EK 20
O guardador de porcos
Svinedrengen
Sobre este conto
Um príncipe pobre deseja casar-se com a filha do imperador e lhe envia uma rosa e um rouxinol. Depois de ser rejeitado, entra disfarçado no palácio como guardador de porcos e fabrica objetos musicais que atraem a princesa.
Personagens e estrutura
- Personagens
- O príncipe disfarçado de guardador de porcos, A princesa, O imperador, As damas de companhia
- Onde se passa
- O pequeno reino do príncipe e o palácio imperial, especialmente a pocilga e o pátio.
- Acontecimentos
- A princesa rejeita a rosa e o rouxinol enviados pelo príncipe porque são de verdade.
- Disfarçado, ele é contratado para cuidar dos porcos e fabrica uma panela musical que revela pelo cheiro a comida preparada na cidade.
- A princesa paga dez beijos pela panela e depois negocia uma matraca capaz de tocar valsas e hopsas.
- O guardador exige cem beijos da própria princesa; as damas a escondem e contam os beijos.
- O imperador os surpreende no octogésimo sexto beijo, bate nos dois com o chinelo e os expulsa do império.
- Desfecho
- O rapaz revela ser o príncipe e diz que passou a desprezar a princesa, que rejeitou seus presentes e beijou um guardador de porcos por uma engenhoca musical. Ele entra em seu reino e lhe fecha a porta, deixando-a do lado de fora.
Era uma vez um príncipe pobre. Seu reino era bem pequeno, mas ainda assim grande o suficiente para lhe permitir casar, e casar era o que ele queria.
Era mesmo muita ousadia ter coragem de dizer à filha do imperador: “Quer se casar comigo?” Mas ele tinha essa coragem, pois seu nome era famoso por toda parte. Havia cem princesas que teriam aceitado agradecidas; mas vamos ver se ela aceitou.
Agora vamos ouvir:
No túmulo do pai do príncipe crescia uma roseira — ah, que linda roseira! Só dava flor a cada cinco anos, e uma única flor. Mas era uma rosa de perfume tão doce que bastava cheirá-la para esquecer todas as tristezas e preocupações. Ele também tinha um rouxinol que cantava como se todas as belas melodias coubessem em sua pequena garganta. A princesa receberia aquela rosa e aquele rouxinol. Por isso os dois foram colocados em grandes estojos de prata e enviados a ela.
O imperador mandou que os levassem à sua frente até o grande salão, onde a princesa brincava de “receber visitas” com suas damas de companhia. Quando viu os grandes estojos com os presentes, bateu palmas de alegria.
— Tomara que seja um gatinho! — disse ela.
Mas de um deles saiu a roseira com a linda rosa.
— Nossa, como foi bem-feita! — disseram todas as damas.
— É mais que bem-feita! — disse o imperador. — É bonita!
Mas a princesa tocou nela e esteve a ponto de chorar.
— Que horror, papai! — disse. — Não é artificial, é de verdade!
— Que horror! — disseram todos os cortesãos. — É de verdade!
— Antes de ficarmos zangados, vamos ver o que há no outro estojo! — propôs o imperador.
O rouxinol apareceu e cantou tão lindamente que, de início, ninguém pôde dizer nada contra ele.
— Superbe! Charmant! — disseram as damas, pois todas falavam francês, uma pior que a outra.
— Como esse pássaro me lembra a caixinha de música da falecida imperatriz! — disse um velho cavalheiro. — Ah, sim! É exatamente o mesmo tom, a mesma execução!
— Sim! — disse o imperador, e chorou como uma criancinha.
— Espero que não seja de verdade! — disse a princesa.
— Sim, é um pássaro de verdade! — responderam os que o tinham trazido.
— Então deixem esse pássaro voar! — disse a princesa.
E não quis, de modo algum, permitir que o príncipe viesse.
Ele, porém, não se deixou abater. Esfregou o rosto com tinta marrom e preta, enterrou o boné na cabeça e bateu à porta.
— Bom dia, imperador! — disse. — Será que eu poderia conseguir trabalho aqui no palácio?
— Certamente! — respondeu o imperador. — Preciso de alguém que cuide dos porcos, porque temos muitos!
Assim o príncipe foi contratado como guardador de porcos imperial. Deram-lhe um quartinho miserável junto à pocilga, e ali teve de ficar. Mas passou o dia inteiro trabalhando, e ao anoitecer tinha feito uma linda panelinha com guizos em toda a volta. Assim que a panela fervia, eles tocavam lindamente a velha melodia:
Ah, meu querido Augustin,
Tudo se foi, se foi, se foi!
Mas o mais engenhoso era que, ao pôr o dedo no vapor da panela, a pessoa podia sentir imediatamente pelo cheiro que comida estava sendo preparada em cada chaminé da cidade. Aquilo, sim, era bem diferente daquela rosa!
A princesa vinha passeando com todas as damas. Ao ouvir a melodia, parou e ficou muito contente, porque também sabia tocar “Ah, meu querido Augustin”. Era a única música que sabia, mas a tocava com um dedo só.
— É a que eu sei tocar! — disse ela. — Então deve ser um guardador de porcos instruído! Escute, vá até lá perguntar quanto custa esse instrumento!
Uma das damas teve de ir, mas antes calçou tamancos.
— O que você quer por essa panela? — perguntou a dama.
— Quero dez beijos da princesa! — disse o guardador de porcos.
— Deus nos acuda! — disse a dama.
— Sim, por menos não pode ser! — respondeu ele.
— Mas que atrevido! — disse a princesa, e foi embora.
Mas, depois de andar um pouco, os guizos soaram tão lindamente:
Ah, meu querido Augustin,
Tudo se foi, se foi, se foi!
— Escute — disse a princesa —, pergunte se ele aceita dez beijos de minhas damas!
— Não, obrigado! — disse o guardador de porcos. — Dez beijos da princesa, ou fico com a panela.
— Que coisa aborrecida! — disse a princesa. — Mas então vocês precisam ficar na minha frente, para que ninguém veja!
As damas se puseram diante dela, abriram bem os vestidos, e o guardador de porcos recebeu os dez beijos, enquanto ela recebeu a panela.
Que diversão! A panela teve de ferver a noite inteira e o dia inteiro. Não havia uma chaminé na cidade cuja comida elas não conhecessem, tanto na casa do camareiro quanto na do sapateiro. As damas dançavam e batiam palmas.
— Sabemos quem vai comer sopa doce e panquecas! Sabemos quem vai comer mingau e costeleta! Como é interessante!
— Sim, mas calem a boca, porque sou a filha do imperador!
— Deus nos livre! — disseram todas.
O guardador de porcos, isto é, o príncipe — mas elas só sabiam que ele era um guardador de porcos de verdade —, não deixava os dias passarem sem trabalhar. Fez então uma matraca que, quando girada, tocava todas as valsas e hopsas conhecidas desde a criação do mundo.
— Mas isso é soberbo! — disse a princesa ao passar. — Nunca ouvi composição mais bela! Escute, vá até lá perguntar quanto custa esse instrumento; mas eu não dou beijos!
— Ele quer cem beijos da princesa! — disse a dama que fora perguntar.
— Acho que enlouqueceu! — disse a princesa, e foi embora.
Mas, depois de andar um pouco, parou.
— É preciso incentivar a arte! — disse ela. — Sou a filha do imperador! Diga que terá dez beijos, como ontem. O resto pode receber de minhas damas!
— Mas não temos vontade nenhuma! — disseram as damas.
— Isso é conversa! — disse a princesa. — Se eu posso beijá-lo, vocês também podem! Lembrem-se de que lhes dou comida e salário!
As damas tiveram de voltar até ele.
— Cem beijos da princesa — disse o rapaz —, ou cada um fica com o que é seu!
— Fiquem na frente! — disse ela.
Todas as damas se puseram diante dela, e ele começou a beijá-la.
— Que aglomeração é aquela junto da pocilga? — disse o imperador, que saíra à sacada.
Esfregou os olhos e pôs os óculos.
— São as damas de companhia que estão aprontando! Preciso ir até lá!
Ajeitou atrás seus chinelos, pois eram sapatos cujos calcanhares ele tinha amassado de tanto pisar neles.
Nossa, como se apressou!
Assim que chegou ao pátio, passou a andar bem devagar. As damas estavam tão ocupadas contando os beijos, para garantir que tudo fosse honesto, que nem perceberam o imperador. Ele se ergueu na ponta dos pés.
— O que é isso? — disse ao vê-los se beijando.
Bateu na cabeça dos dois com o chinelo, exatamente quando o guardador de porcos recebia o octogésimo sexto beijo.
— Fora! — disse o imperador, pois estava zangado.
E tanto a princesa como o guardador de porcos foram expulsos do império.
Ali estava ela, chorando; o guardador de porcos ralhava, e a chuva caía torrencialmente.
— Ah, como sou desgraçada! — disse a princesa. — Se ao menos eu tivesse aceitado aquele belo príncipe! Ah, como sou infeliz!
O guardador de porcos foi para trás de uma árvore, limpou a tinta preta e marrom do rosto, tirou as roupas feias e apareceu em seus trajes de príncipe, tão belo que a princesa teve de fazer uma reverência.
— Passei a desprezar você! — disse ele. — Você não quis um príncipe honrado! Não soube apreciar a rosa nem o rouxinol, mas foi capaz de beijar o guardador de porcos por uma engenhoca musical! Agora passe muito bem!
Entrou em seu reino e fechou a porta na cara dela. Agora ela bem podia cantar:
Ah, meu querido Augustin,
Tudo se foi, se foi, se foi!
Sobre esta edição
- Obra
- Svinedrengen
- Autoria original
- Hans Christian Andersen
- Texto em português
- Tradução do original
- Edição publicada
- 1.0.0
- Tradução
- Codex · tradução assistida por IA
- Revisão
- Codex · revisão independente por IA
- Produção
- Bons Filhos Educação
- Publicação
- 30/10/2026
Edições e fontes
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Svinedrengen
Ler o original em dinamarquês
Der var engang en fattig Prinds; han havde et Kongerige, der var ganske lille, men det var da altid stort nok til at gifte sig paa, og gifte sig det vilde han.
Nu var det jo rigtignok noget kjækt af ham, at han turde sige til Keiserens Datter: „vil Du ha’ mig?“ men det turde han nok, for hans Navn var vidt og bredt berømt, der vare hundrede Prindsesser, som vilde have sagt Tak til, men see om hun gjorde det.
Nu skulle vi høre:
Paa Prindsens Faders Grav voxte der et Rosentræ, o saadant et deiligt Rosentræ; det bar kun hvert femte Aar Blomst, og det kun een eneste, men det var en Rose, der duftede saa sødt, at man ved at lugte til den glemte alle sine Sorger og Bekymringer, og saa havde han en Nattergal, der kunde synge, som om alle deilige Melodier sad i dens lille Strube. Den Rose og den Nattergal skulde Prindsessen have; og derfor kom de begge to i store Sølv-Foderaler og bleve saa sendte til hende.
Keiseren lod dem bære foran sig ind i den store Sal, hvor Prindsessen gik og legede „komme Fremmede“, med sine Hofdamer; og da hun saae de store Foderaler med Presenterne i, klappede hun i Hænderne af Glæde.
„Bare det var en lille Missekat!“ sagde hun, — men saa kom Rosentræet frem med den deilige Rose.
„Nei, hvor den er nydelig gjort!“ sagde alle Hofdamerne.
„Den er mere end nydelig!“ sagde Keiseren, „den er pæn!“
Men Prindsessen følte paa den og saa var hun færdig at græde.
„Fy Papa!“ sagde hun, „den er ikke kunstig, den er virkelig!“
„Fy!“ sagde alle Hoffolkene, „den er virkelig!“
„Lad os nu først see, hvad der er i det andet Foderal, før vi blive vrede!“ meente Keiseren, og saa kom Nattergalen frem; den sang da saa deiligt, at man ligestrax ikke kunde sige noget ondt mod den.
„Superbe! charmant!“ sagde Hofdamerne, for de snakkede allesammen fransk, den ene værre, end den anden.
„Hvor den Fugl minder mig om salig Keiserindens Spilledaase,“ sagde en gammel Cavaleer; „ak ja! det er ganske den samme Tone, det samme Foredrag!“
„Ja!“ sagde Keiseren, og saa græd han, som et lille Barn.
„Jeg skulde dog ikke troe, den er virkelig!“ sagde Prindsessen.
„Jo, det er en virkelig Fugl!“ sagde de, som havde bragt den.
„Ja lad saa den Fugl flyve,“ sagde Prindsessen, og hun vilde paa ingen Maade tillade, at Prindsen kom.
Men han lod sig ikke forknytte; han smurte sig i Ansigtet med Bruunt og Sort, trykkede Kasketten ned om Hovedet og bankede paa.
„God Dag, Keiser!“ sagde han, „kunde jeg ikke komme i Tjeneste her paa Slottet.“
„Jo nok!“ sagde Keiseren, „jeg trænger til een, som kan passe Svinene! for dem har vi mange af!“
Og saa blev Prindsen ansat, som keiserlig Svinedreng. Han fik et daarligt lille Kammer nede ved Svinestien og her maatte han blive; men hele Dagen sad han og arbeidede, og da det var Aften, havde han gjort en nydelig lille Gryde, rundt om paa den var der Bjælder og saa snart Gryden kogte, saa ringede de saa deiligt og spillede den gamle Melodie:
„Ach, Du lieber Augustin Alles ist væk, væk, væk!“
men det Allerkunstigste var dog, at naar man holdt Fingeren ind i Dampen fra Gryden, saa kunde man strax lugte hvad Mad der blev lavet i hver Skorsteen, der var i Byen; see, det var rigtignok noget andet end den Rose.
Nu kom Prindsessen spadserende med alle sine Hofdamer, og da hun hørte Melodien blev hun staaende og saae saa fornøiet ud; for hun kunde ogsaa spille „Ach, Du lieber Augustin“, det var den eneste hun kunde, men den spillede hun med een Finger.
„Det er jo den jeg kan!“ sagde hun, „saa maa det være en dannet Svinedreng! hør! gaae ned og spørg ham, hvad det Instrument koster!“
Og saa maatte een af Hofdamerne løbe ind, men hun tog Klods-Skoe paa. —
„Hvad vil Du have for den Gryde?“ sagde Hofdamen.
„Jeg vil have ti Kys af Prindsessen!“ sagde Svinedrengen.
„Gud bevar’ os!“ sagde Hofdamen.
„Ja, det kan ikke være mindre!“ svarede Svinedrengen.
„Han er jo uartig!“ sagde Prindsessen, og saa gik hun, — men da hun havde gaaet et lille Stykke saa klang Bjælderne saa deiligt:
„Ach, Du lieber Augustin, Alles ist væk, væk, væk!“
„Hør,“ sagde Prindsessen, „spørg ham, om han vil have ti Kys af mine Hofdamer!“
„Nei Tak!“ sagde Svinedrengen, „ti Kys af Prindsessen, eller jeg beholder Gryden.“
„Hvor det er noget kjedeligt noget!“ sagde Prindsessen, „men saa maae I staae for mig, at Ingen faaer det at see!“
Og Hofdamerne stillede sig op for hende, og saa bredte de deres Kjoler ud, og saa fik Svinedrengen de ti Kys og hun fik Gryden.
Naa, der blev en Fornøielse! hele Aftenen og hele Dagen maatte Gryden koge; der var ikke een Skorsteen i hele Byen, uden de vidste hvad der blev kogt der, baade hos Kammerherren og hos Skomageren. Hofdamerne dandsede og klappede i Hænderne.
„Vi veed hvem der skal have sød Suppe og Pandekage! vi veed hvem der skal have Grød og Karbonade! hvor det er interessant!“
„Ja, men hold reen Mund, for jeg er Keiserens Datter!“
„Gud bevar’ os!“ sagde de Allesammen!
Svinedrengen, det vil sige Prindsen, men de vidste jo ikke andet, end at han var en virkelig Svinedreng, lod ikke Dagene gaae hen uden at han bestilte noget, og saa gjorde han en Skralde, naar man svingede den rundt, klang alle de Valse og Hopsaer, man kjendte fra Verdens Skabelse.
„Men det er superb!“ sagde Prindsessen, i det hun gik forbi, „jeg har aldrig hørt en deiligere Komposition! hør! gaae ind og spørg ham, hvad det Instrument koster: men jeg kysser ikke!“
„Han vil have hundrede Kys af Prindsessen!“ sagde Hofdamen, som havde været inde at spørge.
„Jeg troer han er gal!“ sagde Prindsessen, og saa gik hun; men da hun havde gaaet et lille Stykke, saa blev hun staaende. „Man maa opmuntre Kunsten!“ sagde hun, „jeg er Keiserens Datter! Siig ham, han skal faae ti Kys ligesom igaar, Resten kan han tage hos mine Hofdamer!“
„Ja, men vi ville saa nødig!“ sagde Hofdamerne.
„Det er Snak!“ sagde Prindsessen, „og naar jeg kan kysse ham, saa kan I ogsaa! husk paa, jeg giver Eder Kost og Løn!“ og saa maatte Hofdamerne ind til ham igjen.
„Hundrede Kys af Prindsessen,“ sagde han, „eller hver beholder sit!“
„Staae for!!!“ sagde hun, og saa stillede alle Hofdamerne sig for og han kyssede da.
„Hvad kan det dog være for et Opløb dernede ved Svinestien!“ sagde Keiseren, der var traadt ud paa Altanen; han gned sine Øine og satte Brillerne paa. „Det er jo Hofdamerne, der ere paa Spil! jeg maa nok ned til dem!“ — og saa trak han sine Tøfler op bag i, for det var Skoe, som han havde traadt ned.
Hille den! hvor han skyndte sig!
Saasnart han kom ned i Gaarden, gik han ganske sagte, og Hofdamerne havde saa meget at gjøre med at tælle Kyssene, for at det kunde gaae ærligt til, at de slet ikke mærkede Keiseren. Han reiste sig paa Tæerne.
„Hvad for noget!“ sagde han, da han saae de kyssedes, og saa slog han dem i Hovedet med sin Tøffel, lige i det Svinedrengen fik det sex og fiirsindstyvende Kys. „Heraus!“ sagde Keiseren, for han var vred, og baade Prindsessen og Svinedrengen bleve satte uden for hans Keiserrige.
Der stod hun nu og græd, Svinedrengen skjændte og Regnen skyllede ned.
„Ak, jeg elendige Menneske!“ sagde Prindsessen, „havde jeg dog taget den deilige Prinds! ak, hvor jeg er ulykkelig!“
Og Svinedrengen gik bag et Træ, tørrede det Sorte og Brune af sit Ansigt, kastede de stygge Klæder og traadte nu frem i sin Prindsedragt, saa deilig, at Prindsessen maatte neie ved det.
„Jeg er kommet til at foragte Dig, Du!“ sagde han. „Du vilde ikke have en ærlig Prinds! Du forstod Dig ikke paa Rosen og Nattergalen, men Svinedrengen kunde du kysse for et Spilleværk! nu kan du have det saa godt!“ —
Og saa gik han ind i sit Kongerige og lukkede Døren i for hende, saa kunde hun rigtignok synge:
„Ach, Du lieber Augustin, Alles ist væk, væk, væk!“
O guardador de porcos
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