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KHM 17

A serpente branca

Irmãos Grimm

Die weiße Schlange

Sobre este conto

Um criado prova às escondidas a serpente branca servida ao rei e passa a entender a língua dos animais. Quando é acusado de roubar o anel da rainha, essa capacidade intervém em sua situação. Mais tarde, ele parte para conhecer o mundo, encontra animais em dificuldade e chega a uma cidade onde a filha do rei exige tarefas perigosas de quem deseja pedi-la em casamento.

Personagens e estrutura
Personagens
Criado de confiança que passa a entender os animais, Rei cuja sabedoria é célebre e que acusa seu criado, Rainha cujo anel desaparece, Pardais que conversam diante da janela, Pato que engole o anel da rainha, Cozinheiro que mata e limpa o pato, Cavalo usado pelo criado na viagem, Três peixes resgatados dos juncos, Rei das formigas e suas formigas, Casal de corvos que expulsa os filhotes do ninho, Três corvinhos alimentados pelo rapaz, Rei que impõe a busca do anel no mar, Filha do rei que exige tarefas do pretendente
Onde se passa
Corte de um rei, com aposento do criado, pátio e cozinha; estradas, lagoa e floresta; outra cidade, sua corte, jardim e praia. A árvore da vida é situada pelos corvos no fim do mundo, além do mar.
Acontecimentos
  1. O criado come um pedaço da serpente branca e compreende os pardais. Depois ouve um pato confessar que engoliu o anel da rainha; o pato é morto, e o anel prova a inocência do criado.
  2. Em viagem, ele devolve três peixes à água, desvia o cavalo para não pisar nas formigas e mata o cavalo com a espada para alimentar corvinhos que ainda não voam.
  3. Ele se apresenta como pretendente da filha de outro rei, embora o fracasso na tarefa custe a vida. Os três peixes lhe trazem, numa concha, o anel de ouro lançado ao mar.
  4. A filha do rei espalha dez sacos de painço no jardim e exige que tudo seja recolhido antes do nascer do sol. Durante a noite, as formigas recolhem os grãos sem faltar nenhum.
  5. Ela exige então uma maçã da árvore da vida. Depois de o rapaz atravessar três reinos, os três corvos lhe trazem a maçã de ouro do fim do mundo.
Desfecho
O rapaz leva a maçã de ouro à filha do rei, que fica sem outra desculpa. Eles dividem a maçã da vida e a comem juntos. O coração dela se enche de amor por ele, e os dois chegam à velhice em felicidade sem perturbações.

Já faz muito tempo: vivia então um rei cuja sabedoria era célebre em todo o país. Nada lhe era desconhecido, e era como se as notícias das coisas mais ocultas lhe chegassem pelo ar. Mas ele tinha um costume estranho. Todos os dias, ao meio-dia, quando tudo já fora retirado da mesa e não havia mais ninguém presente, um criado de confiança ainda precisava lhe trazer uma travessa. Ela vinha coberta, e nem o próprio criado sabia o que havia dentro; ninguém sabia, pois o rei só a descobria e comia quando estava inteiramente sozinho. Aquilo já durava muito tempo quando, certo dia, o criado que levava a travessa de volta foi tomado por uma curiosidade a que não pôde resistir e a levou para seu quarto. Depois de fechar cuidadosamente a porta, levantou a tampa e viu que lá dentro havia uma serpente branca. Ao vê-la, não conseguiu conter a vontade de prová-la; cortou um pedacinho e o pôs na boca. Mal o pedaço lhe tocou a língua, ouviu diante da janela um estranho sussurro de vozes finas. Aproximou-se e escutou: eram os pardais conversando entre si e contando tudo o que tinham visto no campo e na floresta. Comer a serpente lhe dera a capacidade de compreender a língua dos animais.

Aconteceu que, justamente naquele dia, desapareceu o mais belo anel da rainha, e a suspeita de tê-lo roubado recaiu sobre o criado de confiança, que tinha acesso a toda parte. O rei o mandou chamar e, entre insultos violentos, ameaçou-o: se até o dia seguinte não soubesse dizer quem era o culpado, seria considerado o autor e julgado por isso. De nada adiantou afirmar sua inocência; foi dispensado sem resposta melhor. Inquieto e com medo, desceu ao pátio, pensando em como sair daquela aflição. Ali, junto a uma corrente de água, os patos descansavam tranquilamente uns ao lado dos outros; alisavam as penas com o bico e conversavam com intimidade. O criado parou para ouvi-los. Contavam por onde tinham andado naquela manhã e que boa comida tinham encontrado, quando um deles disse, contrariado: “Tenho uma coisa pesando no estômago. Na pressa, engoli também um anel que estava debaixo da janela da rainha.” O criado logo o agarrou pelo pescoço, levou-o à cozinha e disse ao cozinheiro: “Mate este aqui; está bem nutrido.” “Sim”, disse o cozinheiro, pesando-o na mão, “este não poupou esforços para engordar e há muito tempo espera ser assado.” Cortou-lhe o pescoço e, quando o pato foi limpo, encontraram o anel da rainha em seu estômago. Agora o criado pôde provar facilmente sua inocência diante do rei. Querendo reparar a injustiça, o rei permitiu que lhe pedisse uma graça e prometeu o cargo mais honroso que ele desejasse na corte.

O criado recusou tudo e pediu apenas um cavalo e dinheiro para viajar, pois tinha vontade de conhecer o mundo e percorrê-lo por algum tempo. Atendido seu pedido, pôs-se a caminho. Certo dia, passou por uma lagoa e viu três peixes presos entre os juncos, que buscavam água, abrindo a boca. Embora se diga que os peixes são mudos, ele ouviu suas queixas por terem de morrer de maneira tão miserável. Como tinha um coração compassivo, desmontou e devolveu os três prisioneiros à água. Eles se agitaram de alegria, puseram as cabeças para fora e lhe gritaram: “Vamos nos lembrar de você e recompensá-lo por nos ter salvado!” Continuou cavalgando e, pouco depois, pareceu-lhe ouvir uma voz na areia, junto a seus pés. Escutou e ouviu o rei das formigas se queixar: “Se ao menos as pessoas, com seus animais desajeitados, nos deixassem em paz! Aquele cavalo estúpido esmaga meu povo sem piedade com seus cascos pesados!” O rapaz tomou um caminho lateral, e o rei das formigas lhe gritou: “Vamos nos lembrar de você e recompensá-lo!” O caminho o levou a uma floresta. Ali viu um pai corvo e uma mãe corvo junto ao ninho, atirando os filhotes para fora. “Fora daqui, seus patifes!”, gritavam. “Não podemos mais encher a barriga de vocês! Já são grandes o bastante e podem se alimentar sozinhos!” Os pobres filhotes estavam no chão, esvoaçando e batendo as pequenas asas, e gritavam: “Somos crianças indefesas! Temos de nos alimentar sozinhos e ainda não sabemos voar! O que nos resta, senão morrer de fome aqui?” O bom rapaz desmontou, matou o cavalo com sua espada e o deixou como alimento para os corvinhos. Eles vieram aos saltos, saciaram-se e gritaram: “Vamos nos lembrar de você e recompensá-lo!”

Agora ele precisava usar as próprias pernas. Depois de andar por longos caminhos, chegou a uma grande cidade. Havia muito barulho e gente apinhada pelas ruas. Um homem a cavalo anunciou: “A filha do rei procura um marido. Mas quem quiser pedi-la em casamento terá de cumprir uma tarefa difícil; se não conseguir realizá-la, perderá a vida.” Muitos já tinham tentado, mas haviam perdido a vida em vão. Quando o rapaz viu a filha do rei, ficou tão deslumbrado com sua grande beleza que esqueceu todo o perigo, apresentou-se ao rei e se declarou pretendente.

Logo o levaram até o mar e, diante de seus olhos, atiraram um anel de ouro na água. O rei lhe ordenou que o trouxesse de volta do fundo do mar e acrescentou: “Se você voltar à superfície sem ele, será lançado de novo para baixo, quantas vezes for preciso, até morrer nas ondas.” Todos tiveram pena do belo rapaz e o deixaram sozinho à beira do mar. Ele estava na praia, pensando no que fazer, quando viu três peixes se aproximando. Eram justamente aqueles a quem salvara a vida. O do meio trazia na boca uma concha, que deixou na areia aos pés do rapaz. Quando ele a apanhou e abriu, o anel de ouro estava dentro. Cheio de alegria, levou-o ao rei e esperou receber a recompensa prometida. Mas a orgulhosa filha do rei, ao saber que ele não era de sua condição, o desprezou e exigiu que antes resolvesse uma segunda tarefa. Ela mesma desceu ao jardim e espalhou na grama dez sacos cheios de painço. “Amanhã, antes de o sol nascer, ele precisa ter recolhido tudo”, disse. “E não pode faltar nem um grão.” O rapaz se sentou no jardim e pensou em como seria possível cumprir a tarefa, mas não encontrou solução. Ficou ali muito triste, esperando ser levado à morte ao romper da manhã. Quando os primeiros raios de sol caíram no jardim, porém, viu os dez sacos bem cheios, lado a lado, sem que faltasse um só grão. O rei das formigas chegara durante a noite com seus milhares e milhares de formigas. Os animais agradecidos tinham recolhido o painço com grande dedicação e o juntado nos sacos. A filha do rei desceu pessoalmente ao jardim e viu, admirada, que o rapaz cumprira o que lhe fora ordenado. Mas ainda não conseguia dominar seu coração orgulhoso e disse: “Mesmo tendo resolvido as duas tarefas, ele só será meu marido depois de me trazer uma maçã da árvore da vida.” O rapaz não sabia onde ficava a árvore da vida. Pôs-se a caminho, decidido a continuar andando enquanto suas pernas o sustentassem, mas não tinha esperança de encontrá-la. Já atravessara três reinos quando, certa noite, chegou a uma floresta e se sentou debaixo de uma árvore para dormir. Então ouviu um ruído nos galhos, e uma maçã de ouro caiu em sua mão. Ao mesmo tempo, três corvos voaram até ele, pousaram em seus joelhos e disseram: “Somos os três corvinhos que você salvou de morrer de fome. Quando crescemos e ouvimos que você procurava a maçã de ouro, voamos por cima do mar até o fim do mundo, onde fica a árvore da vida, e trouxemos a maçã para você.” Cheio de alegria, o rapaz voltou para casa e levou a maçã de ouro à bela filha do rei, que agora não tinha mais desculpa. Dividiram a maçã da vida e a comeram juntos. Então o coração dela se encheu de amor por ele, e os dois chegaram a uma idade avançada, numa felicidade sem perturbações.


Sobre esta edição

Obra
Die weiße Schlange
Autoria original
Irmãos Grimm
Texto em português
Tradução do original
Edição publicada
1.0.0
Tradução
Codex · tradução assistida por IA
Produção
Bons Filhos Educação
Revisão
Codex · revisão independente por IA
Publicação
30/10/2026
Edições e fontes

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Die weiße Schlange

Kinder- und Hausmärchen · 1857 · Alemão · 7. Große Ausgabe
Volume I. Página 93–97. Consultar esta edição ↗
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Fonte deste texto ↗

Es ist nun schon lange her, da lebte ein König, dessen Weisheit im ganzen Lande berühmt war. Nichts blieb ihm unbekannt, und es war als ob ihm Nachricht von den verborgensten Dingen durch die Luft zugetragen würde. Er hatte aber eine seltsame Sitte. Jeden Mittag, wenn von der Tafel alles abgetragen und niemand mehr zugegen war, mußte ein vertrauter Diener noch eine Schüssel bringen. Sie war aber zugedeckt, und der Diener wußte selbst nicht was darin lag, und kein Mensch wußte es, denn der König deckte sie nicht eher auf und aß nicht davon, bis er ganz allein war. Das hatte schon lange Zeit gedauert, da überkam eines Tages den Diener, der die Schüssel wieder wegtrug, die Neugierde, daß er nicht widerstehen konnte, sondern die Schüssel in seine Kammer brachte. Als er die Thür sorgfältig verschlossen hatte, hob er den Deckel auf und da sah er daß eine weiße Schlange darin lag. Bei ihrem Anblick konnte er die Lust nicht zurückhalten, sie zu kosten; er schnitt ein Stückchen davon ab und steckte es in den Mund. Kaum aber hatte es seine Zunge berührt, so hörte er vor seinem Fenster ein seltsames Gewisper von feinen Stimmen. Er gieng und horchte, da merkte er daß es die Sperlinge waren, die mit einander sprachen und sich allerlei erzählten, was sie im Felde und Walde gesehen hatten. Der Genuß der Schlange hatte ihm die Fähigkeit verliehen, die Sprache der Thiere zu verstehen.

Nun trug es sich zu, daß gerade an diesem Tage der Königin ihr schönster Ring fort kam und auf den vertrauten Diener, der überall Zugang hatte, der Verdacht fiel er habe ihn gestohlen. Der König ließ ihn vor sich kommen und drohte ihm unter heftigen Scheltworten wenn er bis morgen den Thäter nicht zu nennen wüßte, so sollte er dafür angesehen und gerichtet werden. Es half nichts daß er seine Unschuld betheuerte, er ward mit keinem bessern Bescheid entlassen. In seiner Unruhe und Angst gieng er hinab auf den Hof und bedachte wie er sich aus seiner Noth helfen könne. Da saßen die Enten an einem fließenden Wasser friedlich neben einander und ruhten, sie putzten sich mit ihren Schnäbeln glatt und hielten ein vertrauliches Gespräch. Der Diener blieb stehen und hörte ihnen zu. Sie erzählten sich wo sie heute Morgen all herumgewackelt wären und was für gutes Futter sie gefunden hätten, da sagte eine verdrießlich ‘mir liegt etwas schwer im Magen, ich habe einen Ring, der unter der Königin Fenster lag, in der Hast mit hinunter geschluckt.’ Da packte sie der Diener gleich beim Kragen, trug sie in die Küche und sprach zum Koch ‘schlachte doch diese ab, sie ist wohl genährt.’ ‘Ja, sagte der Koch, und wog sie in der Hand, ‘die hat keine Mühe gescheut sich zu mästen und schon lange darauf gewartet gebraten zu werden.’ Er schnitt ihr den Hals ab, und als sie ausgenommen ward, fand sich der Ring der Königin in ihrem Magen. Der Diener konnte nun leicht vor dem Könige seine Unschuld beweisen, und da dieser sein Unrecht wieder gut machen wollte, erlaubte er ihm sich eine Gnade auszubitten und versprach ihm die größte Ehrenstelle, die er sich an seinem Hofe wünschte.

Der Diener schlug alles aus und bat nur um ein Pferd und Reisegeld, denn er hatte Lust die Welt zu sehen und eine Weile darin herum zu ziehen. Als seine Bitte erfüllt war, machte er sich auf den Weg und kam eines Tags an einem Teich vorbei, wo er drei Fische bemerkte, die sich im Rohr gefangen hatten und nach Wasser schnappten. Obgleich man sagt, die Fische wären stumm, so vernahm er doch ihre Klage daß sie so elend umkommen müßten. Weil er ein mitleidiges Herz hatte, so stieg er vom Pferde ab und setzte die drei Gefangenen wieder ins Wasser. Sie zappelten vor Freude, streckten die Köpfe heraus und riefen ihm zu ‘wir wollen dirs gedenken und dirs vergelten daß du uns errettet hast.’ Er ritt weiter, und nach einem Weilchen kam es ihm vor als hörte er zu seinen Füßen in dem Sand eine Stimme. Er horchte und vernahm wie ein Ameisenkönig klagte ‘wenn uns nur die Menschen mit den ungeschickten Thieren vom Leib blieben! da tritt mir das dumme Pferd mit seinen schweren Hufen meine Leute ohne Barmherzigkeit nieder!’ Er lenkte auf einen Seitenweg ein und der Ameisenkönig rief ihm zu ‘wir wollen dirs gedenken und dirs vergelten.’ Der Weg führte ihn in einen Wald und da sah er einen Rabenvater und eine Rabenmutter, die standen bei ihrem Nest und warfen ihre Jungen heraus. ‘Fort mit euch, ihr Galgenschwengel!’ riefen sie, ‘wir können euch nicht mehr satt machen, ihr seid groß genug, und könnt euch selbst ernähren.’ Die armen Jungen lagen auf der Erde, flatterten und schlugen mit ihren Fittichen und schrieen ‘wir hülflosen Kinder, wir sollen uns selbst ernähren und können noch nicht fliegen! was bleibt uns übrig als hier Hungers zu sterben!’ Da stieg der gute Jüngling ab, tödtete das Pferd mit seinem Degen und überließ es den jungen Raben zum Futter. Die kamen herbeigehüpft, sättigten sich und riefen ‘wir wollen dirs gedenken und dirs vergelten.’

Er mußte jetzt seine eigenen Beine gebrauchen, und als er lange Wege gegangen war, kam er in eine große Stadt. Da war großer Lärm und Gedränge in den Straßen, und kam einer zu Pferde und machte bekannt, ‘die Königstochter suche einen Gemahl, wer sich aber um sie bewerben wolle, der müsse eine schwere Aufgabe vollbringen, und könne er es nicht glücklich ausführen, so habe er sein Leben verwirkt.’ Viele hatten es schon versucht, aber vergeblich ihr Leben daran gesetzt. Der Jüngling, als er die Königstochter sah, ward er von ihrer großen Schönheit so verblendet, daß er alle Gefahr vergaß, vor den König trat und sich als Freier meldete.

Alsbald ward er hinaus ans Meer geführt und vor seinen Augen ein goldener Ring hinein geworfen. Dann hieß ihn der König diesen Ring aus dem Meeresgrund wieder hervorzuholen, und fügte hinzu ‘wenn du ohne ihn wieder in die Höhe kommst, so wirst du immer aufs neue hinab gestürzt, bis du in den Wellen umkommst.’ Alle bedauerten den schönen Jüngling und ließen ihn dann einsam am Meere zurück. Er stand am Ufer und überlegte was er wohl thun sollte, da sah er auf einmal drei Fische daher schwimmen, und es waren keine andern, als jene, welchen er das Leben gerettet hatte. Der mittelste hielt eine Muschel im Munde, die er an den Strand zu den Füßen des Jünglings hinlegte, und als dieser sie aufhob und öffnete, so lag der Goldring darin. Voll Freude brachte er ihn dem Könige und erwartete daß er ihm den verheißenen Lohn gewähren würde. Die stolze Königstochter aber, als sie vernahm, daß er ihr nicht ebenbürtig war, verschmähte ihn und verlangte er sollte zuvor eine zweite Aufgabe lösen. Sie gieng hinab in den Garten und streute selbst zehn Säcke voll Hirsen ins Gras. ‘Die muß er Morgen, eh die Sonne hervor kommt, aufgelesen haben,’ sprach sie, ‘und darf kein Körnchen fehlen.’ Der Jüngling setzte sich in den Garten und dachte nach wie es möglich wäre, die Aufgabe zu lösen, aber er konnte nichts ersinnen, saß da ganz traurig und erwartete bei Anbruch des Morgens zum Tode geführt zu werden. Als aber die ersten Sonnenstrahlen in den Garten fielen, so sah er die zehn Säcke alle wohl gefüllt neben einander stehen, und kein Körnchen fehlte darin. Der Ameisenkönig war mit seinen tausend und tausend Ameisen in der Nacht angekommen, und die dankbaren Thiere hatten den Hirsen mit großer Emsigkeit gelesen und in die Säcke gesammelt. Die Königstochter kam selbst in den Garten herab und sah mit Verwunderung daß der Jüngling vollbracht hatte was ihm aufgegeben war. Aber sie konnte ihr stolzes Herz noch nicht bezwingen und sprach ‘hat er auch die beiden Aufgaben gelöst, so soll er doch nicht eher mein Gemahl werden, bis er mir einen Apfel vom Baume des Lebens gebracht hat.’ Der Jüngling wußte nicht wo der Baum des Lebens stand, er machte sich auf und wollte immer zu gehen, so lange ihn seine Beine trügen, aber er hatte keine Hoffnung, ihn zu finden. Als er schon durch drei Königreiche gewandert war und Abends in einen Wald kam, setzte er sich unter einen Baum und wollte schlafen: da hörte er in den Ästen ein Geräusch und ein goldner Apfel fiel in seine Hand. Zugleich flogen drei Raben zu ihm herab, setzten sich auf seine Knie und sagten ‘wir sind die drei jungen Raben, die du vom Hungertod errettet hast; als wir groß geworden waren und hörten daß du den goldenen Apfel suchtest, so sind wir über das Meer geflogen, bis ans Ende der Welt, wo der Baum des Lebens steht, und haben dir den Apfel geholt.’ Voll Freude machte sich der Jüngling auf den Heimweg und brachte der schönen Königstochter den goldenen Apfel, der nun keine Ausrede mehr übrig blieb. Sie theilten den Apfel des Lebens und aßen ihn zusammen: da ward ihr Herz mit Liebe zu ihm erfüllt, und sie erreichten in ungestörtem Glück ein hohes Alter.

A serpente branca

As Verdadeiras Histórias · edição em português · 2026 · Português brasileiro · Edição em produção
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