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EK 148

Pergunte à mãe de Amager!

Hans Christian Andersen

"Spørg Amagermo'er"!

Sobre este conto

Uma cenoura muito velha decide se casar com uma jovem cenoura, numa festa em que as hortaliças assumem papéis humanos.

Personagens e estrutura
Personagens
O velho Cenoura, noivo, A jovem Cenoura, noiva, Uma cabeça de repolho-roxo, padre, Nabos brancos, damas de honra, Pepino, aspargo e batatas, participantes da festa
Onde se passa
Uma festa de casamento entre hortaliças, com orvalho dos campos e dos prados e a mãe de Amager invocada pelo refrão.
Acontecimentos
  1. O velho Cenoura se casa com uma jovem cenoura de fina linhagem de raízes.
  2. O banquete não custa dinheiro: os presentes lambem o luar e bebem orvalho.
  3. O noivo faz reverência e fala longamente; a jovem fica calada, sem sorriso nem suspiro.
  4. O repolho-roxo atua como padre, os nabos como damas de honra, pepino e aspargo como convidados de honra e as batatas cantam em coro.
  5. Todos dançam, e o velho Cenoura salta sem meias nem sapatos, racha nas costas e morre.
Desfecho
A jovem Cenoura ri e, agora viúva, fica contente por poder viver como quiser e nadar como donzela na terrina de sopa. O refrão manda quem não acredita perguntar à mãe de Amager.

Havia um velhíssimo Cenoura,
tão nodoso, tão grosso e tão pesado,
tinha uma coragem terrível,
queria se casar com uma jovem,
uma graciosa e jovem Cenourinha,
do sangue mais fino das raízes.
— E houve o casamento.
O banquete era bom de não ter preço,
não custou dinheiro algum;
lamberam o luar e beberam orvalho,
colheram o orvalho das flores,
tal como vinha dos campos e dos prados.
— O velho Cenoura saudou com uma reverência,
e falou tanto, por tanto tempo,
as palavras borbulhavam, glu-glu, glu-glu;
— a jovem Cenoura não deu um pio,
ficou sentada sem um sorriso ou suspiro,
jovem e bonita.
Se você não acredita,
pergunte à mãe de Amager!
Uma cabeça de repolho-roxo foi o padre,
e nabos brancos, as damas de honra;
pepino e aspargo eram convidados de honra,
as batatas ficaram de pé, cantando em coro.
E dançaram pequenos e grandes.
Pergunte à mãe de Amager!
O velho Cenoura saltava sem meias nem sapatos,
upa, ei! rachou nas costas,
e assim morreu, nunca mais poderia crescer.
A jovem Cenoura riu,
tão estranhas são as voltas da sorte.
Agora era viúva, agora estava contente,
agora podia viver como bem quisesse,
podia nadar como donzela na terrina de sopa,
jovem e contente.
Se você não acredita,
pergunte à mãe de Amager!


Sobre esta edição

Obra
"Spørg Amagermo'er"!
Autoria original
Hans Christian Andersen
Texto em português
Tradução do original
Edição publicada
1.0.0
Tradução
Codex · tradução assistida por IA
Revisão
Codex · revisão independente por IA
Produção
Bons Filhos Educação
Publicação
30/10/2026
Edições e fontes

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„Spørg Amagermor!“

Eventyr og Historier · Femte Bind · Anden Udgave · 1894 · Dinamarquês · Femte Bind · Anden Udgave · edição póstuma
Volume Femte Bind. Página 194–195. Consultar esta edição ↗

Pergunte à mãe de Amager!

As Verdadeiras Histórias · edição em português · 2026 · Português brasileiro · Edição em produção
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