AsVerdadeiras HistóriasOs contos originais, em nossa língua

KHM 7

O bom negócio

Irmãos Grimm

Der gute Handel

Sobre este conto

Um camponês perde o pagamento de sua vaca ao discutir com rãs e depois entrega carne a uma matilha, esperando receber dos cães. Ao procurar justiça junto ao rei, faz a princesa rir e entende de modo inesperado a recompensa que lhe é prometida.

Personagens e estrutura
Personagens
O camponês e sua esposa mencionada, Rãs de uma lagoa, Uma matilha de cães, chefiada por um galgo, O açougueiro, O rei, A princesa, Uma sentinela, também chamada soldado, Um judeu que troca dinheiro com o camponês
Onde se passa
Um mercado, uma lagoa, a cidade, o castelo real e uma estalagem.
Acontecimentos
  1. O camponês vende uma vaca por sete táleres e joga o dinheiro na lagoa para que as rãs o contem.
  2. Ele abate outra vaca e entrega a carne a cães, esperando pagamento. Ao cobrá-lo, é expulso pelo açougueiro.
  3. O relato faz a princesa rir. O rei oferece a mão dela, mas o camponês recusa e recebe a promessa de quinhentos.
  4. O camponês dá duzentos à sentinela e troca trezentos com um judeu. A recompensa consiste em golpes, recebidos pelos dois.
  5. O rei deixa o camponês pegar dinheiro no tesouro. O judeu o denuncia por chamar o rei de patife.
  6. Usando um casaco emprestado pelo judeu, o camponês o acusa de mentir. O rei castiga o judeu novamente.
Desfecho
O judeu empresta seu casaco ao camponês para que ele compareça logo diante do rei. O camponês faz uma afirmação generalizante contra os judeus e diz que o homem seria capaz de alegar que o casaco era dele. Quando o dono confirma o empréstimo, o rei conclui que ele enganou alguém e o manda castigar novamente. O camponês volta para casa com o casaco e o dinheiro, declarando que desta vez acertou.

Um camponês levou sua vaca ao mercado e a vendeu por sete táleres. No caminho de volta para casa, teve de passar por uma lagoa. Já de longe ouviu as rãs coaxando:

— Ac, ac, ac, ac!

— É — disse consigo —, elas também estão falando à toa. Foram sete que recebi, não oito.

Quando chegou perto da água, gritou para elas:

— Suas bichas burras! Não sabem contar? São sete táleres, e não oito!

Mas as rãs continuaram:

— Ac, ac, ac, ac!

— Ora, se não querem acreditar, posso contar para vocês.

Tirou o dinheiro do bolso e contou os sete táleres, vinte e quatro groschen para cada um. As rãs, porém, não deram atenção à sua conta e tornaram a gritar:

— Ac, ac, ac, ac!

— Muito bem! — gritou o camponês, furioso. — Se querem saber mais do que eu, contem vocês mesmas!

E jogou todo o dinheiro na água. Ficou ali, esperando que terminassem e lhe trouxessem de volta o que era seu. Mas as rãs persistiam em sua teimosia, gritavam sem parar “ac, ac, ac, ac!” e não devolviam o dinheiro. Ele ainda esperou um bom tempo, até anoitecer e precisar voltar para casa. Então xingou as rãs:

— Suas patinhadoras de água, suas cabeças-duras, suas zoiudas! Têm uma boca enorme e sabem gritar até doerem os ouvidos da gente, mas não sabem contar sete táleres! Acham que vou ficar aqui esperando vocês terminarem?

Foi embora, mas as rãs continuaram gritando “ac, ac, ac, ac!” atrás dele, de modo que chegou em casa muito aborrecido.

Passado algum tempo, conseguiu outra vaca. Matou-a e fez suas contas: se vendesse bem a carne, poderia receber o valor das duas vacas e ainda ficar com o couro. Quando chegou à cidade com a carne, havia uma matilha de cães reunida diante do portão. À frente vinha um grande galgo, que saltava ao redor da carne, farejava e latia:

— Quê, quê, quê, quê!

Como o cachorro não queria parar, o camponês lhe disse:

— Sim, entendo bem. Você fica dizendo “quê, quê” porque quer alguma coisa dessa carne. Mas eu me daria bem mal se fosse entregá-la a você.

O cachorro só respondia:

— Quê, quê!

— Você promete não devorá-la e se responsabiliza por esses seus companheiros?

— Quê, quê! — disse o cachorro.

— Ora, se você insiste, vou deixá-la com você. Eu o conheço muito bem e sei a quem serve. Mas aviso: daqui a três dias quero meu dinheiro, senão você se dará mal. Pode levá-lo até minha casa.

Descarregou a carne e voltou para casa. Os cães se lançaram sobre ela, latindo bem alto:

— Quê, quê!

O camponês ouviu de longe e disse consigo:

— Escute só! Agora todos estão pedindo alguma coisa, mas o grandão é quem vai responder por isso.

Passados três dias, o camponês pensou: “Hoje à noite terei meu dinheiro no bolso”, e ficou muito contente. Mas ninguém aparecia para pagar.

— Não se pode mais confiar em ninguém — disse ele.

Por fim, perdeu a paciência e foi à cidade cobrar o dinheiro do açougueiro. O homem pensou que fosse brincadeira, mas o camponês disse:

— Deixe de brincadeira! Quero meu dinheiro. O cachorro grande não trouxe para sua casa a vaca inteira, abatida, há três dias?

O açougueiro ficou furioso, pegou um cabo de vassoura e o expulsou.

— Espere! — disse o camponês. — Ainda existe justiça no mundo!

Foi ao castelo real e pediu para ser ouvido. Levaram-no à presença do rei, que estava sentado com a filha e perguntou que mal lhe acontecera.

— Ah — disse ele —, as rãs e os cachorros tiraram o que era meu, e o açougueiro me pagou com o pau!

Contou demoradamente como tudo acontecera. A princesa começou a rir bem alto, e o rei lhe disse:

— Não posso lhe dar razão neste caso, mas, em compensação, você terá minha filha por esposa. Ela nunca riu em toda a vida, até agora rir de você, e eu a prometi a quem a fizesse rir. Pode agradecer a Deus por sua sorte.

— Ah — respondeu o camponês —, não quero essa moça, de jeito nenhum. Em casa só tenho uma mulher, e ela já é demais para mim. Quando chego, tenho a impressão de que há uma em cada canto.

O rei ficou zangado e disse:

— Você é um grosseirão!

— Ah, senhor rei — respondeu o camponês —, o que mais se pode esperar de um boi, senão carne de boi?

— Espere! — retrucou o rei. — Você terá outra recompensa. Agora suma daqui, mas volte em três dias, e lhe serão contados quinhentos, um por um.

Quando o camponês saiu pela porta, a sentinela lhe disse:

— Você fez a princesa rir. Deve ter recebido uma bela recompensa.

— Sim, é o que acho — respondeu o camponês. — Vão me pagar quinhentos.

— Escute — disse o soldado —, dê uma parte para mim. O que vai fazer com tanto dinheiro?

— Já que é você — disse o camponês —, pode ficar com duzentos. Apresente-se ao rei daqui a três dias, e mande que lhe contem tudo.

Um judeu que estava por perto ouvira a conversa. Correu atrás do camponês, segurou-o pelo casaco e disse:

— Milagre de Deus! Que homem de sorte o senhor é! Eu troco isso para o senhor, transformo tudo em moedas miúdas. O que quer fazer com aqueles táleres duros?

— Seu judeu — disse o camponês —, ainda pode ficar com trezentos. Dê-me agora o valor em moedas, e daqui a três dias o rei lhe pagará por elas.

O judeu ficou contente com o pequeno lucro e trouxe a quantia em groschen de pouco valor, dos quais três valiam tanto quanto dois dos bons. Passados os três dias, o camponês se apresentou ao rei, conforme a ordem recebida.

— Tirem-lhe o casaco — disse o rei. — Ele receberá seus quinhentos.

— Ah — disse o camponês —, já não me pertencem. Dei duzentos de presente à sentinela, e o judeu trocou os outros trezentos por moedas. Pela lei, não me cabe mais nada.

Nisso entraram o soldado e o judeu. Exigiram a parte que haviam obtido do camponês e receberam, na medida certa, os golpes que lhes cabiam. O soldado suportou tudo com paciência, pois já conhecia o gosto daquilo. O judeu, porém, se lamentava:

— Ai de mim! São estes os táleres duros?

O rei não pôde deixar de rir do camponês. Como toda a raiva passara, disse:

— Você perdeu sua recompensa antes mesmo de recebê-la. Por isso, vou lhe dar uma compensação. Vá à minha câmara do tesouro e pegue quanto dinheiro quiser.

O camponês não esperou que lhe dissessem duas vezes. Encheu os bolsos largos com tudo o que coube neles. Depois foi à estalagem e contou seu dinheiro. O judeu o seguira às escondidas e ouviu quando ele resmungava sozinho:

— Agora esse patife de rei me enganou mesmo! Não podia ter me dado o dinheiro com as próprias mãos? Assim eu saberia quanto tinha. Como vou saber agora se está certa a quantia que enfiei no bolso ao acaso?

“Deus me livre!”, pensou o judeu. “Ele está falando com desrespeito de nosso senhor. Vou correndo denunciá-lo. Assim receberei uma recompensa, e ele ainda será castigado.”

Quando soube do que o camponês dissera, o rei se enfureceu e mandou o judeu ir buscar o pecador. O judeu correu até o camponês:

— O senhor deve ir imediatamente à presença do rei, assim como está!

— Sei melhor o que é apropriado — respondeu o camponês. — Primeiro vou mandar fazer um casaco novo. Você acha que um homem com tanto dinheiro no bolso deve ir até lá com esse casaco velho e esfarrapado?

O judeu percebeu que não conseguiria levá-lo sem outro casaco. Temia que, se a raiva do rei passasse, ele perderia sua recompensa e o camponês escaparia do castigo. Então disse:

— Vou lhe emprestar um belo casaco por esse breve tempo, por pura amizade. O que não faz um homem por amor!

O camponês aceitou, vestiu o casaco do judeu e partiu com ele. O rei o repreendeu pelas palavras ofensivas que o judeu lhe contara.

— Ah — disse o camponês —, o que um judeu diz é sempre mentira. Não sai de sua boca uma palavra verdadeira. Esse sujeito é capaz de afirmar que estou usando o casaco dele.

— O que é isso? — gritou o judeu. — O casaco não é meu? Não o emprestei por pura amizade, para que o senhor pudesse comparecer diante do rei?

Quando ouviu isso, o rei disse:

— Uma coisa é certa: o judeu enganou um de nós, a mim ou ao camponês.

E mandou que lhe pagassem mais um pouco em táleres duros. O camponês voltou para casa com o bom casaco e o bom dinheiro no bolso, dizendo:

— Desta vez, acertei!


Sobre esta edição

Obra
Der gute Handel
Autoria original
Irmãos Grimm
Texto em português
Tradução do original
Edição publicada
1.0.0
Tradução
Codex · tradução assistida por IA
Revisão
Codex · revisão independente por IA
Produção
Bons Filhos Educação
Publicação
30/10/2026
Edições e fontes

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Der gute Handel

Kinder- und Hausmärchen · 1857 · Alemão · 7. Große Ausgabe
Volume I. Página 39–43. Consultar esta edição ↗
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Ein Bauer, der hatte seine Kuh auf den Markt getrieben und für sieben Thaler verkauft. Auf dem Heimweg mußte er an einem Teich vorbei, und da hörte er schon von weitem wie die Frösche riefen „ak, ak, ak, ak.“ „Ja,“ sprach er für sich, „die schreien auch ins Haberfeld hinein: sieben sinds, die ich gelöst habe, keine acht.“ Als er zu dem Wasser heran kam, rief er ihnen zu „dummes Vieh, das ihr seid! wißt ihrs nicht besser? sieben Thaler sinds und keine acht.“ Die Frösche blieben aber bei ihrem „ak, ak, ak, ak.“ „Nun, wenn ihrs nicht glauben wollt, ich kanns euch vorzählen,“ holte das Geld aus der Tasche und zählte die sieben Thaler ab, immer vierundzwanzig Groschen auf einen. Die Frösche kehrten sich aber nicht an seine Rechnung und riefen abermals „ak, ak, ak, ak.“ „Ei,“ rief der Bauer ganz bös, „wollt ihrs besser wissen als ich, so zählt selber,“ und warf ihnen das Geld miteinander ins Wasser hinein. Er blieb stehen und wollte warten bis sie fertig wären und ihm das Seinige wieder brächten, aber die Frösche beharrten auf ihrem Sinn, schrien immerfort „ak, ak, ak, ak“, und warfen auch das Geld nicht wieder heraus. Er wartete noch eine gute Weile, bis der Abend anbrach, und er nach Haus mußte, da schimpfte er die Frösche aus und rief „ihr Wasserpatscher, ihr Dickköpfe, ihr Klotzaugen, ein groß Maul habt ihr und könnt schreien daß einem die Ohren weh thun, aber sieben Thaler könnt ihr nicht zählen: meint ihr, ich wollte da stehen bis ihr fertig wärt?“ Damit gieng er fort, aber die Frösche riefen noch „ak, ak, ak, ak“ hinter ihm her, daß er ganz verdrießlich heim kam. Über eine Zeit erhandelte er sich wieder eine Kuh, die schlachtete er, und machte die Rechnung, wenn er das Fleisch gut verkaufte, könnte er so viel lösen, als die beiden Kühe werth wären, und das Fell hätte er obendrein. Als er nun mit dem Fleisch zu der Stadt kam, war vor dem Thore ein ganzes Rudel Hunde zusammengelaufen, voran ein großer Windhund: der sprang um das Fleisch, schnupperte und bellte „was, was, was, was.“ Als er gar nicht aufhören wollte, sprach der Bauer zu ihm „ja, ich merke wohl, du sagst „was, was,“ weil du etwas von dem Fleisch verlangst, da sollt ich aber schön ankommen, wenn ich dirs geben wollte.“ Der Hund antwortete nichts als „was, was.“ „Willst dus auch nicht wegfressen und für deine Kameraden da gut stehen?“ „Was, was“ sprach der Hund. „Nun, wenn du dabei beharrst, so will ich dirs lassen, ich kenne dich wohl und weiß bei wem du dienst: aber das sage ich dir, in drei Tagen muß ich mein Geld haben, sonst geht dirs schlimm: du kannst mirs nur hinausbringen.“ Darauf lud er das Fleisch ab und kehrte wieder um: die Hunde machten sich darüber her und bellten laut „was, was.“ Der Bauer, der es von weitem hörte, sprach zu sich „horch, jetzt verlangen sie alle was, aber der große muß mir einstehen.“

Als drei Tage herum waren, dachte der Bauer „heute Abend hast du dein Geld in der Tasche“ und war ganz vergnügt. Aber es wollte niemand kommen und auszahlen. „Es ist kein Verlaß mehr auf jemand,“ sprach er, und endlich riß ihm die Geduld, daß er in die Stadt zu dem Fleischer gieng und sein Geld forderte. Der Fleischer meinte, es wäre ein Spaß, aber der Bauer sagte „Spaß beiseite, ich will mein Geld: hat der große Hund euch nicht die ganze geschlachtete Kuh vor drei Tagen heim gebracht?“ Da ward der Fleischer zornig, griff nach einem Besenstiel und jagte ihn hinaus. „Wart,“ sprach der Bauer, „es gibt noch Gerechtigkeit auf der Welt!“ und gieng in das königliche Schloß und bat sich Gehör aus. Er ward vor den König geführt, der da saß mit seiner Tochter und fragte was ihm für ein Leid wiederfahren wäre? „Ach,“ sagte er, „die Frösche und die Hunde haben mir das Meinige genommen, und der Metzger hat mich dafür mit dem Stock bezahlt,“ und erzählte weitläufig wie es zugegangen war. Darüber fieng die Königstochter laut an zu lachen, und der König sprach zu ihm „Recht kann ich dir hier nicht geben, aber dafür sollst du meine Tochter zur Frau haben: ihr Lebtag hat sie noch nicht gelacht, als eben über dich, und ich habe sie dem versprochen, der sie zum Lachen brächte. Du kannst Gott für dein Glück danken.“ „O,“ antwortete der Bauer, „ich will sie gar nicht: ich habe daheim nur eine einzige Frau, und die ist mir schon zuviel: wenn ich nach Haus komme, so ist mir nicht anders als ob in jedem Winkel eine stände.“ Da ward der König zornig und sagte „du bist ein Grobian.“ „Ach, Herr König,“ antwortete der Bauer, „was könnt Ihr von einem Ochsen anders erwarten, als Rindfleisch!“ „Warte,“ erwiederte der König, „du sollst einen andern Lohn haben. Jetzt pack dich fort, aber in drei Tagen komm wieder, so sollen dir fünfhundert vollgezählt werden.“

Wie der Bauer hinaus vor die Thür kam, sprach die Schildwache „du hast die Königstochter zum Lachen gebracht, da wirst du was rechtes bekommen haben.“ „Ja, das mein ich,“ antwortete der Bauer, „fünfhundert werden mir ausgezahlt.“ „Hör,“ sprach der Soldat, „gib mir etwas davon: was willst du mit all dem Geld anfangen!“ „Weil dus bist,“ sprach der Bauer, „so sollst du zweihundert haben, melde dich in drei Tagen beim König, und laß dirs aufzählen.“ Ein Jude, der in der Nähe gestanden und das Gespräch mit angehört hatte, lief dem Bauer nach, hielt ihn beim Rock und sprach „Gotteswunder, was seid ihr ein Glückskind! ich wills euch wechseln, ich wills euch umsetzen in Scheidemünz, was wollt ihr mit den harten Thalern?“ „Mauschel,“ sagte der Bauer, „dreihundert kannst du noch haben, gib mirs gleich in Münze, heut über drei Tage wirst du dafür beim König bezahlt werden.“ Der Jude freute sich über das Profitchen und brachte die Summe in schlechten Groschen, wo drei so viel werth sind als zwei gute. Nach Verlauf der drei Tage gieng der Bauer, dem Befehl des Königs gemäß, vor den König. „Zieht ihm den Rock aus,“ sprach dieser, „er soll seine fünfhundert haben.“ „Ach,“ sagte der Bauer, „sie gehören nicht mehr mein, zweihundert habe ich an die Schildwache verschenkt, und dreihundert hat mir der Jude eingewechselt, von Rechtswegen gebührt mir gar nichts.“ Indem kam der Soldat und der Jude herein, verlangten das Ihrige, das sie dem Bauer abgewonnen hätten, und erhielten die Schläge richtig zugemessen. Der Soldat ertrugs geduldig und wußte schon wies schmeckte: der Jude aber that jämmerlich, „au weih geschrien! sind das die harten Thaler?“ Der König mußte über den Bauer lachen, und da aller Zorn verschwunden war, sprach er, „weil du deinen Lohn schon verloren hast, bevor er dir zu Theil ward, so will ich dir einen Ersatz geben: geh in meine Schatzkammer und hol dir Geld, so viel du willst.“ Der Bauer ließ sich das nicht zweimal sagen, und füllte in seine weiten Taschen was nur hinein wollte. Danach gieng er ins Wirthshaus und überzählte sein Geld. Der Jude war ihm nachgeschlichen und hörte wie er mit sich allein brummte „nun hat mich der Spitzbube von König doch hinters Licht geführt! hätte er mir nicht selbst das Geld geben können, so wüßte ich was ich hätte, wie kann ich nun wissen ob das richtig ist was ich so auf gut Glück eingesteckt habe!“ „Gott bewahre,“ sprach der Jude für sich, „der spricht despectirlich von unserm Herrn, ich lauf und gebs an, da krieg ich eine Belohnung, und er wird obendrein noch bestraft.“ Als der König von den Reden des Bauern hörte, gerieth er in Zorn und hieß den Juden hingehen und den Sünder herbeiholen. Der Jude lief zum Bauer, „ihr sollt gleich zum Herrn König kommen, wie ihr geht und steht.“ „Ich weiß besser, was sich schickt,“ antwortete der Bauer, „erst laß ich mir einen neuen Rock machen; meinst du ein Mann, der so viel Geld in der Tasche hat, sollte in dem alten Lumpenrock hingehen?“ Der Jude, als er sah daß der Bauer ohne einen andern Rock nicht wegzubringen war, und weil er fürchtete wenn der Zorn des Königs verraucht wäre, so käme er um seine Belohnung und der Bauer um seine Strafe, so sprach er „ich will euch für die kurze Zeit einen schönen Rock leihen aus bloßer Freundschaft; was thut der Mensch nicht alles aus Liebe!“ Der Bauer ließ sich das gefallen, zog den Rock vom Juden an und gieng mit ihm fort. Der König hielt dem Bauer die bösen Reden vor, die der Jude hinterbracht hatte. „Ach,“ sprach der Bauer, „was ein Jude sagt ist immer gelogen, dem geht kein wahres Wort aus dem Munde; der Kerl da ist im Stand und behauptet ich hätte seinen Rock an.“ „Was soll mir das?“ schrie der Jude, „ist der Rock nicht mein? hab ich ihn euch nicht aus bloßer Freundschaft geborgt, damit ihr vor den Herrn König treten konntet?“ Wie der König das hörte, sprach er „einen hat der Jude gewiß betrogen, mich oder den Bauer,“ und ließ ihm noch etwas in harten Thalern nachzahlen. Der Bauer aber gieng in dem guten Rock und mit dem guten Geld in der Tasche heim und sprach „diesmal hab ichs getroffen.“

O bom negócio

As Verdadeiras Histórias · edição em português · 2026 · Português brasileiro · Edição em produção
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