AsVerdadeiras HistóriasOs contos originais, em nossa língua

KHM 8

O músico excêntrico

Irmãos Grimm

Der wunderliche Spielmann

Sobre este conto

Um músico que atravessa sozinho uma floresta toca violino para chamar companhia. Um lobo, uma raposa e uma lebre se aproximam querendo aprender a tocar, mas o músico procura outro tipo de companheiro.

Personagens e estrutura
Personagens
O músico, O lobo, A raposa, A lebre, Um pobre lenhador
Onde se passa
Uma floresta com um velho carvalho oco, uma trilha entre arbustos e uma clareira com um álamo-tremedor.
Acontecimentos
  1. O músico toca para chamar companhia; um lobo pede aulas, mas acaba com as patas presas na fenda de um carvalho.
  2. Uma raposa também pede para aprender. O músico amarra suas patas dianteiras a duas arvorezinhas curvadas, que a suspendem no ar.
  3. O músico prende uma lebre pelo pescoço a um álamo-tremedor e manda que dê vinte voltas ao redor da árvore.
  4. O lobo se liberta e solta a raposa; os dois libertam a lebre e procuram o músico para se vingar.
  5. Um lenhador ouve a música, deixa o trabalho e se aproxima com seu machado.
  6. O lenhador protege o músico, e os animais fogem. O músico toca em agradecimento e segue viagem.
Desfecho
O lobo, a raposa e a lebre, depois de se libertarem das armadilhas, encontram o músico junto de um lenhador encantado por sua música. O homem percebe as intenções dos animais, ergue o machado e se coloca à frente do músico. Os três fogem para a floresta. O músico toca mais uma música para agradecer e continua seu caminho.

Era uma vez um músico excêntrico que atravessava uma floresta completamente sozinho, pensando numa coisa e noutra. Quando já não lhe restava nada em que pensar, disse a si mesmo:

— O tempo está passando devagar demais aqui na floresta. Vou chamar um bom companheiro.

Tirou o violino das costas e tocou uma música que ressoou entre as árvores. Não demorou muito, um lobo veio trotando pelo matagal.

— Ah, vem um lobo! Não é ele que eu quero — disse o músico.

Mas o lobo se aproximou e falou:

— Meu querido músico, como você toca bonito! Eu também gostaria de aprender.

— Isso se aprende depressa — respondeu o músico. — Basta fazer tudo o que eu mandar.

— Ah, músico — disse o lobo —, vou obedecer a você como um aluno a seu mestre.

O músico mandou que o acompanhasse. Depois de caminharem juntos um trecho, chegaram a um velho carvalho, oco por dentro e rachado ao meio.

— Veja — disse o músico —, se quer aprender a tocar violino, ponha as patas da frente nesta fenda.

O lobo obedeceu. Mas o músico pegou depressa uma pedra e, com uma pancada, a encaixou como cunha, prendendo as duas patas com tanta força que o lobo teve de ficar ali, como um prisioneiro.

— Espere aqui até eu voltar — disse o músico, e seguiu seu caminho.

Depois de algum tempo, tornou a dizer a si mesmo:

— O tempo está passando devagar demais aqui na floresta. Vou chamar outro companheiro.

Pegou o violino e voltou a tocar pela floresta. Não demorou muito, uma raposa veio andando sorrateiramente entre as árvores.

— Ah, vem uma raposa! — disse o músico. — Não é ela que eu quero.

A raposa se aproximou e falou:

— Meu querido músico, como você toca bonito! Eu também gostaria de aprender.

— Isso se aprende depressa — disse o músico. — Basta fazer tudo o que eu mandar.

— Ah, músico — respondeu a raposa —, vou obedecer a você como um aluno a seu mestre.

— Siga-me — disse o músico.

Depois de caminharem um trecho, chegaram a uma trilha com arbustos altos dos dois lados. O músico parou, curvou até o chão uma pequena aveleira de um lado e pisou em sua ponta. Depois curvou outra arvorezinha do outro lado e disse:

— Muito bem, raposinha, se quer aprender alguma coisa, dê-me a pata dianteira esquerda.

A raposa obedeceu, e o músico amarrou a pata ao tronco da esquerda.

— Raposinha — disse ele —, agora me dê a direita.

Amarrou-a ao tronco da direita. Depois de conferir se os nós das cordas estavam bem firmes, soltou as árvores. Elas se ergueram de repente e lançaram a raposinha para o alto, deixando-a suspensa no ar, a se debater.

— Espere aqui até eu voltar — disse o músico, e seguiu seu caminho.

Mais uma vez disse a si mesmo:

— O tempo está passando devagar demais aqui na floresta. Vou chamar outro companheiro.

Pegou o violino, e o som ressoou pela floresta. Então veio uma lebrinha, aos saltos.

— Ah, vem uma lebre! — disse o músico. — Não era ela que eu queria.

— Meu querido músico — disse a lebrinha —, como você toca bonito! Eu também gostaria de aprender.

— Isso se aprende depressa — disse o músico. — Basta fazer tudo o que eu mandar.

— Ah, músico — respondeu a lebrinha —, vou obedecer a você como um aluno a seu mestre.

Caminharam juntos um trecho, até chegarem a uma clareira onde havia um álamo-tremedor. O músico amarrou um longo barbante ao pescoço da lebrinha e prendeu a outra ponta na árvore.

— Vamos, lebrinha, dê agora vinte voltas ao redor da árvore! — gritou o músico.

A lebrinha obedeceu. Quando completou as vinte voltas, o barbante também dera vinte voltas no tronco, e ela estava presa. Por mais que puxasse e se debatesse, só fazia o fio se enterrar em seu pescoço macio.

— Espere aqui até eu voltar — disse o músico, e continuou andando.

Enquanto isso, o lobo se retorcera, puxara e mordera a pedra, trabalhando tanto que conseguira libertar as patas e tirá-las da fenda. Cheio de raiva e fúria, correu atrás do músico, querendo despedaçá-lo. Quando a raposa o viu correr, começou a se lamentar e gritou com toda a força:

— Irmão lobo, venha me ajudar! O músico me enganou!

O lobo curvou as arvorezinhas, partiu as cordas com os dentes e soltou a raposa. Ela o acompanhou, querendo se vingar do músico. Encontraram a lebrinha amarrada e também a libertaram. Depois, todos juntos foram procurar seu inimigo.

O músico tornara a tocar o violino pelo caminho, e dessa vez tivera mais sorte. Os sons chegaram aos ouvidos de um pobre lenhador, que logo, querendo ou não, largou o trabalho e se aproximou com o machado debaixo do braço para ouvir a música.

— Finalmente vem o companheiro certo! — disse o músico. — Eu estava procurando um ser humano, e não animais selvagens.

Começou a tocar com tanta beleza e doçura que o pobre homem ficou ali como enfeitiçado, com o coração se abrindo de alegria. Enquanto estava assim, chegaram o lobo, a raposa e a lebrinha. Ele percebeu muito bem que os três tramavam alguma maldade. Ergueu então o machado reluzente e se pôs diante do músico, como se quisesse dizer: “Quem quiser atacá-lo que se cuide, pois terá de se haver comigo.”

Os animais ficaram com medo e fugiram de volta para a floresta. O músico tocou mais uma música para o homem em agradecimento e depois seguiu viagem.


Sobre esta edição

Obra
Der wunderliche Spielmann
Autoria original
Irmãos Grimm
Texto em português
Tradução do original
Edição publicada
1.0.0
Tradução
Codex · tradução assistida por IA
Revisão
Codex · revisão independente por IA
Produção
Bons Filhos Educação
Publicação
30/10/2026
Edições e fontes

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Der wunderliche Spielmann

Kinder- und Hausmärchen · 1857 · Alemão · 7. Große Ausgabe
Volume I. Página 44–47. Consultar esta edição ↗
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Fonte deste texto ↗

Es war einmal ein wunderlicher Spielmann, der gieng durch einen Wald mutterselig allein und dachte hin und her, und als für seine Gedanken nichts mehr übrig war, sprach er zu sich selbst „mir wird hier im Walde Zeit und Weile lang, ich will einen guten Gesellen herbei holen.“ Da nahm er die Geige vom Rücken und fidelte eins daß es durch die Bäume schallte. Nicht lange, so kam ein Wolf durch das Dickicht daher getrabt. „Ach, ein Wolf kommt! nach dem trage ich kein Verlangen,“ sagte der Spielmann: aber der Wolf schritt näher und sprach zu ihm „ei, du lieber Spielmann, was fidelst du so schön! das möcht ich auch lernen.“ „Das ist bald gelernt,“ antwortete ihm der Spielmann, „du mußt nur alles thun, was ich dich heiße.“ „O Spielmann,“ sprach der Wolf, „ich will dir gehorchen, wie ein Schüler seinem Meister.“ Der Spielmann hieß ihn mitgehen, und als sie ein Stück Wegs zusammen gegangen waren, kamen sie an einen alten Eichbaum, der innen hohl und in der Mitte aufgerissen war. „Sieh her,“ sprach der Spielmann, „willst du fideln lernen, so lege die Vorderpfoten in diesen Spalt.“ Der Wolf gehorchte, aber der Spielmann hob schnell einen Stein auf und keilte ihm die beiden Pfoten mit einem Schlag so fest daß er wie ein Gefangener da liegen bleiben mußte. „Warte da so lange bis ich wieder komme,“ sagte der Spielmann und gieng seines Weges.

Über eine Weile sprach er abermals zu sich selber „mir wird hier im Walde Zeit und Weile lang, ich will einen andern Gesellen herbeiholen,“ nahm seine Geige und fidelte wieder in den Wald hinein. Nicht lange, so kam ein Fuchs durch die Bäume daher geschlichen. „Ach, ein Fuchs kommt!“ sagte der Spielmann „nach dem trage ich kein Verlangen.“ Der Fuchs kam zu ihm heran, und sprach „ei, du lieber Spielmann, was fidelst du so schön! das möcht ich auch lernen.“ „Das ist bald gelernt,“ sprach der Spielmann, „du mußt nur alles thun, was ich dich heiße.“ „O Spielmann,“ antwortete der Fuchs, „ich will dir gehorchen, wie ein Schüler seinem Meister.“ „Folge mir,“ sagte der Spielmann, und als sie ein Stück Wegs gegangen waren, kamen sie auf einen Fußweg, zu dessen beiden Seiten hohe Sträuche standen. Da hielt der Spielmann still, bog von der einen Seite ein Haselnußbäumchen zur Erde herab und trat mit dem Fuß auf die Spitze, dann bog er von der andern Seite noch ein Bäumchen herab und sprach „wohlan, Füchslein, wenn du etwas lernen willst, so reich mir deine linke Vorderpfote.“ Der Fuchs gehorchte und der Spielmann band ihm die Pfote an den linken Stamm. „Füchslein,“ sprach er, „nun reich mir die rechte:“ die band er ihm an den rechten Stamm. Und als er nachgesehen hatte, ob die Knoten der Stricke auch fest genug waren, ließ er los, und die Bäumchen fuhren in die Höhe und schnellten das Füchslein hinauf daß es in der Luft schwebte und zappelte. „Warte da so lange bis ich wiederkomme,“ sagte der Spielmann und gieng seines Weges.

Wiederum sprach er zu sich „Zeit und Weile wird mir hier im Walde lang; ich will einen andern Gesellen herbei holen,“ nahm seine Geige, und der Klang erschallte durch den Wald. Da kam ein Häschen daher gesprungen. „Ach, ein Hase kommt!“ sagte der Spielmann, „den wollte ich nicht haben.“ „Ei, du lieber Spielmann,“ sagte das Häschen, „was fidelst du so schön, das möchte ich auch lernen.“ „Das ist bald gelernt,“ sprach der Spielmann, „du mußt nur alles thun was ich dich heiße.“ „O Spielmann,“ antwortete das Häslein, „ich will dir gehorchen wie ein Schüler seinem Meister.“ Sie giengen ein Stück Wegs zusammen, bis sie zu einer lichten Stelle im Wald kamen, wo ein Espenbaum stand. Der Spielmann band dem Häschen einen langen Bindfaden um den Hals, wovon er das andere Ende an den Baum knüpfte. „Munter, Häschen, jetzt spring mir zwanzigmal um den Baum herum,“ rief der Spielmann, und das Häschen gehorchte, und wie es zwanzigmal herumgelaufen war, so hatte sich der Bindfaden zwanzigmal um den Stamm gewickelt, und das Häschen war gefangen, und es mochte ziehen und zerren wie es wollte, es schnitt sich nur den Faden in den weichen Hals. „Warte da so lange bis ich wiederkomme,“ sprach der Spielmann und gieng weiter.

Der Wolf indessen hatte gerückt, gezogen, an dem Stein gebissen, und so lange gearbeitet, bis er die Pfoten frei gemacht und wieder aus der Spalte gezogen hatte. Voll Zorn und Wuth eilte er hinter dem Spielmann her, und wollte ihn zerreißen. Als ihn der Fuchs laufen sah, fieng er an zu jammern, und schrie aus Leibeskräften „Bruder Wolf, komm mir zur Hilfe, der Spielmann hat mich betrogen.“ Der Wolf zog die Bäumchen herab, biß die Schnüre entzwei und machte den Fuchs frei, der mit ihm gieng und an dem Spielmann Rache nehmen wollte. Sie fanden das gebundene Häschen, das sie ebenfalls erlösten, und dann suchten alle zusammen ihren Feind auf.

Der Spielmann hatte auf seinem Weg abermals seine Fidel erklingen lassen, und diesmal war er glücklicher gewesen. Die Töne drangen zu den Ohren eines armen Holzhauers, der alsbald, er mochte wollen oder nicht, von der Arbeit abließ, und mit dem Beil unter dem Arme heran kam die Musik zu hören. „Endlich kommt doch der rechte Geselle,“ sagte der Spielmann, „denn einen Menschen suchte ich und keine wilden Thiere.“ Und fieng an und spielte so schön und lieblich, daß der arme Mann wie bezaubert da stand, und ihm das Herz vor Freude aufgieng. Und wie er so stand, kamen der Wolf, der Fuchs und das Häslein heran, und er merkte wohl daß sie etwas Böses im Schilde führten. Da erhob er seine blinkende Axt und stellte sich vor den Spielmann, als wollte er sagen „wer an ihn will, der hüte sich, der hat es mit mir zu thun.“ Da ward den Thieren angst und liefen in den Wald zurück, der Spielmann aber spielte dem Manne noch eins zum Dank und zog dann weiter.

O músico excêntrico

As Verdadeiras Histórias · edição em português · 2026 · Português brasileiro · Edição em produção
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