AsVerdadeiras HistóriasOs contos originais, em nossa língua

KHM 23

O ratinho, o passarinho e a linguiça

Irmãos Grimm

Von dem Mäuschen, Vögelchen und der Bratwurst

Sobre este conto

Um ratinho, um passarinho e uma linguiça mantêm uma casa em paz, cada qual com uma tarefa: trazer lenha, cuidar da água e do fogo, ou cozinhar. Outro pássaro convence o passarinho de que só ele trabalha demais. Insatisfeito, ele exige que os três troquem os serviços, apesar dos pedidos dos companheiros para que mantenham a organização anterior.

Personagens e estrutura
Personagens
O ratinho que cuida da água, do fogo e da mesa e depois passa a cozinhar, O passarinho que traz lenha e exige a troca de tarefas, A linguiça que cozinha e depois recebe a tarefa de buscar lenha, O outro pássaro que critica a divisão de trabalho, O cachorro que mata a linguiça e a acusa de portar documentos falsos
Onde se passa
Uma casa compartilhada, a floresta de onde vem a lenha, o caminho onde o cachorro encontra a linguiça, a panela da cozinha e o poço.
Acontecimentos
  1. Os três vivem em paz e aumentam seus bens; a linguiça atravessa a comida para engordurá-la e salgá-la, enquanto os companheiros cuidam das outras tarefas.
  2. Um pássaro diz ao passarinho que ele faz o trabalho pesado. Este insiste na mudança, e um sorteio atribui lenha à linguiça, cozinha ao rato e água ao pássaro.
  3. A linguiça demora a voltar. O passarinho sai à procura e encontra um cachorro que a matou e justifica o ato dizendo ter encontrado documentos falsos com ela.
  4. O passarinho leva a lenha para casa; ele e o rato decidem continuar juntos. Ao tentar atravessar os legumes como a linguiça, o rato fica preso e morre.
  5. Sem achar o cozinheiro, o passarinho joga a lenha de um lado para outro. Por descuido, o fogo pega na madeira e provoca um incêndio.
  6. O passarinho vai buscar água, mas o balde cai no poço e ele cai junto, sem conseguir sair; morre afogado.
Desfecho
Depois da morte da linguiça, o rato tenta imitá-la dentro da panela para untar os legumes, fica preso e perde a vida. O passarinho não encontra o cozinheiro, remexe a lenha e, por descuido, começa um incêndio. Ao buscar água, deixa cair o balde no poço e cai junto. Não consegue se recuperar e morre afogado.

Era uma vez um ratinho, um passarinho e uma linguiça que se haviam juntado para viver em sociedade. Cuidavam de uma casa, havia muito tempo viviam bem, em paz e com fartura, e seus bens tinham aumentado bastante. O trabalho do passarinho era voar todos os dias à floresta e trazer lenha. O rato devia carregar água, acender o fogo e pôr a mesa; a linguiça devia cozinhar.

Quem está bem demais sempre sente vontade de novidades! Assim, certo dia, o passarinho encontrou pelo caminho outro pássaro, a quem contou e elogiou sua excelente situação. Mas o outro pássaro o chamou de pobre tolo: ele tinha o trabalho pesado, enquanto os dois em casa levavam boa vida. Pois, depois que o rato acendia o fogo e trazia a água, retirava-se para seu quartinho e descansava até que o mandassem pôr a mesa. A linguicinha ficava junto da panela, cuidando para que a comida cozinhasse bem. Quando estava quase na hora de comer, enroscava-se e passava quatro vezes pelo mingau ou pelos legumes, e assim a comida ficava engordurada, salgada e pronta. Quando o passarinho chegava e largava sua carga, sentavam-se à mesa; depois da refeição, dormiam à vontade até a manhã seguinte. E aquela era uma vida magnífica.

No dia seguinte, por instigação do outro, o passarinho não quis mais ir buscar lenha. Disse que já fora criado por bastante tempo e que, por assim dizer, tivera de fazer papel de bobo para eles. Deviam trocar de serviço e experimentar também de outro jeito. Embora o rato e a linguiça lhe pedissem muito que não o fizessem, o pássaro impôs sua vontade: era preciso arriscar. Tiraram a sorte, e coube à linguiça carregar lenha; o rato passou a cozinhar, e o pássaro devia buscar água.

O que acontece? A linguicinha saiu em busca de lenha, o passarinho acendeu o fogo, e o rato pôs a panela ao fogo. Ficaram esperando a linguicinha voltar com a lenha para o dia seguinte. Mas ela demorou tanto no caminho que os dois começaram a desconfiar de que algo ruim acontecera, e o passarinho voou um trecho ao seu encontro. Não muito longe, encontrou um cachorro na estrada, que havia declarado a pobre linguicinha uma presa livre, agarrando-a e matando-a. O passarinho se queixou muito ao cachorro daquele roubo evidente, mas nenhuma palavra adiantou, pois o cachorro disse que encontrara documentos falsos com a linguiça e que, por isso, ela perdera o direito à vida em favor dele.

Triste, o passarinho tomou a lenha sobre si, voou para casa e contou o que vira e ouvira. Ficaram muito abatidos, mas combinaram fazer o melhor que pudessem e permanecer juntos. Assim, o passarinho pôs a mesa, e o rato preparou a comida. Queria servi-la e, como antes fazia a linguicinha, enroscar-se e passar por dentro da panela, atravessando os legumes para untá-los. Mas, antes de chegar ao meio, ficou preso e teve de deixar ali pele, pelos e também a vida.

Quando o passarinho veio servir a comida, não havia cozinheiro. Assustado, ele jogou a lenha de um lado para outro, chamou e procurou, mas não conseguiu mais encontrar seu cozinheiro. Por descuido, o fogo pegou na lenha e começou um incêndio. O passarinho correu para buscar água, mas o balde lhe caiu no poço, e ele caiu junto. Não conseguiu tornar a sair e teve de morrer afogado ali.


Sobre esta edição

Obra
Von dem Mäuschen, Vögelchen und der Bratwurst
Autoria original
Irmãos Grimm
Texto em português
Tradução do original
Edição publicada
1.0.0
Tradução
Codex · tradução assistida por IA
Revisão
Codex · revisão independente por IA
Produção
Bons Filhos Educação
Publicação
30/10/2026
Edições e fontes

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Von dem Mäuschen, Vögelchen und der Bratwurst

Kinder- und Hausmärchen · 1857 · Alemão · 7. Große Ausgabe
Volume I. Página 131–132. Consultar esta edição ↗
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Es waren einmal ein Mäuschen, ein Vögelchen und eine Bratwurst in Gesellschaft gerathen, hatten einen Haushalt geführt, lange wohl und köstlich im Frieden gelebt, und trefflich an Gütern zugenommen. Des Vögelchens Arbeit war, daß es täglich im Wald fliegen und Holz beibringen müßte. Die Maus sollte Wasser tragen, Feuer anmachen und den Tisch decken, die Bratwurst aber sollte kochen.

Wem zu wohl ist, den gelüstet immer nach neuen Dingen! Also eines Tages stieß dem Vöglein unterwegs ein anderer Vogel auf, dem es seine treffliche Gelegenheit erzählte und rühmte. Derselbe andere Vogel schalt es aber einen armen Tropf, der große Arbeit, die beiden zu Haus aber gute Tage hätten. Denn, wenn die Maus ihr Feuer angemacht und Wasser getragen hatte, so begab sie sich in ihr Kämmerlein zur Ruhe bis man sie hieß den Tisch decken. Das Würstlein blieb beim Hafen, sah zu daß die Speise wohl kochte, und wenn es bald Essenszeit war, schlingte es sich ein mal viere durch den Brei oder das Gemüs, so war es geschmalzen, gesalzen und bereitet. Kam dann das Vöglein heim und legte seine Bürde ab, so saßen sie zu Tisch, und nach gehabtem Mahl schliefen sie sich die Haut voll bis den andern Morgen; und das war ein herrlich Leben.

Das Vöglein anderes Tages wollte aus Anstiftung nicht mehr ins Holz, sprechend es wäre lang genug Knecht gewesen, und hätte gleichsam ihr Narr sein müssen, sie sollten einmal umwechseln und es auf eine andere Weise auch versuchen. Und wie wohl die Maus und auch die Bratwurst heftig dafür bat, so war der Vogel doch Meister: es mußte gewagt sein, spieleten derowegen, und kam das Loos auf die Bratwurst, die mußte Holz tragen, die Maus ward Koch, und der Vogel sollte Wasser holen.

Was geschieht? das Bratwürstchen zog fort gen Holz, das Vöglein machte Feuer an, die Maus stellte den Topf zu, und erwarteten allein, bis Bratwürstchen heim käme und Holz für den andern Tag brächte. Es blieb aber das Würstlein so lange unterwegs, daß ihnen beiden nichts gutes vorkam, und das Vöglein ein Stück Luft hinaus entgegen flog. Unfern aber findet es einen Hund am Weg, der das arme Bratwürstlein als frei Beut angeworfen, angepackt und niedergemacht. Das Vöglein beschwerte sich auch dessen als eines offenbaren Raubes sehr gegen den Hund, aber es half kein Wort, denn, sprach der Hund, er hätte falsche Briefe bei der Bratwurst gefunden, deswegen wäre sie ihm des Lebens verfallen gewesen.

Das Vöglein, traurig, nahm das Holz auf sich, flog heim und erzählte was es gesehn und gehört. Sie waren sehr betrübt, verglichen sich aber das beste zu thun und beisammen zu bleiben. Derowegen so deckte das Vöglein den Tisch und die Maus rüstete das Essen, und wollte anrichten, und in den Hafen, wie zuvor das Würstlein, durch das Gemüs schlingen und schlüpfen, dasselbe zu schmelzen: aber ehe sie in die Mitte kam, ward sie angehalten und mußte Haut und Haar und dabei das Leben lassen.

Als das Vöglein kam und wollte das Essen auftragen, da war kein Koch vorhanden. Das Vöglein warf bestürzt das Holz hin und her, rufte und suchte, konnte aber seinen Koch nicht mehr finden. Aus Unachtsamkeit kam das Feuer in das Holz, also daß eine Brunst entstand: das Vöglein eilte Wasser zu langen, da entfiel ihm der Eimer in den Brunnen, und es mit hinab, daß es sich nicht mehr erholen konnte und da ersaufen mußte.

O ratinho, o passarinho e a linguiça

As Verdadeiras Histórias · edição em português · 2026 · Português brasileiro · Edição em produção
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