AsVerdadeiras HistóriasOs contos originais, em nossa língua

KHM 18

A palhinha, o carvão e o feijão

Irmãos Grimm

Strohhalm, Kohle und Bohne

Sobre este conto

Uma palhinha, um carvão em brasa e um feijão se encontram no chão da casa de uma velha. Cada um conta como escapou de ser queimado ou cozido. Para evitar outra desgraça, decidem permanecer unidos e emigrar para uma terra estrangeira. No caminho, chegam a um riacho onde não há ponte nem passarela.

Personagens e estrutura
Personagens
A velha que prepara os feijões, A palhinha, O carvão em brasa, O feijão, O alfaiate viajante
Onde se passa
Uma aldeia, o chão junto ao fogão da velha e um pequeno riacho no caminho da emigração dos três companheiros.
Acontecimentos
  1. Enquanto a velha despeja os feijões na panela, um lhe cai sem ser percebido; uma palhinha escapa dos dedos dela e um carvão salta do fogo; os três se encontram.
  2. Eles narram os perigos dos quais escaparam e decidem emigrar juntos para evitar nova desgraça.
  3. Diante de um riacho sem ponte, a palhinha se deita de uma margem à outra para permitir a travessia.
  4. O carvão avança, mas para com medo ao ouvir a água. A palhinha queima, parte-se e cai; o carvão cai atrás e morre na água.
  5. O feijão permanece na margem e ri tanto do acontecimento que estoura. Um alfaiate compassivo o costura.
  6. O alfaiate usa linha preta, e o narrador relaciona essa costura à marca preta que todos os feijões têm desde então.
Desfecho
O feijão ri até estourar depois da queda da palhinha e do carvão. Um alfaiate viajante que descansa junto ao riacho o salva, costurando-o com agulha e linha. O feijão agradece muito. Como a linha usada era preta, o conto termina dizendo que desde então todos os feijões têm uma costura preta.

Numa aldeia morava uma pobre velha que tinha juntado uma porção de feijões e queria cozinhá-los. Preparou então o fogo no fogão e, para que ardesse mais depressa, acendeu-o com um punhado de palha. Quando despejou os feijões na panela, um lhe caiu sem que percebesse e foi parar no chão, ao lado de uma palhinha; pouco depois, um carvão em brasa também saltou do fogão para junto dos dois. A palhinha começou a falar: “Queridos amigos, de onde vocês vêm?” O carvão respondeu: “Por sorte escapei do fogo, e, se não tivesse conseguido isso à força, minha morte era certa: teria virado cinza.” O feijão disse: “Eu também escapei com a pele inteira; mas, se a velha me tivesse posto na panela, teria sido cozido sem piedade até virar papa, como meus companheiros.” “E eu teria tido uma sorte melhor?”, disse a palha. “A velha fez todos os meus irmãos desaparecerem em fogo e fumaça; pegou sessenta de uma vez e lhes tirou a vida. Felizmente escapei por entre os dedos dela.” “Mas o que vamos fazer agora?”, perguntou o carvão. “Acho”, respondeu o feijão, “que, já que escapamos da morte com tanta sorte, devemos ficar unidos como bons companheiros e, para que uma nova desgraça não nos aconteça aqui, emigrar juntos para uma terra estrangeira.”

A proposta agradou aos outros dois, e partiram juntos. Logo, porém, chegaram a um riacho e, como não havia ponte nem passarela, não sabiam como atravessar. A palhinha teve uma boa ideia e disse: “Vou me deitar de um lado ao outro, e vocês poderão passar por cima de mim como por uma ponte.” A palhinha se estendeu então de uma margem à outra, e o carvão, que era de natureza ardente, foi andando todo atrevido pela ponte recém-construída. Mas, quando chegou ao meio e ouviu a água correr lá embaixo, ficou com medo: parou e não se atreveu a continuar. A palhinha, porém, começou a queimar, partiu-se em dois pedaços e caiu no riacho; o carvão escorregou atrás, chiou ao entrar na água e entregou a alma. O feijão, que por prudência ainda tinha ficado na margem, começou a rir da história, não conseguia parar e riu com tanta força que estourou. Também teria sido seu fim se, por sorte, um alfaiate que viajava não tivesse parado para descansar junto ao riacho. Como tinha um coração compassivo, tirou agulha e linha e costurou o feijão. O feijão lhe agradeceu muito, mas, como ele havia usado linha preta, desde então todos os feijões têm uma costura preta.


Sobre esta edição

Obra
Strohhalm, Kohle und Bohne
Autoria original
Irmãos Grimm
Texto em português
Tradução do original
Edição publicada
1.0.0
Tradução
Codex · tradução assistida por IA
Revisão
Codex · revisão independente por IA
Produção
Bons Filhos Educação
Publicação
30/10/2026
Edições e fontes

Conheça as edições desta história e consulte os textos de origem.

Strohhalm, Kohle und Bohne

Kinder- und Hausmärchen · 1857 · Alemão · 7. Große Ausgabe
Volume I. Página 98–99. Consultar esta edição ↗
Ler o original em alemão

Fonte deste texto ↗

In einem Dorfe wohnte eine arme alte Frau, die hatte ein Gericht Bohnen zusammen gebracht und wollte sie kochen. Sie machte also auf ihrem Herd ein Feuer zurecht, und damit es desto schneller brennen sollte, zündete sie es mit einer Hand voll Stroh an. Als sie die Bohnen in den Topf schüttete, entfiel ihr unbemerkt eine, die auf dem Boden neben einen Strohhalm zu liegen kam; bald danach sprang auch eine glühende Kohle vom Herd zu den beiden herab. Da fieng der Strohhalm an und sprach ‘liebe Freunde, von wannen kommt ihr her?’ Die Kohle antwortete ‘ich bin zu gutem Glück dem Feuer entsprungen, und hätte ich das nicht mit Gewalt durchgesetzt, so war mir der Tod gewiß: ich wäre zu Asche verbrannt.’ Die Bohne sagte ‘ich bin auch noch mit heiler Haut davon gekommen, aber hätte mich die Alte in den Topf gebracht, ich wäre ohne Barmherzigkeit zu Brei gekocht worden, wie meine Kameraden.’ ‘Wäre mir denn ein besser Schicksal zu Theil geworden?’ sprach das Stroh, ‘alle meine Brüder hat die Alte in Feuer und Rauch aufgehn lassen, sechzig hat sie auf einmal gepackt und ums Leben gebracht. Glücklicherweise bin ich ihr zwischen den Fingern durchgeschlüpft.’ ‘Was sollen wir aber nun anfangen?’ sprach die Kohle. ‘Ich meine,’ antwortete die Bohne, ‘weil wir so glücklich dem Tode entronnen sind, so wollen wir uns als gute Gesellen zusammen halten und, damit uns hier nicht wieder ein neues Unglück ereilt, gemeinschaftlich auswandern und in ein fremdes Land ziehen.’

Der Vorschlag gefiel den beiden andern, und sie machten sich miteinander auf den Weg. Bald aber kamen sie an einen kleinen Bach, und da keine Brücke oder Steg da war, so wußten sie nicht wie sie hinüber kommen sollten. Der Strohhalm fand guten Rath und sprach ‘ich will mich quer über legen, so könnt ihr auf mir wie auf einer Brücke hinüber gehen.’ Der Strohhalm streckte sich also von einem Ufer zum andern, und die Kohle, die von hitziger Natur war, trippelte auch ganz keck auf die neugebaute Brücke. Als sie aber in die Mitte gekommen war und unter ihr das Wasser rauschen hörte, ward ihr doch angst: sie blieb stehen und getraute sich nicht weiter. Der Strohhalm aber fieng an zu brennen, zerbrach in zwei Stücke und fiel in den Bach: die Kohle rutschte nach, zischte wie sie ins Wasser kam und gab den Geist auf. Die Bohne, die vorsichtigerweise noch auf dem Ufer zurück geblieben war, mußte über die Geschichte lachen, konnte nicht aufhören, und lachte so gewaltig daß sie zerplatzte. Nun war es ebenfalls um sie geschehen, wenn nicht zu gutem Glück ein Schneider, der auf der Wanderschaft war, sich an dem Bach ausgeruht hätte. Weil er ein mitleidiges Herz hatte, so holte er Nadel und Zwirn heraus und nähte sie zusammen. Die Bohne bedankte sich aufs schönste, aber da er schwarzen Zwirn gebraucht hatte, so haben seit der Zeit alle Bohnen eine schwarze Naht.

A palhinha, o carvão e o feijão

As Verdadeiras Histórias · edição em português · 2026 · Português brasileiro · Edição em produção
Consultar esta edição ↗
Encontrou um erro?

Uma palavra, uma passagem, uma referência: sua observação chega à mesa editorial vinculada à edição 1.0.0 que você leu.