só estava pensando na donzela Maleen.

Ele se admirou de que ela soubesse da donzela, mas ficou calado. Quando chegaram à passagem diante do adro da igreja, ela disse:

Passagem da igreja, não se quebre,
eu não sou a verdadeira noiva.

— O que está dizendo? — perguntou o príncipe.

— Nada — respondeu ela. — Eu só estava pensando na donzela Maleen.

— Você conhece a donzela Maleen?

— Não — respondeu ela. — Como haveria de conhecê-la? Só ouvi falar dela.

Quando chegaram à porta da igreja, ela disse outra vez:

Porta da igreja, não se quebre,
eu não sou a verdadeira noiva.

— O que está dizendo? — perguntou ele.

— Ah — respondeu ela —, eu só estava pensando na donzela Maleen.

Então ele tirou uma joia preciosa, colocou-a em seu pescoço e enganchou os elos da corrente. Depois entraram na igreja, e o sacerdote uniu suas mãos diante do altar e os casou. Ele a conduziu de volta, mas ela não disse uma palavra durante todo o caminho. Quando chegaram novamente ao castelo real, ela correu ao quarto da noiva, tirou os trajes esplêndidos e as joias, vestiu sua roupa cinzenta e conservou apenas no pescoço a joia que recebera do noivo.

Quando anoiteceu e a noiva devia ser conduzida ao quarto do príncipe, ela deixou o véu cair sobre o rosto, para que ele não percebesse o engano. Assim que todos saíram, ele lhe perguntou:

— O que foi que você disse ao pé de urtigas que havia no caminho?

— Que pé de urtigas? — perguntou ela. — Eu não falo com pé de urtigas nenhum.

— Se você não fez isso, então não é a verdadeira noiva — disse ele.

Ela deu um jeito e disse:

Tenho de sair até minha criada,
que carrega os meus pensamentos.

Saiu e se lançou sobre a donzela Maleen:

— Moça, o que você disse ao pé de urtigas?

— Eu só disse:

Pé de urtigas,
pé de urtigas tão pequeno,
por que está aqui sozinho?
Já conheci um tempo
em que eu comia você
sem cozinhar nem assar.

A noiva correu de volta ao quarto e disse:

— Agora sei o que falei ao pé de urtigas.

E repetiu as palavras que acabara de ouvir.

— Mas o que você disse à passagem da igreja, quando passamos por ela? — perguntou o príncipe.

— À passagem da igreja? — respondeu ela. — Eu não falo com passagem da igreja nenhuma.

— Então você também não é a verdadeira noiva.

Ela disse outra vez:

Tenho de sair até minha criada,
que carrega os meus pensamentos.

Correu para fora e se lançou sobre a donzela Maleen:

— Moça, o que você disse à passagem da igreja?

— Eu só disse:

Passagem da igreja, não se quebre,
eu não sou a verdadeira noiva.

— Isso lhe custará a vida! — gritou a noiva.

Mas correu ao quarto e disse:

— Agora sei o que falei à passagem da igreja.

E repetiu as palavras.

— Mas o que você disse à porta da igreja?

— À porta da igreja? — respondeu ela. — Eu não falo com porta de igreja nenhuma.

— Então você também não é a verdadeira noiva.

Ela saiu, lançou-se sobre a donzela Maleen e perguntou:

— Moça, o que você disse à porta da igreja?

— Eu só disse:

Porta da igreja, não se quebre,
eu não sou a verdadeira noiva.

— Isso vai lhe quebrar o pescoço! — gritou a noiva, tomada de enorme fúria.

Mas voltou correndo ao quarto e disse:

— Agora sei o que falei à porta da igreja.

E repetiu as palavras.

— Mas onde está a joia que lhe dei à porta da igreja?

— Que joia? — respondeu ela. — Você não me deu joia nenhuma.

— Eu mesmo a coloquei em seu pescoço e a fechei; se você não sabe disso, então não é a verdadeira noiva.

Ele lhe arrancou o véu do rosto e, ao ver sua feiura sem limites, recuou assustado e disse:

— Como você veio parar aqui? Quem é você?

— Sou sua noiva prometida, mas, como temi que as pessoas zombassem de mim se me vissem lá fora, mandei a criada das cinzas vestir minhas roupas e ir à igreja em meu lugar.

— Onde está a moça? — disse ele. — Quero vê-la; vá buscá-la aqui.

Ela saiu e disse aos criados que a criada das cinzas era uma impostora; deviam levá-la para baixo, ao pátio, e cortar-lhe a cabeça. Os criados a agarraram e iam arrastá-la dali, mas ela gritou tão alto por socorro que o príncipe ouviu sua voz, saiu correndo do quarto e ordenou que soltassem a moça imediatamente. Trouxeram luzes, e então ele percebeu em seu pescoço a joia de ouro que lhe dera diante da porta da igreja.

— Você é a verdadeira noiva — disse ele —, a que foi comigo à igreja. Venha ao meu quarto.

Quando ficaram a sós, ele disse:

— No caminho da igreja você mencionou a donzela Maleen, que era minha noiva prometida. Se eu achasse possível, teria de acreditar que ela está diante de mim: você se parece com ela em tudo.

Ela respondeu:

— Eu sou a donzela Maleen, que por você ficou sete anos presa na escuridão, sofreu fome e sede e viveu tanto tempo na miséria e na pobreza. Mas hoje o sol volta a brilhar sobre mim. Fui unida a você em casamento na igreja e sou sua esposa legítima.

Então se beijaram e foram felizes por toda a vida. A falsa noiva teve a cabeça cortada como castigo.

A torre em que a donzela Maleen estivera presa ainda ficou de pé por muito tempo, e, quando as crianças passavam por ali, cantavam:

Trim, tram, trória,
quem está sentado nesta torre?
Lá está uma filha de rei,
que não consigo ver.
O muro não quer se quebrar,
a pedra não se deixa furar.
Joãozinho de casaco colorido,
venha e siga atrás de mim.


Sobre esta edição

Obra
Jungfrau Maleen
Autoria original
Irmãos Grimm
Texto em português
Tradução do original
Edição publicada
1.0.0
Tradução
Codex · tradução assistida por IA
Revisão
Codex · revisão independente por IA
Produção
Bons Filhos Educação
Publicação
30/10/2026
Edições e fontes

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Jungfrau Maleen

Kinder- und Hausmärchen · 1857 · Alemão · 7. Große Ausgabe
Volume II. Página 450–456. Consultar esta edição ↗
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Es war einmal ein König, der hatte einen Sohn, der warb um die Tochter eines mächtigen Königs, die hieß Jungfrau Maleen und war wunderschön. Weil ihr Vater sie einem andern geben wollte, so ward sie ihm versagt. Da sich aber beide von Herzen liebten, so wollten sie nicht von einander lassen, und die Jungfrau Maleen sprach zu ihrem Vater „ich kann und will keinen andern zu meinem Gemahl nehmen.“ Da gerieth der Vater in Zorn und ließ einen finstern Thurn bauen, in den kein Strahl von Sonne oder Mond fiel. Als er fertig war, sprach er „darin sollst du sieben Jahre lang sitzen, dann will ich kommen und sehen ob dein trotziger Sinn gebrochen ist.“ Für die sieben Jahre ward Speise und Trank in den Thurn getragen, dann ward sie und ihre Kammerjungfer hinein geführt und eingemauert, und also von Himmel und Erde geschieden. Da saßen sie in der Finsternis, wußten nicht wann Tag oder Nacht anbrach. Der Königssohn gieng oft um den Thurn herum und rief ihren Namen, aber kein Laut drang von außen durch die dicken Mauern. Was konnten sie anders thun als jammern und klagen? Indessen gieng die Zeit dahin und an der Abnahme von Speise und Trank merkten sie daß die sieben Jahre ihrem Ende sich näherten. Sie dachten der Augenblick ihrer Erlösung wäre gekommen, aber kein Hammerschlag ließ sich hören und kein Stein wollte aus der Mauer fallen: es schien als ob ihr Vater sie vergessen hätte. Als sie nur noch für kurze Zeit Nahrung hatten und einen jämmerlichen Tod voraus sahen, da sprach die Jungfrau Maleen „wir müssen das letzte versuchen und sehen ob wir die Mauer durchbrechen.“ Sie nahm das Brotmesser, grub und bohrte an dem Mörtel eines Steins, und wenn sie müd war, so löste sie die Kammerjungfer ab. Nach langer Arbeit gelang es ihnen einen Stein heraus zu nehmen, dann einen zweiten und dritten, und nach drei Tagen fiel der erste Lichtstrahl in ihre Dunkelheit, und endlich war die Öffnung so groß daß sie hinaus schauen konnten. Der Himmel war blau, und eine frische Luft wehte ihnen entgegen, aber wie traurig sah rings umher alles aus: das Schloß ihres Vaters lag in Trümmern, die Stadt und die Dörfer waren, so weit man sehen konnte, verbrannt, die Felder weit und breit verheert: keine Menschenseele ließ sich erblicken. Als die Öffnung in der Mauer so groß war, daß sie hindurchschlüpfen konnten, so sprang zuerst die Kammerjungfer herab und dann folgte die Jungfrau Maleen. Aber wo sollten sie sich hinwenden? Die Feinde hatten das ganze Reich verwüstet, den König verjagt und alle Einwohner erschlagen. Sie wanderten fort um ein anderes Land zu suchen, aber sie fanden nirgend ein Obdach oder einen Menschen, der ihnen einen Bissen Brot gab, und ihre Noth war so groß daß sie ihren Hunger an einem Brennesselstrauch stillen mußten. Als sie nach langer Wanderung in ein anderes Land kamen, boten sie überall ihre Dienste an, aber wo sie anklopften wurden sie abgewiesen, und niemand wollte sich ihrer erbarmen. Endlich gelangten sie in eine große Stadt und giengen nach dem königlichen Hof. Aber auch da hieß man sie weiter gehen, bis endlich der Koch sagte sie könnten in der Küche bleiben und als Aschenputtel dienen.

Der Sohn des Königs, in dessen Reich sie sich befanden, war aber gerade der Verlobte der Jungfrau Maleen gewesen. Der Vater hatte ihm eine andere Braut bestimmt, die ebenso häßlich von Angesicht als bös von Herzen war. Die Hochzeit war festgesetzt und die Braut schon angelangt, bei ihrer großen Häßlichkeit aber ließ sie sich vor niemand sehen und schloß sich in ihre Kammer ein, und die Jungfrau Maleen mußte ihr das Essen aus der Küche bringen. Als der Tag heran kam, wo die Braut mit dem Bräutigam in die Kirche gehen sollte, so schämte sie sich ihrer Häßlichkeit und fürchtete wenn sie sich auf der Straße zeigte, würde sie von den Leuten verspottet und ausgelacht. Da sprach sie zur Jungfrau Maleen „dir steht ein großes Glück bevor, ich habe mir den Fuß vertreten und kann nicht gut über die Straße gehen: du sollst meine Brautkleider anziehen und meine Stelle einnehmen: eine größere Ehre kann dir nicht zu Theil werden.“ Die Jungfrau Maleen aber schlug es aus und sagte „ich verlange keine Ehre, die mir nicht gebührt.“ Es war auch vergeblich daß sie ihr Gold anbot. Endlich sprach sie zornig „wenn du mir nicht gehorchst, so kostet es dir dein Leben: ich brauche nur ein Wort zu sagen, so wird dir der Kopf vor die Füße gelegt.“ Da mußte sie gehorchen und die prächtigen Kleider der Braut sammt ihrem Schmuck anlegen. Als sie in den königlichen Saal eintrat erstaunten alle über ihre große Schönheit und der König sagte zu seinem Sohn „das ist die Braut, die ich dir ausgewählt habe und die du zur Kirche führen sollst.“ Der Bräutigam erstaunte und dachte „sie gleicht meiner Jungfrau Maleen, und ich würde glauben sie wäre es selbst, aber die sitzt schon lange im Thurn gefangen oder ist todt.“ Er nahm sie an der Hand und führte sie zur Kirche. An dem Wege stand ein Brennesselbusch, da sprach sie

Brennettelbusch,
Brennettelbusch so klene,
wat steist du hier allene?
ik hef de Tyt geweten
da hef ik dy ungesaden
ungebraden eten.

„Was sprichst du da?“ fragte der Königssohn. „Nichts,“ antwortete sie, „ich dachte nur an die Jungfrau Maleen.“ Er verwunderte sich daß sie von ihr wußte, schwieg aber still. Als sie an den Steg vor dem Kirchhof kamen, sprach sie

Karkstegels, brik nich,
Bün de rechte Brut nich.

„Was sprichst du da?“ fragte der Königssohn? „Nichts,“ antwortete sie, „ich dachte nur an die Jungfrau Maleen.“ „Kennst du die Jungfrau Maleen?“ „Nein,“ antwortete sie, „wie sollt ich sie kennen, ich habe nur von ihr gehört.“ Als sie an die Kirchthüre kamen, sprach sie abermals

Karkendär, brik nich,
bün de rechte Brut nich.

„Was sprichst du da?“ fragte er. „Ach,“ antwortete sie, „ich habe nur an die Jungfrau Maleen gedacht.“ Da zog er ein kostbares Geschmeide hervor, legte es ihr an den Hals und hakte die Kettenringe in einander. Darauf traten sie in die Kirche und der Priester legte vor dem Altar ihre Hände in einander und vermählte sie. Er führte sie zurück, aber sie sprach auf dem ganzen Weg kein Wort. Als sie wieder in dem königlichen Schloß angelangt waren, eilte sie in die Kammer der Braut, legte die prächtigen Kleider und den Schmuck ab, zog ihren grauen Kittel an und behielt nur das Geschmeide um den Hals, das sie von dem Bräutigam empfangen hatte.

Als die Nacht heran kam und die Braut in das Zimmer des Königssohns sollte geführt werden, so ließ sie den Schleier über ihr Gesicht fallen, damit er den Betrug nicht merken sollte. Sobald alle Leute fortgegangen waren, sprach er zu ihr „was hast du doch zu dem Brennesselbusch gesagt, der an dem Weg stand?“ „Zu welchem Brennesselbusch?“ fragte sie, „ich spreche mit keinem Brennesselbusch.“ „Wenn du es nicht gethan hast, so bist du die rechte Braut nicht“ sagte er. Da half sie sich und sprach

mut herut na myne Maegt,
de my myn Gedanken draegt.

Sie gieng hinaus und fuhr die Jungfrau Maleen an, „Dirne, was hast du zu dem Brennesselbusch gesagt?“ „Ich sagte nichts als

Brennettelbusch,
Brennettelbusch so klene,
wat steist du hier allene?
Ik hef de Tyt geweten,
da hef ik dy ungesaden
ungebraden eten.

Die Braut lief in die Kammer zurück und sagte „jetzt weiß ich was ich zu dem Brennesselbusch gesprochen habe,“ und wiederholte die Worte, die sie eben gehört hatte. „Aber was sagtest du zu dem Kirchensteg, als wir darüber giengen?“ fragte der Königssohn. „Zu dem Kirchensteg?“ antwortete sie, „ich spreche mit keinem Kirchensteg.“ „Dann bist du auch die rechte Braut nicht.“ Sie sagte wiederum

mut herut na myne Maegt,
de my myn Gedanken draegt.

Lief hinaus und fuhr die Jungfrau Maleen an, „Dirne, was hast du zu dem Kirchsteg gesagt?“ „Ich sagte nichts als

Karkstegels, brik nich,
bün de rechte Brut nich.

„Das kostet dich dein Leben“ rief die Braut, eilte aber in die Kammer und sagte „jetzt weiß ich was ich zu dem Kirchsteg gesprochen habe“ und wiederholte die Worte. „Aber was sagtest du zur Kirchenthür?“ „Zur Kirchenthür?“ antwortete sie, „ich spreche mit keiner Kirchenthür.“ „Dann bist du auch die rechte Braut nicht.“ Sie gieng hinaus, fuhr die Jungfrau Maleen an „Dirne, was hast du zu der Kirchenthür gesagt?“ „Ich sagte nichts als

Karkendär, brik nich,
bün de rechte Brut nich.

„Das bricht dir den Hals“ rief die Braut und gerieth in den größten Zorn, eilte aber zurück in die Kammer und sagte „jetzt weiß ich was ich zu der Kirchenthür gesprochen habe,“ und wiederholte die Worte. „Aber, wo hast du das Geschmeide, das ich dir an der Kirchenthüre gab?“ „Was für ein Geschmeide,“ antwortete sie, „du hast mir kein Geschmeide gegeben.“ „Ich habe es dir selbst um den Hals gelegt und selbst eingehakt: wenn du das nicht weißt, so bist du die rechte Braut nicht.“ Er zog ihr den Schleier vom Gesicht, und als er ihre grundlose Häßlichkeit erblickte, sprang er erschrocken zurück und sprach „wie kommst du hierher? wer bist du?“ „Ich bin deine verlobte Braut, aber weil ich fürchtete die Leute würden mich verspotten, wenn sie mich draußen erblickten, so habe ich dem Aschenputtel befohlen meine Kleider anzuziehen und statt meiner zur Kirche zu gehen.“ „Wo ist das Mädchen“ sagte er, „ich will es sehen, geh und hol es hierher.“ Sie gieng hinaus und sagte den Dienern das Aschenputtel sei eine Betrügerin, sie sollten es in den Hof hinabführen und ihm den Kopf abschlagen. Die Diener packten es und wollten es fortschleppen, aber es schrie so laut um Hilfe, daß der Königssohn seine Stimme vernahm, aus seinem Zimmer herbei eilte und den Befehl gab das Mädchen augenblicklich loszulassen. Es wurden Lichter herbei geholt und da bemerkte er an ihrem Hals den Goldschmuck den er ihm vor der Kirchenthür gegeben hatte. „Du bist die rechte Braut“ sagte er, „die mit mir zur Kirche gegangen ist: komm mit mir in meine Kammer.“ Als sie beide allein waren, sprach er „du hast auf dem Kirchgang die Jungfrau Maleen genannt, die meine verlobte Braut war: wenn ich dächte es wäre möglich, so müßte ich glauben sie stände vor mir: du gleichst ihr in allem.“ Sie antwortete „ich bin die Jungfrau Maleen, die um dich sieben Jahre in der Finsterniß gefangen gesessen, Hunger und Durst gelitten und so lange in Noth und Armuth gelebt hat: aber heute bescheint mich die Sonne wieder. Ich bin dir in der Kirche angetraut und bin deine rechtmäßige Gemahlin.“ Da küßten sie einander und waren glücklich für ihr Lebtag. Der falschen Braut ward zur Vergeltung der Kopf abgeschlagen.

Der Thurn, in welchem die Jungfrau Maleen gesessen hatte, stand noch lange Zeit, und wenn die Kinder vorüber giengen, so sangen sie

kling klang kloria,
wer sitt in dissen Thoria?
Dar sitt en Königsdochter in,
die kann ik nich to seen krygn.
De Muer de will nich bräken,
de Steen de will nich stechen.
Hänschen mit de bunte Jak,
kumm unn folg my achterna.

A donzela Maleen

As Verdadeiras Histórias · edição em português · 2026 · Português brasileiro · Edição em produção
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