AsVerdadeiras HistóriasOs contos originais, em nossa língua

KHM 5

O lobo e os sete cabritinhos

Irmãos Grimm

Der Wolf und die sieben jungen Geislein

Sobre este conto

Antes de sair para a floresta, uma cabra avisa seus sete filhotes para não abrirem a porta ao lobo. Ele tenta enganá-los, mudando a voz e escondendo a cor de sua pata.

Personagens e estrutura
Personagens
A velha cabra, Os sete cabritinhos, incluindo o mais novo, O lobo, Um merceeiro, Um padeiro, Um moleiro
Onde se passa
A casa da cabra, a floresta, um prado com uma árvore e um poço.
Acontecimentos
  1. A cabra sai para buscar comida e ensina os filhos a reconhecerem o lobo pela voz rouca e pelas patas pretas.
  2. O lobo come giz para suavizar a voz, cobre a pata com massa e obriga um moleiro a branqueá-la com farinha.
  3. Os cabritinhos abrem a porta. O lobo engole seis; o mais novo se esconde na caixa do relógio de parede.
  4. A mãe volta, ouve o relato do mais novo e encontra o lobo dormindo no prado.
  5. A cabra abre a barriga do lobo, retira os seis filhos vivos e a enche de pedras com a ajuda dos sete cabritinhos.
  6. O lobo acorda com sede, vai ao poço e é puxado para dentro pelo peso das pedras.
Desfecho
A cabra costura a barriga do lobo sem que ele acorde. Quando desperta, ele sente sede por causa das pedras no estômago e vai a um poço. Ao se inclinar para beber, é puxado para dentro pelas pedras e se afoga. Os sete cabritinhos gritam que o lobo morreu e dançam de alegria com a mãe ao redor do poço.

Era uma vez uma velha cabra que tinha sete cabritinhos e os amava como uma mãe ama seus filhos. Um dia, quis ir à floresta buscar comida. Chamou os sete para perto de si e disse:

— Meus queridos filhos, vou sair para a floresta. Fiquem atentos ao lobo: se ele entrar aqui, vai devorar todos vocês, com pele e pelo. O malvado costuma se disfarçar, mas vocês logo o reconhecerão pela voz rouca e pelas patas pretas.

Os cabritinhos responderam:

— Querida mãe, nós vamos tomar cuidado. Pode ir sem se preocupar.

Então a velha cabra baliu e seguiu seu caminho, tranquila.

Não demorou muito, alguém bateu à porta da casa e gritou:

— Abram, meus queridos filhos! A mãe de vocês chegou e trouxe alguma coisa para cada um!

Mas os cabritinhos perceberam pela voz rouca que era o lobo.

— Não vamos abrir! — gritaram. — Você não é nossa mãe. Ela tem uma voz suave e doce, mas a sua é rouca. Você é o lobo!

O lobo foi então a um merceeiro e comprou um grande pedaço de giz. Comeu o giz e, com isso, deixou a voz suave. Depois voltou, bateu à porta da casa e gritou:

— Abram, meus queridos filhos! A mãe de vocês chegou e trouxe alguma coisa para cada um!

Mas o lobo tinha apoiado a pata preta na janela. Os filhos viram e gritaram:

— Não vamos abrir! Nossa mãe não tem uma pata preta como a sua. Você é o lobo!

O lobo correu então a um padeiro e disse:

— Bati a pata. Passe um pouco de massa sobre ela.

Quando o padeiro terminou de cobrir a pata com massa, o lobo correu ao moleiro e disse:

— Espalhe farinha branca sobre a minha pata.

O moleiro pensou: “O lobo quer enganar alguém”, e se recusou. Mas o lobo disse:

— Se você não fizer isso, eu devoro você.

O moleiro teve medo e deixou a pata dele branca. É, assim são os homens.

O malvado foi então pela terceira vez à porta da casa, bateu e disse:

— Abram para mim, filhos! A querida mãezinha de vocês voltou para casa e trouxe da floresta alguma coisa para cada um!

Os cabritinhos gritaram:

— Mostre primeiro a sua pata, para sabermos que você é nossa querida mãezinha.

Ele apoiou a pata na janela. Quando viram que era branca, acreditaram que tudo o que ele dizia era verdade e abriram a porta. Mas quem entrou foi o lobo. Eles se assustaram e tentaram se esconder. Um saltou para debaixo da mesa; o segundo, para dentro da cama; o terceiro, para dentro do forno; o quarto, para a cozinha; o quinto, para o armário; o sexto, para debaixo da bacia de lavar; e o sétimo, para dentro da caixa do relógio de parede. Mas o lobo os encontrou e não perdeu tempo: engoliu um depois do outro em sua goela. Só não encontrou o mais novo, que estava na caixa do relógio. Depois de satisfazer sua vontade, foi embora, deitou-se lá fora, no prado verde, debaixo de uma árvore, e começou a dormir.

Pouco depois, a velha cabra voltou da floresta para casa. Ah, o que teve de ver! A porta da casa estava escancarada. Mesa, cadeiras e bancos estavam revirados; a bacia de lavar estava em cacos; tinham arrancado da cama a coberta e o travesseiro. Ela procurou os filhos, mas não conseguiu encontrá-los em parte alguma. Chamou um por um pelo nome, mas ninguém respondeu. Por fim, quando chamou o mais novo, uma vozinha suave gritou:

— Querida mãe, estou dentro da caixa do relógio!

Ela o tirou de lá, e ele contou que o lobo tinha vindo e devorado todos os outros. Vocês podem imaginar o quanto ela chorou por seus pobres filhos.

Por fim, saiu de casa em sua aflição, e o cabritinho mais novo foi junto. Quando chegou ao prado, lá estava o lobo, deitado junto à árvore, roncando tanto que os galhos tremiam. Ela o examinou de todos os lados e viu que alguma coisa se mexia e se debatia dentro da barriga cheia dele.

“Ah, meu Deus!”, pensou. “Será que meus pobres filhos, que ele engoliu como jantar, ainda estão vivos?”

O cabritinho teve de correr para casa e buscar tesoura, agulha e linha. Então ela abriu a pança do monstro com a tesoura. Mal fez um corte, um cabritinho já pôs a cabeça para fora. À medida que continuava a cortar, os seis saltaram para fora, um depois do outro. Todos ainda estavam vivos e nem sequer tinham se machucado, pois o monstro, em sua voracidade, os havia engolido inteiros. Que alegria! Abraçaram a querida mãe e pulavam como um alfaiate em seu casamento. Mas a velha cabra disse:

— Agora vão procurar pedras grandes. Vamos encher com elas a barriga desse bicho sem Deus, enquanto ele ainda dorme.

Os sete cabritinhos trouxeram as pedras às pressas e as puseram na barriga dele, tantas quantas conseguiram fazer caber. Depois, a velha cabra tornou a costurá-lo com toda a rapidez, de modo que ele não percebeu nada e nem sequer se mexeu.

Quando o lobo finalmente acabou de dormir, pôs-se de pé. Como as pedras no estômago lhe davam muita sede, quis ir a um poço para beber. Mas, quando começou a andar e a se movimentar, as pedras em sua barriga batiam umas nas outras e faziam barulho. Então ele gritou:

“O que ronca e retumba
dentro da minha barriga?
Pensei que fossem seis cabritinhos,
mas são só pedras.”

Quando chegou ao poço e se inclinou sobre a água para beber, as pedras pesadas o puxaram para dentro, e ele teve de se afogar miseravelmente. Ao verem isso, os sete cabritinhos vieram correndo e gritaram bem alto:

— O lobo morreu! O lobo morreu!

E dançaram de alegria com a mãe ao redor do poço.


Sobre esta edição

Obra
Der Wolf und die sieben jungen Geislein
Autoria original
Irmãos Grimm
Texto em português
Tradução do original
Edição publicada
1.0.0
Tradução
Codex · tradução assistida por IA
Revisão
Codex · revisão independente por IA
Produção
Bons Filhos Educação
Publicação
30/10/2026
Edições e fontes

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Der Wolf und die sieben jungen Geislein

Kinder- und Hausmärchen · 1857 · Alemão · 7. Große Ausgabe
Volume I. Página 26–29. Consultar esta edição ↗
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Fonte deste texto ↗

Es war einmal eine alte Geis, die hatte sieben junge Geislein, und hatte sie lieb, wie eine Mutter ihre Kinder lieb hat. Eines Tages wollte sie in den Wald gehen und Futter holen, da rief sie alle sieben herbei und sprach „liebe Kinder, ich will hinaus in den Wald, seid auf eurer Hut vor dem Wolf, wenn er herein kommt, so frißt er Euch alle mit Haut und Haar. Der Bösewicht verstellt sich oft, aber an seiner rauhen Stimme und an seinen schwarzen Füßen werdet ihr ihn gleich erkennen.“ Die Geislein sagten, „liebe Mutter, wir wollen uns schon in Acht nehmen, Ihr könnt ohne Sorge fortgehen.“ Da meckerte die Alte und machte sich getrost auf den Weg. Es dauerte nicht lange, so klopfte jemand an die Hausthür und rief „macht auf, ihr lieben Kinder, eure Mutter ist da und hat jedem von Euch etwas mitgebracht.“ Aber die Geiserchen hörten an der rauhen Stimme daß es der Wolf war, „wir machen nicht auf,“ riefen sie, „du bist unsere Mutter nicht, die hat eine feine und liebliche Stimme, aber deine Stimme ist rauh; du bist der Wolf.“ Da gieng der Wolf fort zu einem Krämer, und kaufte sich ein großes Stück Kreide: die aß er und machte damit seine Stimme fein. Dann kam er zurück, klopfte an die Hausthür und rief „macht auf, ihr lieben Kinder, eure Mutter ist da und hat jedem von Euch etwas mitgebracht.“ Aber der Wolf hatte seine schwarze Pfote in das Fenster gelegt, das sahen die Kinder und riefen „wir machen nicht auf, unsere Mutter hat keinen schwarzen Fuß, wie du: du bist der Wolf.“ Da lief der Wolf zu einem Bäcker und sprach „ich habe mich an den Fuß gestoßen, streich mir Teig darüber.“ Und als ihm der Bäcker die Pfote bestrichen hatte, so lief er zum Müller und sprach „streu mir weißes Mehl auf meine Pfote.“ Der Müller dachte „der Wolf will einen betrügen“ und weigerte sich, aber der Wolf sprach „wenn du es nicht thust, so fresse ich dich.“ Da fürchtete sich der Müller und machte ihm die Pfote weiß. Ja, das sind die Menschen. Nun gieng der Bösewicht zum drittenmal zu der Hausthüre, klopfte an und sprach „macht mir auf, Kinder, euer liebes Mütterchen ist heim gekommen und hat jedem von Euch etwas aus dem Walde mitgebracht.“ Die Geiserchen riefen „zeig uns erst deine Pfote, damit wir wissen daß du unser liebes Mütterchen bist.“ Da legte er die Pfote ins Fenster, und als sie sahen daß sie weiß war, so glaubten sie es wäre alles wahr, was er sagte, und machten die Thüre auf. Wer aber hereinkam, das war der Wolf. Sie erschraken und wollten sich verstecken. Das eine sprang unter den Tisch, das zweite ins Bett, das dritte in den Ofen, das vierte in die Küche, das fünfte in den Schrank, das sechste unter die Waschschüssel, das siebente in den Kasten der Wanduhr. Aber der Wolf fand sie alle und machte nicht langes Federlesen: eins nach dem andern schluckte er in seinen Rachen; nur das jüngste in dem Uhrkasten das fand er nicht. Als der Wolf seine Lust gebüßt hatte, trollte er sich fort, legte sich draußen auf der grünen Wiese unter einen Baum und fieng an zu schlafen. Nicht lange danach kam die alte Geis aus dem Walde wieder heim. Ach, was mußte sie da erblicken! Die Hausthüre stand sperrweit auf: Tisch, Stühle und Bänke waren umgeworfen, die Waschschüssel lag in Scherben, Decke und Kissen waren aus dem Bett gezogen. Sie suchte ihre Kinder, aber nirgend waren sie zu finden. Sie rief sie nacheinander bei Namen, aber niemand antwortete. Endlich als sie an das jüngste kam, da rief eine feine Stimme „liebe Mutter, ich stecke im Uhrkasten.“ Sie holte es heraus, und es erzählte ihr daß der Wolf gekommen wäre und die andern alle gefressen hätte. Da könnt ihr denken wie sie über ihre armen Kinder geweint hat. Endlich gieng sie in ihrem Jammer hinaus, und das jüngste Geislein lief mit. Als sie auf die Wiese kam, so lag da der Wolf an dem Baum und schnarchte daß die Äste zitterten. Sie betrachtete ihn von allen Seiten, und sah daß in seinem angefüllten Bauch sich etwas regte und zappelte. „Ach Gott,“ dachte sie, „sollten meine armen Kinder, die er zum Abendbrot hinunter gewürgt hat, noch am Leben sein?“ Da mußte das Geislein nach Haus laufen und Scheere, Nadel und Zwirn holen. Dann schnitt sie dem Ungethüm den Wanst auf, und kaum hatte sie einen Schnitt gethan, so streckte schon ein Geislein den Kopf heraus, und als sie weiter schnitt, so sprangen nacheinander alle sechse heraus, und waren noch alle am Leben, und hatten nicht einmal Schaden gelitten, denn das Ungethüm hatte sie in der Gier ganz hinunter geschluckt. Das war eine Freude! Da herzten sie ihre liebe Mutter, und hüpften wie ein Schneider, der Hochzeit hält. Die Alte aber sagte „jetzt geht und sucht Wackersteine, damit wollen wir dem gottlosen Thier den Bauch füllen, so lange es noch im Schlafe liegt.“ Da schleppten die sieben Geiserchen in aller Eile die Steine herbei und steckten sie ihm in den Bauch, so viel sie hinein bringen konnten. Dann nähte ihn die Alte in aller Geschwindigkeit wieder zu, daß er nichts merkte und sich nicht einmal regte. Als der Wolf endlich ausgeschlafen hatte, machte er sich auf die Beine, und weil ihm die Steine im Magen so großen Durst erregten, so wollte er zu einem Brunnen gehen und trinken. Als er aber anfieng zu gehen und sich hin und her zu bewegen, so stießen die Steine in seinem Bauch aneinander und rappelten. Da rief er „was rumpelt und pumpelt in meinem Bauch herum? ich meinte es wären sechs Geislein, so sinds lauter Wackerstein.“ Und als er an den Brunnen kam und sich über das Wasser bückte und trinken wollte, da zogen ihn die schweren Steine hinein, und er mußte jämmerlich ersaufen. Als die sieben Geislein das sahen, da kamen sie herbei gelaufen, riefen laut „der Wolf ist todt! der Wolf ist todt!“ und tanzten mit ihrer Mutter vor Freude um den Brunnen herum.

O lobo e os sete cabritinhos

As Verdadeiras Histórias · edição em português · 2026 · Português brasileiro · Edição em produção
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