AsVerdadeiras HistóriasOs contos originais, em nossa língua

KHM 25

Os sete corvos

Irmãos Grimm

Die sieben Raben

Sobre este conto

Um homem com sete filhos finalmente tem a menina que desejava. A recém-nascida é fraca, e ele manda buscar água para um batismo de emergência. Os meninos deixam o cântaro cair no poço e não voltam; impaciente e temendo pela filha, o pai deseja que se tornem corvos. Anos depois, a menina descobre que teve irmãos e parte escondida para procurá-los e libertá-los.

Personagens e estrutura
Personagens
O pai que deseja uma filha e amaldiçoa os sete meninos, A mãe das oito crianças, Os sete irmãos transformados em corvos, A irmã mais nova que parte para libertá-los, As pessoas que responsabilizam a menina pela desgraça, O Sol que devora crianças e a Lua que fareja carne humana, As estrelas acolhedoras e a estrela da manhã, O anãozinho da montanha de vidro
Onde se passa
Casa da família e fonte de água para o batismo; a viagem até o fim do mundo, o Sol, a Lua e as estrelas; a montanha de vidro, com portão trancado e a morada dos sete corvos.
Acontecimentos
  1. O pai manda buscar água para batizar a filha fraca. Os sete meninos deixam cair o cântaro no poço, temem voltar e são transformados em corvos pelo desejo do pai.
  2. Ao descobrir os irmãos e ouvir que era culpada, a menina parte para salvá-los, levando um anel dos pais, pão, água e uma cadeirinha.
  3. Ela foge do Sol e da Lua e é acolhida pelas estrelas. A estrela da manhã lhe dá um ossinho de galinha para abrir a montanha de vidro onde estão os irmãos.
  4. Ao chegar ao portão, descobre que perdeu o ossinho. Corta um de seus dedinhos e o usa para abrir; um anãozinho a deixa esperar pelos corvos.
  5. A menina come e bebe um pouco de cada um dos sete pratos e copos e deixa o anel no último copo. Os corvos voltam e percebem que um ser humano esteve ali.
  6. O sétimo reconhece o anel dos pais e deseja que a irmã esteja presente para libertá-los; ela aparece, todos recuperam a forma humana e voltam para casa.
Desfecho
O sétimo corvo encontra no copo o anel do pai e da mãe e pede a Deus que a irmãzinha esteja ali, pois assim seriam libertos. Ela escuta atrás da porta e se mostra. Todos os corvos recuperam a forma humana, abraçam-se e beijam-se, e os irmãos voltam alegres para casa.

Um homem tinha sete filhos e ainda nenhuma filhinha, por mais que a desejasse. Por fim, sua mulher voltou a lhe dar boas esperanças de uma criança e, quando nasceu, era mesmo uma menina. A alegria foi grande, mas a criança era miúda e franzina, e, por causa de sua fraqueza, devia receber o batismo de emergência. O pai mandou depressa um dos meninos à fonte buscar água para o batismo. Os outros seis correram junto e, como cada um queria ser o primeiro a tirar a água, deixaram o cântaro cair no poço. Ficaram ali sem saber o que fazer, e nenhum se atrevia a voltar para casa. Como não retornavam, o pai se impacientou e disse: “Com certeza se esqueceram de novo por causa de alguma brincadeira, aqueles meninos sem Deus!” Teve medo de que a menina morresse sem batismo e, zangado, gritou: “Quem dera todos os meninos virassem corvos!” Mal terminara de dizer aquilo, ouviu um bater de asas no ar acima da cabeça, ergueu os olhos e viu sete corvos negros como carvão voando para longe.

Os pais não podiam mais desfazer a maldição. Embora estivessem tristes com a perda dos sete filhos, consolavam-se um pouco com a querida filhinha, que logo ganhou forças e ficava mais bonita a cada dia. Durante muito tempo, ela nem soube que tivera irmãos, pois os pais evitavam mencioná-los. Até que um dia, por acaso, ouviu as pessoas falarem dela: a menina era bonita, sim, mas no fundo era culpada pela desgraça dos sete irmãos. Muito triste, foi perguntar ao pai e à mãe se tivera irmãos e para onde eles haviam ido. Os pais já não podiam esconder o segredo, mas disseram que aquilo fora um desígnio do céu, e que seu nascimento tinha sido apenas a ocasião inocente. A menina, porém, sentia todos os dias um peso na consciência por isso e acreditava que devia libertar os irmãos. Não teve paz nem descanso até sair escondida pelo vasto mundo, para procurá-los em algum lugar e libertá-los, custasse o que custasse. Levou apenas um anelzinho dos pais como lembrança, um pão para a fome, um pequeno cântaro de água para a sede e uma cadeirinha para o cansaço.

Foi andando sem parar, para muito, muito longe, até o fim do mundo. Chegou ao sol, mas ele era quente demais e terrível, e devorava as criancinhas. Ela fugiu depressa e foi até a lua, mas esta era fria demais, além de medonha e má. Quando percebeu a criança, disse: “Sinto cheiro, cheiro de carne humana.” A menina se apressou em sair dali e chegou às estrelas. Elas foram amigas e bondosas, e cada uma estava sentada em sua própria cadeirinha. A estrela da manhã se levantou, deu-lhe um ossinho de galinha e disse: “Sem esse ossinho, você não pode abrir a montanha de vidro, e é na montanha de vidro que estão seus irmãos.”

A menina pegou o ossinho, embrulhou-o bem num lencinho e continuou andando até chegar à montanha de vidro. O portão estava trancado. Quis tirar o ossinho, mas, quando abriu o lenço, ele estava vazio: havia perdido o presente das boas estrelas. O que faria agora? Queria salvar os irmãos e não tinha chave para a montanha de vidro. A boa irmãzinha pegou uma faca, cortou um de seus dedinhos, enfiou-o no portão e conseguiu abrir. Depois que entrou, veio ao seu encontro um anãozinho, que perguntou: “Minha criança, o que você procura?” “Procuro meus irmãos, os sete corvos”, respondeu. O anão disse: “Os senhores corvos não estão em casa. Mas, se quiser esperar até que voltem, entre.” Então trouxe a comida dos corvos em sete pratinhos e sete copinhos. A irmãzinha comeu um pedacinho de cada prato e bebeu um golinho de cada copo. No último copinho, porém, deixou cair o anel que trouxera.

De repente, ouviu no ar um bater de asas e um sopro, e o anãozinho disse: “Agora os senhores corvos vêm voando de volta para casa.” Eles chegaram, quiseram comer e beber e procuraram seus pratinhos e copinhos. Um depois do outro disse: “Quem comeu do meu pratinho? Quem bebeu do meu copinho? Foi a boca de um ser humano.” Quando o sétimo chegou ao fundo do copo, o anelzinho rolou ao seu encontro. Olhou-o, reconheceu que era um anel do pai e da mãe e disse: “Que Deus permita que nossa irmãzinha esteja aqui! Assim estaríamos libertos.” A menina, que estava atrás da porta escutando, ouviu o desejo e apareceu. Então todos os corvos recuperaram a forma humana. Abraçaram-se, beijaram-se e voltaram alegres para casa.


Sobre esta edição

Obra
Die sieben Raben
Autoria original
Irmãos Grimm
Texto em português
Tradução do original
Edição publicada
1.0.0
Tradução
Codex · tradução assistida por IA
Revisão
Codex · revisão independente por IA
Produção
Bons Filhos Educação
Publicação
30/10/2026
Edições e fontes

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Die sieben Raben

Kinder- und Hausmärchen · 1857 · Alemão · 7. Große Ausgabe
Volume I. Página 137–139. Consultar esta edição ↗
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Ein Mann hatte sieben Söhne und immer noch kein Töchterchen, so sehr er sichs auch wünschte; endlich gab ihm seine Frau wieder gute Hoffnung zu einem Kind, und wies zur Welt kam, wars auch ein Mädchen. Die Freude war groß, aber das Kind war schmächtig und klein, und sollte wegen seiner Schwachheit die Nothtaufe haben. Der Vater schickte einen der Knaben eilends zur Quelle, Taufwasser zu holen: die andern sechs liefen mit und weil jeder der erste beim Schöpfen sein wollte, so fiel ihnen der Krug in den Brunnen. Da standen sie und wußten nicht was sie thun sollten, und keiner getraute sich heim. Als sie immer nicht zurück kamen, ward der Vater ungeduldig und sprach ‘gewiß haben sies wieder über ein Spiel vergessen, die gottlosen Jungen.’ Es ward ihm angst das Mädchen müßte ungetauft verscheiden und im Ärger rief er ‘ich wollte daß die Jungen alle zu Raben würden.’ Kaum war das Wort ausgeredet, so hörte er ein Geschwirr über seinem Haupt in der Luft, blickte in die Höhe und sah sieben kohlschwarze Raben auf und davon fliegen.

Die Eltern konnten die Verwünschung nicht mehr zurücknehmen, und so traurig sie über den Verlust ihrer sieben Söhne waren, trösteten sie sich doch einigermaßen durch ihr liebes Töchterchen, das bald zu Kräften kam, und mit jedem Tage schöner ward. Es wußte lange Zeit nicht einmal daß es Geschwister gehabt hatte, denn die Eltern hüteten sich ihrer zu erwähnen, bis es eines Tags von ungefähr die Leute von sich sprechen hörte, das Mädchen wäre wohl schön, aber doch eigentlich Schuld an dem Unglück seiner sieben Brüder. Da ward es ganz betrübt, gieng zu Vater und Mutter und fragte ob es denn Brüder gehabt hätte und wo sie hingerathen wären? Nun durften die Eltern das Geheimnis nicht länger verschweigen, sagten jedoch es sei so des Himmels Verhängnis und seine Geburt nur der unschuldige Anlaß gewesen. Allein das Mädchen machte sich täglich ein Gewissen daraus und glaubte es müßte seine Geschwister wieder erlösen. Es hatte nicht Ruh und Rast, bis es sich heimlich aufmachte und in die weite Welt gieng, seine Brüder irgendwo aufzuspüren und zu befreien, es möchte kosten was es wollte. Es nahm nichts mit sich als ein Ringlein von seinen Eltern zum Andenken, einen Laib Brot für den Hunger, ein Krüglein Wasser für den Durst, und ein Stühlchen für die Müdigkeit.

Nun gieng es immer zu, weit weit bis an der Welt Ende. Da kam es zur Sonne, aber die war zu heiß und fürchterlich, und fraß die kleinen Kinder. Eilig lief es weg und lief hin zu dem Mond, aber der war gar zu kalt und auch grausig und bös, und als er das Kind merkte, sprach er ‘ich rieche rieche Menschenfleisch.’ Da machte es sich geschwinde fort und kam zu den Sternen, die waren ihm freundlich und gut, und jeder saß auf seinem besondern Stühlchen. Der Morgenstern aber stand auf, gab ihm ein Hinkelbeinchen und sprach ‘wenn du das Beinchen nicht hast, kannst du den Glasberg nicht aufschließen, und in dem Glasberg da sind deine Brüder.’

Das Mädchen nahm das Beinchen, wickelte es wohl in ein Tüchlein, und gieng wieder fort so lange bis es an den Glasberg kam. Das Thor war verschlossen und es wollte das Beinchen hervor holen, aber wie es das Tüchlein aufmachte, so war es leer, und es hatte das Geschenk der guten Sterne verloren. Was sollte es nun anfangen? seine Brüder wollte es erretten und hatte keinen Schlüssel zum Glasberg. Das gute Schwesterchen nahm ein Messer, schnitt sich ein kleines Fingerchen ab, steckte es in das Thor und schloß glücklich auf. Als es eingegangen war, kam ihm ein Zwerglein entgegen, das sprach ‘mein Kind, was suchst du?’ ‘Ich suche meine Brüder, die sieben Raben’ antwortete es. Der Zwerg sprach ‘die Herren Raben sind nicht zu Haus, aber willst du hier so lang warten, bis sie kommen, so tritt ein.’ Darauf trug das Zwerglein die Speise der Raben herein auf sieben Tellerchen und in sieben Becherchen, und von jedem Tellerchen aß das Schwesterchen ein Bröckchen, und aus jedem Becherchen trank es ein Schlückchen; in das letzte Becherchen aber ließ es das Ringlein fallen, das es mitgenommen hatte.

Auf einmal hörte es in der Luft ein Geschwirr und ein Geweh, da sprach das Zwerglein ‘jetzt kommen die Herren Raben heim geflogen.’ Da kamen sie, wollten essen und trinken, und suchten ihre Tellerchen und Becherchen. Da sprach einer nach dem andern ‘wer hat von meinem Tellerchen gegessen? wer hat aus meinem Becherchen getrunken? das ist eines Menschen Mund gewesen.’ Und wie der siebente auf den Grund des Bechers kam, rollte ihm das Ringlein entgegen. Da sah er es an und erkannte daß es ein Ring von Vater und Mutter war, und sprach ‘Gott gebe, unser Schwesterlein wäre da, so wären wir erlöst.’ Wie das Mädchen, das hinter der Thüre stand und lauschte, den Wunsch hörte, so trat es hervor, und da bekamen alle die Raben ihre menschliche Gestalt wieder. Und sie herzten und küßten einander, und zogen fröhlich heim.

Os sete corvos

As Verdadeiras Histórias · edição em português · 2026 · Português brasileiro · Edição em produção
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