KHM 13
Os três homenzinhos da floresta
Die drei Männlein im Walde
Sobre este conto
Depois do casamento do pai, uma menina passa a sofrer os maus-tratos da madrasta, que favorece a própria filha. Em pleno inverno, é mandada à floresta com um vestido de papel para buscar morangos. Numa casinha encontra três homenzinhos e divide com eles seu pouco pão. A visita traz dons que despertam a inveja da irmã postiça.
Personagens e estrutura
- Personagens
- A filha do homem, enteada que se torna rainha, O pai viúvo, A madrasta viúva, A filha da madrasta, irmã postiça, Os três homenzinhos da floresta, O rei, O filho da rainha, O ajudante de cozinha
- Onde se passa
- A casa da família, a floresta nevada com a casinha dos homenzinhos, o rio congelado e o castelo junto à correnteza.
- Acontecimentos
- O pai decide casar após testar uma bota furada. Em três manhãs, o tratamento das meninas se inverte e a enteada passa a ser maltratada.
- Mandada buscar morangos no inverno, a enteada partilha pão e varre a neve. Recebe beleza crescente, moedas ao falar e casamento com um rei.
- A filha da madrasta recusa partilhar e varrer. Recebe feiura crescente, sapos ao falar e morte infeliz; não encontra morangos.
- Obrigada a enxaguar fios no rio congelado, a enteada encontra o rei, casa-se com ele e dá à luz um filho.
- A madrasta e sua filha jogam a rainha no rio e a substituem. Como pata, ela volta, pergunta pelos hóspedes e pelo filho e amamenta o menino.
- Na terceira noite, o rei segue a instrução de balançar a espada três vezes sobre ela. A rainha retorna viva; depois do batizado, o rei interroga a velha.
- Desfecho
- O rei recupera a esposa e a mantém escondida até o batizado do filho. Pergunta qual castigo merece quem tira alguém da cama e o joga na água. A velha responde que deve ser posto num barril revestido de pregos e rolado até a água. O rei declara que ela pronunciou a própria sentença. A velha e sua filha são fechadas num barril assim, que rola ladeira abaixo e cai no rio.
Havia um homem cuja mulher morreu, e uma mulher cujo marido morreu. O homem tinha uma filha, e a mulher também tinha uma filha. As meninas se conheciam, passeavam juntas e depois foram à casa da mulher. Ela disse à filha do homem: “Escute, diga a seu pai que eu gostaria de me casar com ele. Então, todas as manhãs, você poderá se lavar com leite e beber vinho, enquanto minha filha se lavará com água e beberá água.” A menina voltou para casa e contou ao pai o que a mulher dissera. O homem falou: “O que devo fazer? Casar é uma alegria e também um tormento.” Por fim, como não conseguia se decidir, tirou a bota e disse: “Pegue esta bota, que tem um buraco na sola, leve-a ao sótão, pendure-a no prego grande e despeje água dentro dela. Se segurar a água, tornarei a me casar; mas, se a água escorrer, não quero.” A menina fez como lhe fora ordenado. Mas a água fechou o buraco, e a bota se encheu até o alto. Ela contou ao pai como havia sido. Ele mesmo subiu e, vendo que era verdade, foi até a viúva e a pediu em casamento. Celebraram as bodas.
Na manhã seguinte, quando as duas meninas se levantaram, diante da filha do homem havia leite para se lavar e vinho para beber; diante da filha da mulher, porém, havia água para se lavar e água para beber. Na segunda manhã havia água para se lavar e água para beber tanto para a filha do homem como para a filha da mulher. E, na terceira manhã, havia água para se lavar e água para beber para a filha do homem, e leite para se lavar e vinho para beber para a filha da mulher. E assim ficou. A mulher passou a odiar mortalmente a enteada e não sabia como tornar sua vida pior de um dia para o outro. Também tinha inveja, porque a enteada era bonita e encantadora, enquanto sua própria filha era feia e desagradável.
Uma vez, no inverno, quando tudo congelara duro como pedra e montes e vales estavam cobertos de neve, a mulher fez um vestido de papel, chamou a menina e disse: “Vista este vestido, vá à floresta e me traga uma cestinha cheia de morangos; estou com vontade de comê-los.” “Meu Deus”, disse a menina, “não nascem morangos no inverno. A terra está congelada, e a neve cobriu tudo. E por que devo ir com o vestido de papel? Está tão frio lá fora que o hálito congela. O vento atravessa o papel, e os espinhos vão arrancá-lo do meu corpo.” “Ainda quer me contrariar?”, disse a madrasta. “Trate de ir embora e não apareça de novo antes de ter a cestinha cheia de morangos.” Deu-lhe ainda um pedacinho de pão duro e disse: “Você pode comer disso durante o dia.” E pensou: “Lá fora ela vai morrer de frio e de fome e nunca mais aparecer diante de meus olhos.”
A menina obedeceu, vestiu o vestido de papel e saiu com a cestinha. Por toda parte só havia neve, e não se via uma só folha verde de capim. Quando entrou na floresta, viu uma casinha de onde espiavam três homenzinhos. Desejou-lhes um bom dia e bateu à porta com modéstia. Eles a mandaram entrar, e ela entrou no cômodo e se sentou no banco junto à estufa para se aquecer e comer seu desjejum. Os homenzinhos disseram: “Dê um pouco para nós também.” “Com prazer”, disse ela, dividiu seu pedacinho de pão em dois e lhes deu a metade. Eles perguntaram: “O que você quer aqui na floresta em pleno inverno, com esse vestidinho fino?” “Ah”, respondeu ela, “tenho de procurar uma cestinha cheia de morangos e não posso voltar para casa antes de levá-la comigo.” Quando terminou de comer o pão, deram-lhe uma vassoura e disseram: “Varra com ela a neve junto à porta dos fundos.” Enquanto ela estava lá fora, os três homenzinhos conversaram entre si: “O que lhe daremos de presente, por ser tão educada e boa e ter dividido seu pão conosco?” O primeiro disse: “Dou-lhe o presente de ficar mais bonita a cada dia.” O segundo disse: “Dou-lhe o presente de que moedas de ouro lhe caiam da boca sempre que disser uma palavra.” O terceiro disse: “Dou-lhe o presente de que um rei venha e a tome por esposa.”
A menina fez como os homenzinhos tinham dito, varreu com a vassoura a neve atrás da casinha, e o que vocês acham que ela encontrou? Só morangos maduros, de um vermelho bem escuro, saindo da neve. Alegre, encheu a cestinha, agradeceu aos homenzinhos, apertou a mão de cada um e correu para casa, querendo levar à madrasta o que ela pedira. Ao entrar e dizer “Boa noite”, caiu-lhe logo uma moeda de ouro da boca. Depois contou o que lhe acontecera na floresta, mas a cada palavra que dizia lhe caíam moedas de ouro da boca, de modo que logo o cômodo inteiro ficou coberto delas. “Vejam só que arrogância!”, gritou a irmã postiça. “Jogar o ouro assim!” Mas, em segredo, estava com inveja e também queria ir à floresta procurar morangos. A mãe disse: “Não, minha querida filhinha, está frio demais, você pode morrer de frio.” Mas a filha não lhe dava sossego, e por fim ela cedeu, costurou-lhe um magnífico casaco de peles para vestir e lhe deu pão com manteiga e bolo para o caminho.
A menina foi à floresta e seguiu diretamente para a casinha. Os três homenzinhos tornaram a espiar, mas ela não os cumprimentou. Sem olhar para eles nem lhes dar uma saudação, entrou aos tropeços no cômodo, sentou-se junto à estufa e começou a comer seu pão com manteiga e seu bolo. “Dê um pouco para nós”, pediram os pequeninos. Mas ela respondeu: “Nem para mim está gostoso; como posso dar um pouco aos outros?” Quando acabou de comer, eles disseram: “Aqui está uma vassoura; limpe lá fora, diante da porta dos fundos.” “Ora, limpem vocês mesmos”, respondeu ela. “Não sou sua criada.” Ao ver que não queriam lhe dar presente algum, saiu pela porta. Os homenzinhos conversaram entre si: “O que lhe daremos de presente por ser tão malcriada e ter um coração mau e invejoso, que não deseja que ninguém tenha coisa alguma?” O primeiro disse: “Dou-lhe o presente de ficar mais feia a cada dia.” O segundo disse: “Dou-lhe o presente de que a cada palavra que disser lhe salte um sapo da boca.” O terceiro disse: “Dou-lhe o presente de morrer de uma morte infeliz.” A menina procurou morangos lá fora, mas, como não encontrou nenhum, voltou contrariada para casa. Quando abriu a boca para contar à mãe o que lhe acontecera na floresta, saltou-lhe um sapo da boca a cada palavra, de modo que todos passaram a sentir repugnância por ela.
A madrasta se irritou ainda mais e só pensava em como causar toda sorte de desgostos à filha do homem, cuja beleza aumentava a cada dia. Por fim pegou um caldeirão, pôs no fogo e ferveu fios dentro dele. Quando estavam fervidos, colocou-os sobre os ombros da pobre menina e lhe deu um machado: ela deveria ir ao rio congelado, abrir um buraco no gelo e enxaguar os fios. A menina obedeceu, foi até lá e abriu um buraco no gelo a machadadas. Enquanto ainda golpeava o gelo, chegou uma magnífica carruagem, dentro da qual estava o rei. A carruagem parou, e o rei perguntou: “Minha filha, quem é você e o que está fazendo aí?” “Sou uma pobre menina e estou enxaguando fios.” O rei sentiu pena e, vendo como ela era bonita, disse: “Quer ir comigo?” “Ah, sim, de todo o coração”, respondeu ela, pois estava feliz por poder se afastar da mãe e da irmã.
Subiu então na carruagem e partiu com o rei. Ao chegarem ao castelo, celebraram o casamento com grande pompa, como os homenzinhos tinham dado de presente à menina. Um ano depois a jovem rainha deu à luz um filho. Quando a madrasta soube de tamanha felicidade, foi ao castelo com a filha e fingiu que vinha fazer uma visita. Mas, quando o rei saiu e não havia mais ninguém por perto, a mulher má agarrou a rainha pela cabeça, e sua filha a agarrou pelos pés. Tiraram-na da cama e a jogaram pela janela no rio que passava ali. Depois a filha feia se deitou na cama, e a velha a cobriu até por cima da cabeça. Quando o rei voltou e quis falar com a esposa, a velha gritou: “Silêncio, silêncio, agora não é possível. Ela está suando muito, deixe-a descansar hoje.” O rei não suspeitou de mal algum e só voltou na manhã seguinte. Quando falou com a esposa e ela lhe respondeu, a cada palavra saltava um sapo de sua boca, enquanto antes caía uma moeda de ouro. Ele perguntou o que era aquilo, mas a velha disse que ela tinha ficado assim por causa do suor intenso e que logo passaria.
À noite, porém, o ajudante de cozinha viu uma pata chegar nadando pelo escoadouro. Ela disse:
“Rei, o que está fazendo?
Está dormindo ou acordado?”
Como ele não respondeu, ela perguntou:
“Como estão meus convidados?”
O ajudante de cozinha respondeu:
“Dormem profundamente.”
Ela perguntou ainda:
“Como está meu filhinho?”
Ele respondeu:
“Dorme bem no bercinho.”
Então ela subiu sob a forma da rainha, deu de mamar ao menino, sacudiu sua caminha, cobriu-o e tornou a sair nadando pelo escoadouro, como pata. Assim veio por duas noites; na terceira, disse ao ajudante de cozinha: “Vá dizer ao rei que pegue sua espada e a balance três vezes sobre mim, na soleira.” O ajudante correu e contou ao rei, que veio com sua espada e a balançou três vezes sobre o espírito. Na terceira vez, sua esposa estava diante dele, viçosa, viva e saudável como antes.
O rei ficou muito alegre, mas manteve a rainha escondida num aposento até o domingo, quando a criança seria batizada. Depois do batizado, perguntou: “O que merece uma pessoa que tira outra da cama e a joga na água?” “Nada melhor”, respondeu a velha, “do que ser metida num barril revestido de pregos e rolada ladeira abaixo até a água.” Então o rei disse: “Você pronunciou sua própria sentença.” Mandou buscar um barril assim e pôr dentro dele a velha e sua filha. Depois pregaram o fundo para fechá-lo e o rolaram ladeira abaixo, até que caiu no rio.
Sobre esta edição
- Obra
- Die drei Männlein im Walde
- Autoria original
- Irmãos Grimm
- Texto em português
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- Edição publicada
- 1.0.0
- Tradução
- Codex · tradução assistida por IA
- Revisão
- Codex · revisão independente por IA
- Produção
- Bons Filhos Educação
- Publicação
- 30/10/2026
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Die drei Männlein im Walde
Ler o original em alemão
Es war ein Mann, dem starb seine Frau, und eine Frau, der starb ihr Mann, und der Mann hatte eine Tochter, und die Frau hatte auch eine Tochter. Die Mädchen waren mit einander bekannt und giengen zusammen spazieren und kamen hernach zu der Frau ins Haus. Da sprach sie zu des Mannes Tochter ‘hör, sage deinem Vater, ich wollte ihn heirathen, dann sollst du jeden Morgen dich in Milch waschen und Wein trinken, meine Tochter aber soll sich in Wasser waschen und Wasser trinken.’ Das Mädchen gieng nach Haus und erzählte seinem Vater was die Frau gesagt hatte. Der Mann sprach ‘was soll ich thun? das Heirathen ist eine Freude und ist auch eine Qual.’ Endlich, weil er keinen Entschluß fassen konnte, zog er seinen Stiefel aus und sagte ‘nimm diesen Stiefel, der hat in der Sohle ein Loch, geh damit auf den Boden, häng ihn an den großen Nagel und gieß dann Wasser hinein. Hält er das Wasser, so will ich wieder eine Frau nehmen, läufts aber durch, so will ich nicht.’ Das Mädchen that wie ihm geheißen war: aber das Wasser zog das Loch zusammen, und der Stiefel ward voll bis obenhin. Es verkündigte seinem Vater wies ausgefallen war. Da stieg er selbst hinauf, und als er sah daß es seine Richtigkeit hatte, gieng er zu der Wittwe und freite sie, und die Hochzeit ward gehalten.
Am andern Morgen, als die beiden Mädchen sich aufmachten, da stand vor des Mannes Tochter Milch zum Waschen und Wein zum Trinken, vor der Frau Tochter aber stand Wasser zum Waschen und Wasser zum Trinken. Am zweiten Morgen stand Wasser zum Waschen und Wasser zum Trinken so gut vor des Mannes Tochter als vor der Frau Tochter. Und am dritten Morgen stand Wasser zum Waschen und Wasser zum Trinken vor des Mannes Tochter, und Milch zum Waschen und Wein zum Trinken vor der Frau Tochter, und dabei bliebs. Die Frau ward ihrer Stieftochter spinnefeind und wußte nicht wie sie es ihr von einem Tag zum andern schlimmer machen sollte. Auch war sie neidisch, weil ihre Stieftochter schön und lieblich war, ihre rechte Tochter aber häßlich und widerlich.
Einmal im Winter, als es steinhart gefroren hatte und Berg und Thal vollgeschneit lag, machte die Frau ein Kleid von Papier, rief das Mädchen und sprach ‘da zieh das Kleid an, geh hinaus in den Wald und hol mir ein Körbchen voll Erdbeeren; ich habe Verlangen darnach.’ ‘Du lieber Gott,’ sagte das Mädchen, ‘im Winter wachsen ja keine Erdbeeren, die Erde ist gefroren, und der Schnee hat auch alles zugedeckt. Und warum soll ich in dem Papierkleide gehen? es ist draußen so kalt, daß einem der Athem friert: da weht ja der Wind hindurch und die Dornen reißen mirs vom Leibe.’ ‘Willst du mir noch widersprechen?’ sagte die Stiefmutter, ‘mach daß du fortkommst, und laß dich nicht eher wieder sehen als bis du das Körbchen voll Erdbeeren hast.’ Dann gab sie ihm noch ein Stückchen hartes Brot und sprach ‘davon kannst du am Tag über essen,’ und dachte ‘draußen wirds erfrieren und verhungern und mir nimmermehr wieder vor die Augen kommen.’
Nun war das Mädchen gehorsam, that das Papierkleid an und gieng mit dem Körbchen hinaus. Da war nichts als Schnee die Weite und Breite, und war kein grünes Hälmchen zu ersehen. Als es in den Wald kam, sah es ein kleines Häuschen, daraus guckten drei kleine Haulemännerchen. Es wünschte ihnen die Tageszeit und klopfte bescheidenlich an die Thür. Sie riefen herein, und es trat in die Stube und setzte sich auf die Bank am Ofen, da wollte es sich wärmen und sein Frühstück essen. Die Haulemännerchen sprachen ‘gib uns auch etwas davon.’ ‘Gerne’ sprach es, theilte sein Stückchen Brot entzwei und gab ihnen die Hälfte. Sie fragten ‘was willst du zur Winterzeit in deinem dünnen Kleidchen hier im Wald?’ ‘Ach,’ antwortete es, ‘ich soll ein Körbchen voll Erdbeeren suchen, und darf nicht eher nach Hause kommen als bis ich es mitbringe.’ Als es sein Brot gegessen hatte, gaben sie ihm einen Besen und sprachen ‘kehre damit an der Hinterthür den Schnee weg.’ Wie es aber draußen war, sprachen die drei Männchen untereinander ‘was sollen wir ihm schenken, weil es so artig und gut ist und sein Brot mit uns getheilt hat?’ Da sagte der erste ‘ich schenke ihm daß es jeden Tag schöner wird.’ Der zweite sprach ‘ich schenke ihm daß Goldstücke ihm aus dem Mund fallen, so oft es ein Wort spricht.’ Der dritte sprach ‘ich schenke ihm daß ein König kommt und es zu seiner Gemahlin nimmt.’
Das Mädchen aber that wie die Haulemännerchen gesagt hatten, kehrte mit dem Besen den Schnee hinter dem kleinen Haus weg, und was glaubt ihr wohl daß es gefunden hat? lauter reife Erdbeeren, die ganz dunkelroth aus dem Schnee hervor kamen. Da raffte es in seiner Freude sein Körbchen voll, dankte den kleinen Männern, gab jedem die Hand und lief nach Haus, und wollte der Stiefmutter das Verlangte bringen. Wie es eintrat und ‘guten Abend’ sagte, fiel ihm gleich ein Goldstück aus dem Mund. Darauf erzählte es was ihm im Walde begegnet war, aber bei jedem Worte, das es sprach, fielen ihm die Goldstücke aus dem Mund, so daß bald die ganze Stube damit bedeckt ward. ‘Nun sehe einer den Übermuth,’ rief die Stiefschwester, ‘das Gold so hinzuwerfen,’ aber heimlich war sie neidisch darüber und wollte auch hinaus in den Wald und Erdbeeren suchen. Die Mutter sprach ‘nein, mein liebes Töchterchen, es ist zu kalt, du könntest mir erfrieren.’ Weil sie ihr aber keine Ruhe ließ, gab sie endlich nach, nähte ihr einen prächtigen Pelzrock, den es anziehen mußte, und gab ihm Butterbrot und Kuchen mit auf den Weg.
Das Mädchen gieng in den Wald und gerade auf das kleine Häuschen zu. Die drei kleinen Haulemänner guckten wieder, aber es grüßte sie nicht, und, ohne sich nach ihnen umzusehen und ohne sie zu grüßen, stolperte es in die Stube hinein, setzte sich an den Ofen und fieng an sein Butterbrot und seinen Kuchen zu essen. ‘Gib uns etwas davon,’ riefen die Kleinen, aber es antwortete ‘es schmeckt mir selber nicht, wie kann ich andern noch davon abgeben?’ Als es nun fertig war mit dem Essen, sprachen sie ‘da hast du einen Besen, kehr uns draußen vor der Hinterthür rein.’ ‘Ei, kehrt euch selber,’ antwortete es, ‘ich bin eure Magd nicht.’ Wie es sah daß sie ihm nichts schenken wollten, gieng es zur Thür hinaus. Da sprachen die kleinen Männer untereinander ‘was sollen wir ihm schenken, weil es so unartig ist und ein böses neidisches Herz hat, das niemand etwas gönnt?’ Der erste sprach ‘ich schenke ihm daß es jeden Tag häßlicher wird.’ Der zweite sprach ‘ich schenke ihm daß ihm bei jedem Wort, das es spricht, eine Kröte aus dem Mund springt.’ Der dritte sprach ‘ich schenke ihm daß es eines unglücklichen Todes stirbt.’ Das Mädchen suchte draußen nach Erdbeeren, als es aber keine fand, gieng es verdrießlich nach Haus. Und wie es den Mund aufthat und seiner Mutter erzählen wollte was ihm im Walde begegnet war, da sprang ihm bei jedem Wort eine Kröte aus dem Mund, so daß alle einen Abscheu vor ihm bekamen.
Nun ärgerte sich die Stiefmutter noch viel mehr und dachte nur daran wie sie der Tochter des Mannes alles Herzeleid anthun wollte, deren Schönheit doch alle Tage größer ward. Endlich nahm sie einen Kessel, setzte ihn zum Feuer und sott Garn darin. Als es gesotten war, hieng sie es dem armen Mädchen auf die Schulter, und gab ihm eine Axt dazu, damit sollte es auf den gefrorenen Fluß gehen, ein Eisloch hauen und das Garn schlittern. Es war gehorsam, gieng hin und hackte ein Loch in das Eis, und als es mitten im Hacken war, kam ein prächtiger Wagen hergefahren, worin der König saß. Der Wagen hielt still und der König fragte ‘mein Kind, wer bist du und was machst du da?’ ‘Ich bin ein armes Mädchen und schlittere Garn.’ Da fühlte der König Mitleiden, und als er sah wie es so gar schön war, sprach er ‘willst du mit mir fahren?’ ‘Ach ja, von Herzen gerne,’ antwortete es, denn es war froh daß es der Mutter und Schwester aus den Augen kommen sollte.
Also stieg es in den Wagen und fuhr mit dem König fort, und als sie auf sein Schloß gekommen waren, ward die Hochzeit mit großer Pracht gefeiert, wie es die kleinen Männlein dem Mädchen geschenkt hatten. Über ein Jahr gebar die junge Königin einen Sohn; und als die Stiefmutter von dem großen Glück gehört hatte, so kam sie mit ihrer Tochter in das Schloß und that als wollte sie einen Besuch machen. Als aber der König einmal hinausgegangen und sonst niemand zugegen war, packte das böse Weib die Königin am Kopf, und ihre Tochter packte sie an den Füßen, hoben sie aus dem Bett und warfen sie zum Fenster hinaus in den vorbei fließenden Strom. Darauf legte sich ihre häßliche Tochter ins Bett, und die Alte deckte sie zu bis über den Kopf. Als der König wieder zurück kam und mit seiner Frau sprechen wollte, rief die Alte ‘still, still, jetzt geht das nicht, sie liegt in starkem Schweiß, ihr müßt sie heute ruhen lassen.’ Der König dachte nichts Böses dabei und kam erst den andern Morgen wieder, und wie er mit seiner Frau sprach, und sie ihm Antwort gab, sprang bei jedem Wort eine Kröte hervor, während sonst ein Goldstück heraus gefallen war. Da fragte er was das wäre, aber die Alte sprach das hätte sie von dem starken Schweiß gekriegt, und würde sich schon wieder verlieren.
In der Nacht aber sah der Küchenjunge wie eine Ente durch die Gosse geschwommen kam, die sprach
‘König, was machst du?
schläfst du oder wachst du?’
Und als er keine Antwort gab, sprach sie
‘was machen meine Gäste?’
Da antwortete der Küchenjunge
‘sie schlafen feste.’
Fragte sie weiter
‘was macht mein Kindelein?’
Antwortete er
‘es schläft in der Wiege fein.’
Da gieng sie in der Königin Gestalt hinauf, gab ihm zu trinken, schüttelte ihm sein Bettchen, deckte es zu und schwamm als Ente wieder durch die Gosse fort. So kam sie zwei Nächte, in der dritten sprach sie zu dem Küchenjungen ‘geh und sag dem König daß er sein Schwert nimmt und auf der Schwelle dreimal über mir schwingt.’ Da lief der Küchenjunge und sagte es dem König, der kam mit seinem Schwert und schwang es dreimal über dem Geiste. Und beim drittenmal stand seine Gemahlin vor ihm, frisch, lebendig und gesund, wie sie vorher gewesen war.
Nun war der König in großer Freude, er hielt aber die Königin in einer Kammer verborgen bis auf den Sonntag, wo das Kind getauft werden sollte. Und als es getauft war, sprach er ‘was gehört einem Menschen, der den andern aus dem Bett trägt und ins Wasser wirft?’ ‘Nichts besseres,’ antwortete die Alte, ‘als daß man den Bösewicht in ein Faß steckt, das mit Nägeln ausgeschlagen ist, und den Berg hinab ins Wasser rollt.’ Da sagte der König ‘du hast dein Urtheil gesprochen,’ ließ ein solches Faß holen und die Alte mit ihrer Tochter hineinstecken, dann ward der Boden zugehämmert und das Faß bergab gerollt, bis es in den Fluß rollte.
Os três homenzinhos da floresta
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