EK 32
A pastora e o limpador de chaminés
Hyrdinden og Skorsteensfeieren
Sobre este conto
Uma pastorzinha e um limpador de chaminés, ambos de porcelana, estão noivos sobre uma mesa. Um velho boneco chinês afirma ser avô dela e quer casá-la com a figura de pernas de bode entalhada num armário. A pastora pede ao noivo que fuja com ela para o vasto mundo. Eles descem da mesa e procuram uma saída enquanto os habitantes entalhados do armário se agitam.
Personagens e estrutura
- Personagens
- A pastorzinha de porcelana, O limpador de chaminés de porcelana, seu noivo, O velho chinês de porcelana que afirma ser avô da pastora, Pernas-de-Bode-Super-e-Subgeneral-Comandante-de-Guerra-Sargento, Os veados entalhados no armário, As damas e os valetes dos baralhos e os bonecos do teatro, A família que manda reparar o velho chinês
- Onde se passa
- Uma sala de estar com armário antigo herdado da bisavó, mesa sob um espelho, gaveta com baralhos e teatro de bonecos, pote de pot-pourri e estufa; depois o interior e a borda da chaminé, acima dos telhados da cidade.
- Acontecimentos
- O chinês consente num casamento entre a pastora e a figura do armário. Ela teme tornar-se a décima segunda esposa e pede ao limpador que fujam.
- O casal desce da mesa, assusta-se com a agitação do armário e se esconde numa gaveta, onde assiste a uma comédia sobre amantes impedidos de ficar juntos.
- Descartam esconder-se no pote de pot-pourri e sobem pela estufa e pela chaminé. Uma estrela brilha sobre eles, e o limpador ajuda a pastora a subir.
- Na borda da chaminé, a pastora se assusta com a grandeza do mundo e pede para voltar; o limpador cede e a acompanha.
- Ao retornar, encontram o chinês quebrado em três pedaços após cair da mesa tentando segui-los. A família o repara com cola e um grampo no pescoço.
- Sem poder acenar por causa do reparo e sem querer explicar o grampo ao pretendente, o chinês não dá novo consentimento. Os dois de porcelana ficam juntos até se quebrarem.
- Desfecho
- A família repara as costas do chinês e põe um grampo em seu pescoço. Ele fica como novo, mas não pode mais fazer sinais com a cabeça. A figura do armário pergunta se terá ou não a pastora; o casal teme o consentimento do chinês, mas ele não consegue acenar e não quer contar ao estranho que tem um grampo permanente na nuca. Os dois de porcelana permanecem juntos, abençoam o grampo do avô e se amam até se quebrarem.
Você já viu um armário de madeira realmente antigo, todo escuro de velhice e entalhado com volutas e folhagens? Pois havia exatamente um desses numa sala de estar; fora herdado da bisavó e estava entalhado de alto a baixo com rosas e tulipas. Tinha as mais estranhas volutas, e entre elas pequenos veados punham a cabeça para fora, com muitos ramos nas galhadas; mas no meio do armário estava esculpido um homem inteiro. Era mesmo engraçado de se ver, e fazia uma careta de riso, pois não se podia chamar aquilo de rir; tinha pernas de bode, pequenos chifres na testa e uma longa barba. As crianças da sala sempre o chamavam de Pernas-de-Bode-Super-e-Subgeneral-Comandante-de-Guerra-Sargento, porque era um nome difícil de dizer e não são muitos os que recebem esse título; mas mandar entalhá-lo, isso também era alguma coisa. Agora, porém, ele estava ali! Olhava sempre para a mesa debaixo do espelho, pois ali havia uma pequena e encantadora pastora de porcelana. Seus sapatos eram dourados, o vestido estava graciosamente preso para cima com uma rosa vermelha, e ela tinha chapéu de ouro e cajado de pastora; era linda! Perto dela estava um pequeno limpador de chaminés, preto como carvão, mas também de porcelana; era tão limpo e bonito quanto qualquer outro. Ser limpador de chaminés era apenas o que representava; o fabricante de porcelana podia igualmente tê-lo feito príncipe, pois dava no mesmo.
Ali estava ele tão bonito com sua escada e um rosto tão branco e rosado quanto o de uma menina, o que na verdade era um defeito, pois bem podia ter um pouco de preto no rosto. Estava bem perto da pastora; ambos tinham sido colocados onde estavam e, já que ali tinham sido colocados, tinham ficado noivos. Combinavam um com o outro, eram jovens, feitos da mesma porcelana e igualmente frágeis.
Perto deles havia ainda outro boneco, três vezes maior: era um velho chinês que podia fazer sinais com a cabeça. Também era de porcelana e dizia ser avô da pastorzinha, mas isso não podia bem provar. Afirmava que tinha autoridade sobre ela e por isso tinha feito um sinal de consentimento ao Pernas-de-Bode-Super-e-Subgeneral-Comandante-de-Guerra-Sargento, que pedira a pastorzinha em casamento.
“Aí você ganha um marido”, disse o velho chinês. “Um marido que quase acredito ser de mogno; ele pode fazer de você a Pernas-de-Bode-Super-e-Subgeneral-Comandante-de-Guerra-Sargenta. Tem o armário inteiro cheio de prataria, além do que guarda em esconderijos secretos.”
“Não quero entrar no armário escuro!”, disse a pastorzinha. “Ouvi dizer que ele tem lá dentro onze esposas de porcelana!”
“Então você pode ser a décima segunda!”, disse o chinês. “Esta noite, assim que o velho armário estalar, vocês se casarão, tão certo como sou chinês!” Fez então um sinal com a cabeça e adormeceu.
Mas a pastorzinha chorava e olhava para o seu mais querido amor, o limpador de chaminés de porcelana.
“Acho que vou lhe pedir”, disse ela, “que venha comigo para o vasto mundo, pois aqui não podemos ficar!”
“Quero tudo o que você quiser!”, disse o pequeno limpador. “Vamos agora mesmo; acho que posso sustentar você com a minha profissão!”
“Ah, se já tivéssemos descido da mesa!”, disse ela. “Não ficarei feliz enquanto não estivermos lá fora no vasto mundo!”
Ele a consolou e mostrou onde devia pôr o pezinho nas bordas entalhadas e na folhagem dourada ao longo do pé da mesa; também usou sua escada para ajudar. Assim chegaram ao chão, mas, quando olharam para o velho armário, havia ali uma grande agitação: todos os veados entalhados puseram a cabeça mais para fora, ergueram as galhadas e torceram o pescoço! O Pernas-de-Bode-Super-e-Subgeneral-Comandante-de-Guerra-Sargento pulou bem alto e gritou para o velho chinês: “Estão fugindo! Estão fugindo!”
Ficaram então um pouco assustados e saltaram depressa para a gaveta da base elevada.
Ali havia três ou quatro baralhos incompletos e um pequeno teatro de bonecos montado tão bem quanto era possível. Representava-se uma comédia, e todas as damas, de ouros e copas, paus e espadas, estavam sentadas na primeira fila, abanando-se com suas tulipas. Atrás delas ficavam todos os valetes, mostrando que tinham cabeça tanto em cima quanto embaixo, como as cartas de baralho. A comédia tratava de dois que não tinham permissão para ficar juntos, e a pastora chorou, pois era como sua própria história.
“Não suporto isso!”, disse ela. “Preciso sair da gaveta!” Mas, quando voltaram ao chão e olharam para a mesa, o velho chinês tinha acordado e balançava o corpo inteiro, pois era um bloco na parte de baixo.
“Lá vem o velho chinês!”, gritou a pastorzinha, caindo de joelhos de porcelana, tão aflita estava.
“Tive uma ideia”, disse o limpador. “E se nos enfiássemos naquele grande pote de pot-pourri que está no canto? Ali poderíamos nos deitar sobre rosas e lavanda e jogar sal nos olhos dele quando chegasse.”
“Isso não basta!”, disse ela. “Além do mais, sei que o velho chinês e o pote de pot-pourri já foram noivos, e sempre resta um pouco de afeição quando se teve uma relação assim. Não, não há outra saída senão ir para o vasto mundo!”
“Você tem mesmo coragem de vir comigo para o vasto mundo?”, perguntou o limpador. “Pensou em como ele é grande e em que nunca mais poderemos voltar aqui?”
“Pensei!”, disse ela.
O limpador olhou bem fixamente para ela e disse: “Meu caminho passa pela chaminé! Tem mesmo coragem de se arrastar comigo por dentro da estufa, tanto pelo tambor quanto pelo tubo? Assim chegamos à chaminé, e ali eu sei me virar! Subiremos tão alto que não poderão nos alcançar, e bem no alto há uma abertura para o vasto mundo!”
E a conduziu até a porta da estufa.
“Parece escuro lá dentro!”, disse ela, mas mesmo assim o acompanhou, tanto pelo tambor quanto pelo tubo, onde era noite inteiramente negra.
“Agora estamos na chaminé!”, disse ele. “E olhe! Olhe! Lá em cima brilha a mais bela estrela!”
Era uma estrela de verdade no céu, brilhando diretamente sobre eles, como se quisesse lhes mostrar o caminho. E subiam e se arrastavam, era um caminho horrível, tão alto, tão alto; mas ele a erguia e ajudava, segurava-a e mostrava os melhores lugares para pôr os pezinhos de porcelana. Assim chegaram à borda da chaminé e se sentaram ali, pois estavam muito cansados, e não era para menos.
O céu com todas as estrelas ficava acima, e todos os telhados da cidade abaixo. Viam tão longe ao redor, tão longe pelo mundo! A pobre pastora nunca imaginara que fosse assim; encostou a cabecinha em seu limpador de chaminés e chorou tanto que o ouro saltou do seu cinto.
“É demais!”, disse ela. “Não posso suportar! O mundo é grande demais! Queria estar de novo na mesinha debaixo do espelho! Nunca ficarei feliz enquanto não estiver lá de novo! Agora que acompanhei você ao vasto mundo, bem pode me acompanhar de volta para casa, se gosta um pouco de mim!”
O limpador tentou falar sensatamente com ela, falou do velho chinês e do Pernas-de-Bode-Super-e-Subgeneral-Comandante-de-Guerra-Sargento, mas ela soluçava de tal modo e beijava seu pequeno limpador que ele não pôde fazer outra coisa senão ceder, embora fosse um erro.
E tornaram a descer com grande dificuldade pela chaminé, arrastando-se pelo tambor e pelo tubo; não foi nada agradável. Então ficaram dentro da estufa escura, espiando atrás da porta para saber como estavam as coisas na sala. Tudo estava quieto; olharam para fora — ah, ali no meio do chão estava o velho chinês! Caíra da mesa ao tentar segui-los e se quebrara em três pedaços: as costas inteiras se tinham soltado de uma vez, e a cabeça rolara até um canto. O Pernas-de-Bode-Super-e-Subgeneral-Comandante-de-Guerra-Sargento estava onde sempre estivera, pensando.
“É horrível!”, disse a pastorzinha. “O velho vovô está quebrado, e a culpa é nossa! Não vou sobreviver a isso!” E torcia as mãozinhas pequeninas.
“Ainda pode ser consertado com grampos!”, disse o limpador. “Pode muito bem ser consertado! — Não se aflija tanto; quando colarem suas costas e puserem um bom grampo na nuca, ficará tão bom quanto novo e poderá nos dizer muitas coisas desagradáveis!”
“Acha mesmo?”, disse ela. Então subiram de novo à mesa, onde estavam antes.
“Veja só até onde fomos!”, disse o limpador. “Podíamos ter poupado todo esse trabalho!”
“Ah, se o velho vovô já estivesse consertado!”, disse a pastora. “Pode ser tão caro assim?”
E ele foi consertado. A família mandou colar suas costas, ele ganhou um bom grampo no pescoço e ficou tão bom quanto novo, mas não podia fazer sinais com a cabeça.
“O senhor deve ter ficado orgulhoso depois que foi quebrado!”, disse o Pernas-de-Bode-Super-e-Subgeneral-Comandante-de-Guerra-Sargento. “Não acho que isso seja motivo para tanto orgulho! Vou ficar com ela ou não vou?”
O limpador e a pastorzinha olhavam de maneira tão comovente para o velho chinês; tinham tanto medo de que ele fizesse um sinal com a cabeça, mas ele não podia. E lhe era desagradável contar a um estranho que tinha permanentemente um grampo na nuca. Assim os dois de porcelana ficaram juntos, abençoaram o grampo do avô e se amaram até se quebrarem.
Sobre esta edição
- Obra
- Hyrdinden og Skorsteensfeieren
- Autoria original
- Hans Christian Andersen
- Texto em português
- Tradução do original
- Edição publicada
- 1.0.0
- Tradução
- Codex · tradução assistida por IA
- Revisão
- Codex · revisão independente por IA
- Produção
- Bons Filhos Educação
- Publicação
- 30/10/2026
Edições e fontes
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Hyrdinden og Skorstensfejeren
Ler o original em dinamarquês
Har du nogensinde set et rigtigt gammelt Træskab, ganske sort af Alderdom og skaaret ud med Snirkler og Løvværk? Just saadant et stod der i en Dagligstue, det var arvet efter Oldemoder og udskaaret med Roser og Tulipaner fra øverst til nederst; der var de underligste Snirkler, og mellem dem stak smaa Hjorte Hovedet frem med mange Takker; men midt paa Skabet stod snittet en hel Mand, han var rigtignok grinagtig at se paa, og grine gjorde han, man kunde ikke kalde det at le, han havde Gedebukkeben, smaa Horn i Panden og et langt Skæg. Børnene i Stuen kaldte ham altid Gedebukkebens-Overogundergeneralkrigskommandersergeanten, for det var et svært Navn at sige, og der er ikke mange, der faa den Titel; men at lade ham skære ud, det var ogsaa noget. Dog nu var han der jo! altid saa han hen til Bordet under Spejlet, for der stod en yndig, lille Hyrdinde af Porcelæn; Skoene vare forgyldte, Kjolen nydeligt hæftet op med en rød Rose, og saa havde hun Guldhat og Hyrdestav; hun var dejlig! Tæt ved hende stod en lille Skorstensfejer, saa sort som et Kul, men iøvrigt ogsaa af Porcelæn; han var lige saa ren og pæn som nogen anden; at han var Skorstensfejer, det var jo bare noget, han forestillede; Porcelænsmageren kunde lige saa godt have gjort en Prins af ham, for det var eet.
Der stod han med sin Stige saa nydeligt, og med et Ansigt, saa hvidt og rødt som en Pige, og det var egentlig en Fejl, for lidt sort kunde han gerne have været. Han stod ganske nær ved Hyrdinden; de vare begge to stillede, hvor de stod, og da de nu vare stillede, saa havde de forlovet sig, de passede jo for hinanden, de vare unge Folk, de vare af samme Porcelæn og begge lige skrøbelige.
Tæt ved dem stod der nok en Dukke, der var tre Gange større, det var en gammel Kineser, som kunde nikke; han var ogsaa af Porcelæn og sagde, at han var Bedstefader til den lille Hyrdinde, men det kunde han nok ikke bevise; han paastod, at han havde Magt over hende, og derfor havde han nikket til Gedebukkebens-Overogundergeneralkrigskommandersergeanten, der friede til den lille Hyrdinde.
»Der faar du en Mand,« sagde den gamle Kineser, »en Mand, som jeg næsten tror er af Mahognitræ, han kan gøre dig til Gedebukkebens-Overogundergeneralkrigskommandersergeantinde, han har hele Skabet fuldt af Sølvtøj, foruden hvad han har i hemmelige Gemmer.«
»Jeg vil ikke ind i det mørke Skab!« sagde den lille Hyrdinde, »jeg har hørt sige, at han har derinde elleve Porcelæns Koner!«
»Saa kan du være den tolvte!« sagde Kineseren, »i Nat, saa snart det knager i det gamle Skab, skal I have Bryllup, saa sandt som jeg er en Kineser!« og saa nikkede han med Hovedet og faldt i Søvn.
Men den lille Hyrdinde græd og saa paa sin Hjertensallerkæreste, Porcelæns Skorstensfejeren.
»Jeg tror, jeg vil bede dig,« sagde hun, »at du vil gaa med mig ud i den vide Verden, for her kunne vi ikke blive!«
»Jeg vil alt hvad du vil!« sagde den lille Skorstensfejer, »lad os straks gaa, jeg tænker nok, jeg kan ernære dig ved Professionen!«
»Gid vi vare vel nede af Bordet!« sagde hun, »jeg bliver ikke glad, før vi ere ude i den vide Verden!«
Og han trøstede hende og viste, hvor hun skulde sætte sin lille Fod paa de udskaarne Kanter og det forgyldte Løvværk ned om Bordbenet; sin Stige tog han ogsaa til Hjælp, og saa vare de nede paa Gulvet, men da de saa hen til det gamle Skab, var der saadant et Røre; alle de udskaarne Hjorte stak Hovederne længere frem, rejste Takkerne og drejede med Halsen! Gedebukkebens-Overogundergeneralkrigskommandersergeanten sprang højt i Vejret og raabte over til den gamle Kineser: »Nu løbe de! nu løbe de!«
Da bleve de lidt forskrækkede og sprang hurtigt op i Skuffen til Forhøjningen.
Her laa tre, fire Spil Kort, som ikke vare komplette, og et lille Dukketeater, der var rejst op, saa godt det lod sig gøre; der blev spillet Komedie, og alle Damerne, baade Ruder og Hjerter, Kløver og Spader, sad i første Række og viftede sig med deres Tulipaner, og bag ved dem stod alle Knægtene og viste, at de havde Hoved baade foroven og forneden, saaledes som Spillekort have det. Komedien handlede om to, som ikke maatte faa hinanden, og Hyrdinden græd derover, for det var ligesom hendes egen Historie.
»Det kan jeg ikke holde ud!« sagde hun. »Jeg maa op af Skuffen!« men da de kom paa Gulvet og saa op til Bordet, saa var den gamle Kineser vaagnet og rokkede med hele Kroppen, han var jo en Klump forneden.
»Nu kommer den gamle Kineser!« skreg den lille Hyrdinde, og saa faldt hun lige ned paa sine Porcelæns Knæ, saa bedrøvet var hun.
»Jeg faar en Tanke,« sagde Skorstensfejeren, »skulle vi krybe ned i den store Potpourrikrukke, der staar i Krogen; der kunne vi ligge paa Roser og Lavendler og kaste ham Salt i Øjnene, naar han kommer.«
»Det kan ikke forslaa!« sagde hun, »desuden veed jeg, at den gamle Kineser og Potpourrikrukken have været forlovede, og der bliver altid lidt Godhed tilbage, naar man saadan har staaet i Forhold; nej, der er ikke andet for end at gaa ud i den vide Verden!«
»Har du virkelig Mod til at gaa med mig ud i den vide Verden?« spurgte Skorstensfejeren. »Har du betænkt, hvor stor den er, og at vi aldrig mere kunne komme her tilbage?«
»Det har jeg!« sagde hun.
Og Skorstensfejeren saa ganske stift paa hende, og saa sagde han: »Min Vej gaar gennem Skorstenen! har du virkelig Mod til at krybe med mig gennem Kakkelovnen, baade gennem Tromlen og Røret? saa komme vi ud i Skorstenen, og der forstaar jeg at bruge mig! vi stige saa højt, at de ikke kunne naa os, og øverst oppe er der et Hul ud til den vide Verden!«
Og han førte hende hen til Kakkelovnsdøren.
»Der ser sort ud!« sagde hun, men hun gik dog med ham, baade gennem Tromlen og gennem Røret, hvor der var den bælgmørke Nat.
»Nu ere vi i Skorstenen!« sagde han, »og se! se! ovenover skinner den dejligste Stjerne!«
Og det var en virkelig Stjerne paa Himlen, der skinnede lige ned til dem, ligesom den vilde vise dem Vejen. Og de kravlede, og de krøb, en gruelig Vej var det, saa højt, saa højt; men han løftede og lettede, han holdt hende og viste de bedste Steder, hvor hun skulde sætte sine smaa Porcelæns Fødder, og saa naaede de lige op til Skorstensranden, og paa den satte de sig, for de vare rigtignok trætte, og det kunde de ogsaa være.
Himlen med alle dens Stjerner var ovenover, og alle Byens Tage nedenunder; de saa saa vidt omkring, saa langt ud i Verden; den stakkels Hyrdinde havde aldrig tænkt sig det saaledes, hun lagde sit lille Hoved op til sin Skorstensfejer, og saa græd hun, saa at Guldet sprang af hendes Livbaand.
»Det er alt for meget!« sagde hun. »Det kan jeg ikke holde ud! Verden er alt for stor! gid jeg var igen paa det lille Bord under Spejlet! jeg bliver aldrig glad, før jeg er der igen! nu har jeg fulgt dig ud til den vide Verden, nu kan du gerne følge mig hjem igen, dersom du holder noget af mig!«
Og Skorstensfejeren talte fornuftigt for hende, talte om den gamle Kineser og om Gedebukkebens-Overogundergeneralkrigskommandersergeanten, men hun hulkede saa grueligt og kyssede sin lille Skorstensfejer, saa han kunde ikke andet end føje hende, skønt det var galt.
Og saa kravlede de igen med stor Besværlighed ned igennem Skorstenen, og de krøb gennem Tromlen og Røret, det var slet ikke rart, og saa stod de i den mørke Kakkelovn; der lurede de bag Døren for at faa at vide, hvorledes det stod til i Stuen. Der var ganske stille; de kiggede ud — ak, der laa midt paa Gulvet den gamle Kineser, han var falden ned af Bordet, da han vilde efter dem, og laa slaaet i tre Stykker; hele Ryggen var gaaet af i een Stump, og Hovedet laa trillet hen i en Krog; Gedebukkebens-Overogundergeneralkrigskommandersergeanten stod, hvor han altid havde staaet, og tænkte over.
»Det er grueligt!« sagde den lille Hyrdinde, »gamle Bedstefader er slaaet i Stykker, og vi ere Skyld deri! det kan jeg aldrig overleve!« og saa vred hun sine smaa bitte Hænder.
»Han kan klinkes endnu!« sagde Skorstensfejeren. »Han kan meget godt klinkes! — Vær bare ikke saa heftig, naar de lime ham i Ryggen og give ham en god Klinke i Nakken, saa vil han være saa god som ny igen og kan sige os mange Ubehageligheder!«
»Tror du?« sagde hun, og saa krøb de op igen paa Bordet, hvor de før havde staaet.
»Se saa langt kom vi!« sagde Skorstensfejeren, »der kunde vi have sparet os al den Ulejlighed!«
»Havde vi kun den gamle Bedstefader klinket!« sagde Hyrdinden. »Kan det være saa dyrt!«
Og klinket blev han; Familien lod ham lime i Ryggen, han fik en god Klinke i Halsen, han var saa god som ny, men nikke kunde han ikke.
»De er nok bleven hovmodig, siden De har været slaaet i Stykker!« sagde Gedebukkebens-Overogundergeneralkrigskommandersergeanten, »jeg synes dog ikke, at det er noget at være saa stolt af! skal jeg have hende, eller skal jeg ikke have hende?«
Og Skorstensfejeren og den lille Hyrdinde saa saa rørende paa den gamle Kineser ; de vare saa bange, han skulde nikke, men han kunde ikke, og det var ham ubehageligt at fortælle til en fremmed, at han havde bestandig en Klinke i Nakken, og saa bleve Porcelænsfolkene sammen, og de velsignede Bedstefaders Klinke og holdt af hinanden, til de gik i Stykker.
A pastora e o limpador de chaminés
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