AsVerdadeiras HistóriasOs contos originais, em nossa língua

KHM 14

As três fiandeiras

Irmãos Grimm

Die drei Spinnerinnen

Sobre este conto

Uma moça que não quer fiar é levada ao castelo depois que sua mãe diz à rainha que ela não consegue parar de trabalhar. Diante de três aposentos cheios de linho e da promessa de casamento com o príncipe, ela não sabe como cumprir a tarefa. Três mulheres de aparência singular lhe oferecem ajuda, mas exigem um convite para a festa e reconhecimento como suas primas.

Personagens e estrutura
Personagens
Moça que não quer fiar, Mãe da moça, Rainha que aprecia o som das rodas de fiar, Príncipe, filho mais velho da rainha, Três fiandeiras: uma com pé largo e achatado, outra com lábio inferior pendente e outra com polegar largo
Onde se passa
Casa da mãe e castelo da rainha, com três aposentos cheios de linho e uma festa de casamento.
Acontecimentos
  1. A mãe bate na filha e, diante da rainha, atribui o choro à vontade incessante de fiar.
  2. A rainha leva a moça ao castelo e promete seu filho mais velho se ela fiar o linho dos três aposentos.
  3. Três mulheres fazem o trabalho em troca de serem convidadas ao casamento, chamadas de primas e recebidas à mesa.
  4. Na festa, as mulheres atribuem suas características físicas ao trabalho de fiar. O príncipe se assusta e proíbe a noiva de tocar numa roda de fiar.
Desfecho
Depois de ouvir que o pé largo vem de pisar o pedal, o lábio pendente de lamber e o polegar largo de torcer o fio, o príncipe declara que sua bela noiva nunca mais tocará numa roda de fiar. Ela fica livre da fiação do linho.

Era uma vez uma moça preguiçosa que não queria fiar. A mãe podia dizer o que quisesse: não conseguia fazê-la trabalhar. Por fim, certa vez a mãe foi tomada de raiva e impaciência e bateu nela, que começou a chorar alto. Justamente naquele momento, a rainha passava por ali. Ao ouvir o choro, mandou parar, entrou na casa e perguntou à mãe por que batia na filha a ponto de se ouvirem os gritos na rua. A mulher ficou com vergonha de revelar a preguiça da filha e disse: — Não consigo fazê-la parar de fiar. Ela quer fiar sem parar, e eu sou pobre e não consigo arranjar o linho. A rainha respondeu: — Não há som de que eu goste mais do que o da fiação, e nada me alegra tanto quanto o zumbido das rodas. Deixai vossa filha vir comigo ao castelo. Tenho linho suficiente: lá ela poderá fiar quanto quiser. A mãe concordou de todo o coração, e a rainha levou a moça consigo. Quando chegaram ao castelo, conduziu-a a três aposentos cheios, de cima a baixo, do mais belo linho. — Agora fia este linho para mim — disse ela. — Se conseguires terminar, terás meu filho mais velho por marido. Ainda que sejas pobre, não me importo: tua diligência incansável é dote suficiente. A moça ficou apavorada por dentro, pois não conseguiria fiar aquele linho nem que vivesse trezentos anos e passasse todos os dias, da manhã à noite, sentada trabalhando. Quando ficou sozinha, começou a chorar e assim passou três dias, sem mover uma mão. No terceiro dia, a rainha veio e se admirou ao ver que nada havia sido fiado. A moça, porém, desculpou-se dizendo que ainda não conseguira começar, de tão triste que estava por ter sido afastada da casa da mãe. A rainha aceitou a desculpa, mas, ao sair, disse: — Amanhã terás de começar a trabalhar para mim.

Quando a moça ficou sozinha de novo, já não sabia o que fazer nem a quem recorrer. Em sua aflição, foi até a janela. Viu então três mulheres se aproximarem. A primeira tinha um pé largo e achatado; a segunda, um lábio inferior tão grande que pendia para além do queixo; e a terceira, um polegar largo. Elas pararam diante da janela, olharam para cima e perguntaram à moça o que lhe faltava. Ela lhes contou sua desgraça, e elas ofereceram ajuda, dizendo: — Se nos convidares para o casamento, não te envergonhares de nós, nos chamares de tuas primas e nos sentares à tua mesa, fiaremos o linho para ti, e em pouco tempo. — De todo o coração! — respondeu ela. — Entrai e começai logo o trabalho. Então deixou entrar as três estranhas mulheres e abriu um espaço no primeiro aposento, onde elas se sentaram e começaram a fiar. Uma puxava o fio e pisava o pedal da roda; a outra umedecia o fio; a terceira o torcia e batia com o dedo na mesa. A cada batida, uma medida de fio caía no chão, e era da fiação mais fina que havia. A moça escondia da rainha as três fiandeiras e, sempre que ela vinha, mostrava-lhe a quantidade de fio já fiado, de modo que a rainha não se cansava de elogiá-la. Quando o primeiro aposento ficou vazio, passaram ao segundo e, por fim, ao terceiro, que também logo ficou desocupado. As três mulheres então se despediram e disseram à moça: — Não te esqueças do que nos prometeste. Será a tua felicidade.

Quando a moça mostrou à rainha os aposentos vazios e o grande monte de fio, ela preparou o casamento. O noivo se alegrou por receber uma esposa tão habilidosa e trabalhadora e a elogiou muito. — Tenho três primas — disse a moça. — Como elas me fizeram muito bem, eu não gostaria de esquecê-las em minha felicidade. Permiti que as convide para o casamento e que se sentem à nossa mesa. A rainha e o noivo disseram: — Por que não permitiríamos? Quando a festa começou, as três donzelas entraram com trajes estranhos, e a noiva disse: — Bem-vindas, queridas primas! — Ah! — disse o noivo. — Como foste arranjar parentes tão feias? Então se aproximou daquela que tinha o pé largo e achatado e perguntou: — Por que tendes esse pé tão largo? — De pisar o pedal — respondeu ela. — De pisar o pedal. O noivo foi até a segunda e disse: — Por que tendes esse lábio pendurado? — De lamber — respondeu ela. — De lamber. Perguntou então à terceira: — Por que tendes esse polegar largo? — De torcer o fio — respondeu ela. — De torcer o fio. O príncipe se assustou e disse: — Então minha bela noiva nunca mais há de tocar numa roda de fiar! Assim ela ficou livre da penosa fiação do linho.


Sobre esta edição

Obra
Die drei Spinnerinnen
Autoria original
Irmãos Grimm
Texto em português
Tradução do original
Edição publicada
1.0.0
Tradução
Codex · tradução assistida por IA
Produção
Bons Filhos Educação
Revisão
Codex · revisão independente por IA
Publicação
30/10/2026
Edições e fontes

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Die drei Spinnerinnen

Kinder- und Hausmärchen · 1857 · Alemão · 7. Große Ausgabe
Volume 1. Página 76–78. Consultar esta edição ↗
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Fonte deste texto ↗

Es war ein Mädchen faul und wollte nicht spinnen, und die Mutter mochte sagen was sie wollte, sie konnte es nicht dazu bringen. Endlich überkam die Mutter einmal Zorn und Ungeduld, daß sie ihm Schläge gab, worüber es laut zu weinen anfieng. Nun fuhr gerade die Königin vorbei, und als sie das Weinen hörte, ließ sie anhalten, trat in das Haus und fragte die Mutter, warum sie ihre Tochter schlüge, daß man draußen auf der Straße das Schreien hörte. Da schämte sich die Frau daß sie die Faulheit ihrer Tochter offenbaren sollte und sprach ‘ich kann sie nicht vom Spinnen abbringen, sie will immer und ewig spinnen, und ich bin arm und kann den Flachs nicht herbeischaffen.’ Da antwortete die Königin ‘ich höre nichts lieber als spinnen, und bin nicht vergnügter als wenn die Räder schnurren: gebt mir eure Tochter mit ins Schloß, ich habe Flachs genug, da soll sie spinnen so viel sie Lust hat.’ Die Mutter wars von Herzen gerne zufrieden und die Königin nahm das Mädchen mit. Als sie ins Schloß gekommen waren, führte sie es hinauf zu drei Kammern, die lagen von unten bis oben voll vom schönsten Flachs. ‘Nun spinn mir diesen Flachs,’ sprach sie, ‘und wenn du es fertig bringst, so sollst du meinen ältesten Sohn zum Gemahl haben; bist du gleich arm, so acht ich nicht darauf, dein unverdroßner Fleiß ist Ausstattung genug.’ Das Mädchen erschrack innerlich, denn es konnte den Flachs nicht spinnen, und wärs dreihundert Jahr alt geworden, und hätte jeden Tag vom Morgen bis Abend dabei gesessen. Als es nun allein war, fieng es an zu weinen und saß so drei Tage ohne die Hand zu rühren. Am dritten Tage kam die Königin und als sie sah daß noch nichts gesponnen war, verwunderte sie sich, aber das Mädchen entschuldigte sich damit daß es vor großer Betrübniß über die Entfernung aus seiner Mutter Hause noch nicht hätte anfangen können. Das ließ sich die Königin gefallen, sagte aber beim Weggehen ‘morgen mußt du mir anfangen zu arbeiten.’

Als das Mädchen wieder allein war, wußte es sich nicht mehr zu rathen und zu helfen, und trat in seiner Betrübniß vor das Fenster. Da sah es drei Weiber herkommen, davon hatte die erste einen breiten Platschfuß, die zweite hatte eine so große Unterlippe, daß sie über das Kinn herunterhieng, und die dritte hatte einen breiten Daumen. Die blieben vor dem Fenster stehen, schauten hinauf und fragten das Mädchen was ihm fehlte. Es klagte ihnen seine Noth, da trugen sie ihm ihre Hülfe an und sprachen ‘willst du uns zur Hochzeit einladen, dich unser nicht schämen und uns deine Basen heißen, auch an deinen Tisch setzen, so wollen wir dir den Flachs wegspinnen und das in kurzer Zeit.’ ‘Von Herzen gern,’ antwortete es, ‘kommt nur herein und fangt gleich die Arbeit an.’ Da ließ es die drei seltsamen Weiber herein und machte in der ersten Kammer eine Lücke, wo sie sich hin setzten und ihr Spinnen anhuben. Die eine zog den Faden und trat das Rad, die andere netzte den Faden, die dritte drehte ihn und schlug mit dem Finger auf den Tisch, und so oft sie schlug, fiel eine Zahl Garn zur Erde, und das war aufs feinste gesponnen. Vor der Königin verbarg sie die drei Spinnerinnen und zeigte ihr, so oft sie kam, die Menge des gesponnenen Garns, daß diese des Lobes kein Ende fand. Als die erste Kammer leer war, giengs an die zweite, endlich an die dritte, und die war auch bald aufgeräumt. Nun nahmen die drei Weiber Abschied und sagten zum Mädchen ‘vergiß nicht, was du uns versprochen hast, es wird dein Glück sein.’

Als das Mädchen der Königin die leeren Kammern und den großen Haufen Garn zeigte, richtete sie die Hochzeit aus, und der Bräutigam freute sich daß er eine so geschickte und fleißige Frau bekäme und lobte sie gewaltig. ‘Ich habe drei Basen,’ sprach das Mädchen, ‘und da sie mir viel Gutes gethan haben, so wollte ich sie nicht gern in meinem Glück vergessen: erlaubt doch daß ich sie zu der Hochzeit einlade und daß sie mit an dem Tisch sitzen.’ Die Königin und der Bräutigam sprachen ‘warum sollen wir das nicht erlauben?’ Als nun das Fest anhub, traten die drei Jungfern in wunderlicher Tracht herein, und die Braut sprach ‘seid willkommen, liebe Basen.’ ‘Ach,’ sagte der Bräutigam, ‘wie kommst du zu der garstigen Freundschaft?’ Darauf gieng er zu der einen mit dem breiten Platschfuß und fragte ‘wovon habt ihr einen solchen breiten Fuß?’ ‘Vom Treten,’ antwortete sie, ‘vom Treten.’ Da gieng der Bräutigam zur zweiten und sprach ‘wovon habt ihr nur die herunterhängende Lippe?’ ‘Vom Lecken,’ antwortete sie, ‘vom Lecken.’ Da fragte er die dritte ‘wovon habt ihr den breiten Daumen?’ ‘Vom Faden drehen,’ antwortete sie, ‘vom Faden drehen.’ Da erschrack der Königssohn und sprach ‘so soll mir nun und nimmermehr meine schöne Braut ein Spinnrad anrühren.’ Damit war sie das böse Flachsspinnen los.

As três fiandeiras

As Verdadeiras Histórias · edição em português · 2026 · Português brasileiro · Edição em produção
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