KHM 12
Rapunzel
Sobre este conto
Uma mulher deseja comer os rapúncios de um jardim cercado por um muro e pertencente a uma feiticeira. Ao buscá-los, seu marido aceita entregar a criança que nascerá. A menina recebe o nome de Rapunzel e, aos doze anos, é trancada numa torre sem porta nem escada. Seu canto acaba atraindo o filho de um rei.
Personagens e estrutura
- Personagens
- Rapunzel, menina criada pela feiticeira e trancada numa torre aos doze anos, Feiticeira de grande poder, chamada senhora Gothel por Rapunzel, Homem que colhe rapúncios e promete entregar a criança, Mulher que deseja os rapúncios e dá à luz Rapunzel, Filho do rei que ouve o canto de Rapunzel e sobe pela trança, Gêmeos de Rapunzel: um menino e uma menina
- Onde se passa
- Casa com janela para um jardim cercado de muro, floresta com torre sem porta ou escada, um ermo onde Rapunzel é deixada e o reino do filho do rei. A história atravessa a infância de Rapunzel e vários anos de separação.
- Acontecimentos
- O homem entrega a criança à feiticeira em troca de poder colher rapúncios. Aos doze anos, Rapunzel é trancada na torre, e a feiticeira sobe por seus cabelos.
- O filho do rei ouve Rapunzel cantar, observa a feiticeira e aprende a chamada. Sobe, é aceito como marido e combina levar seda para que ela faça uma escada.
- Rapunzel revela sem querer as visitas ao comparar o peso dos dois. A feiticeira corta suas tranças e a leva para um ermo.
- A feiticeira usa as tranças cortadas para fazer o príncipe subir. Ele se desespera e salta; os espinhos lhe furam os olhos.
- Após anos de sofrimento, o príncipe encontra Rapunzel e seus gêmeos. Duas lágrimas dela lhe devolvem a visão, e ele a leva para seu reino.
- Desfecho
- O príncipe cego chega ao ermo onde Rapunzel vive com os gêmeos que dera à luz, um menino e uma menina. Ele segue sua voz, ela o reconhece e chora ao abraçá-lo. Duas lágrimas molham os olhos dele, que voltam a enxergar. Ele a leva para seu reino, onde é recebido com alegria, e os dois vivem ainda muito tempo felizes.
Era uma vez um homem e uma mulher que havia muito desejavam em vão ter um filho. Por fim, a mulher começou a ter esperança de que o bom Deus realizaria seu desejo. Na parte dos fundos da casa, tinham uma pequena janela de onde se podia ver um magnífico jardim, cheio das mais belas flores e ervas. Mas ele era cercado por um muro alto, e ninguém se atrevia a entrar, pois pertencia a uma feiticeira de grande poder, temida por todo o mundo. Um dia, a mulher estava àquela janela olhando para o jardim quando viu um canteiro plantado com os mais belos rapúncios. Pareciam tão frescos e verdes que ela ficou com vontade de comê-los e sentiu um desejo imenso. Esse desejo crescia a cada dia e, como sabia que não poderia conseguir nenhum, foi definhando e ficou pálida e abatida. O marido se assustou e perguntou:
— O que você tem, querida esposa?
— Ah — respondeu ela —, se eu não conseguir comer rapúncios daquele jardim atrás da nossa casa, vou morrer.
O marido, que a amava, pensou: “Antes de deixar sua mulher morrer, você vai buscar alguns rapúncios para ela, custe o que custar.” Assim, ao anoitecer, pulou o muro para entrar no jardim da feiticeira, arrancou às pressas um punhado de rapúncios e os levou à mulher. Ela logo fez uma salada e a devorou com toda a avidez. Mas ela os achara tão gostosos, tão gostosos, que no dia seguinte sua vontade era três vezes maior. Para que ela tivesse sossego, o marido precisou entrar no jardim mais uma vez. Ao anoitecer, tornou a descer até lá, mas, assim que escalou o muro e chegou ao outro lado, levou um susto enorme: a feiticeira estava diante dele.
— Como você se atreve — disse ela, com um olhar furioso — a entrar no meu jardim e roubar meus rapúncios como um ladrão? Você vai se dar mal.
— Ah — respondeu ele —, tenha misericórdia em vez de aplicar a lei! Só me decidi a fazer isso por necessidade. Minha mulher viu seus rapúncios pela janela e sente tamanho desejo que morreria se não pudesse comê-los.
Então a feiticeira abrandou a cólera e lhe disse:
— Se é como você diz, vou permitir que leve quantos rapúncios quiser, mas imponho uma condição: você deve me dar a criança que sua mulher vai trazer ao mundo. Ela ficará bem, e cuidarei dela como uma mãe.
No seu medo, o homem concordou com tudo. Quando a mulher deu à luz, a feiticeira apareceu imediatamente, deu à criança o nome de Rapunzel e a levou consigo.
Rapunzel se tornou a criança mais bela debaixo do sol. Quando tinha doze anos, a feiticeira a trancou numa torre no meio de uma floresta. A torre não tinha escada nem porta, apenas uma janelinha bem no alto. Quando a feiticeira queria entrar, ficava lá embaixo e chamava:
Rapunzel, Rapunzel,
solte seu cabelo para mim.
Rapunzel tinha cabelos longos e magníficos, finos como ouro fiado. Quando ouvia a voz da feiticeira, soltava as tranças e as enrolava num gancho da janela. Então os cabelos caíam vinte côvados até lá embaixo, e a feiticeira subia por eles.
Passados alguns anos, aconteceu de o filho do rei passar a cavalo pela floresta, perto da torre. Ouviu um canto tão doce que parou para escutar. Era Rapunzel, que, em sua solidão, passava o tempo deixando ressoar sua doce voz. O príncipe quis subir até ela e procurou uma porta na torre, mas não encontrou nenhuma. Voltou para casa, porém aquele canto tocara tanto seu coração que ele ia todos os dias à floresta para ouvi-lo. Certa vez, estava atrás de uma árvore quando viu uma feiticeira se aproximar e a ouviu chamar lá para cima:
Rapunzel, Rapunzel,
solte seu cabelo.
Rapunzel deixou cair as tranças, e a feiticeira subiu até ela. “Se é essa a escada por onde se sobe, também vou tentar a sorte uma vez”, pensou ele. No dia seguinte, quando começou a escurecer, foi até a torre e chamou:
Rapunzel, Rapunzel,
solte seu cabelo.
Os cabelos logo caíram, e o príncipe subiu. A princípio, Rapunzel ficou muito assustada ao ver um homem entrar, pois seus olhos nunca tinham visto um. Mas o príncipe começou a falar com ela com muita gentileza e contou que seu canto o comovera tanto que não lhe dera sossego e ele precisara vê-la pessoalmente. Então Rapunzel perdeu o medo. Quando ele perguntou se ela o aceitaria como marido, e ela viu que era jovem e bonito, pensou: “Ele vai gostar mais de mim do que a velha senhora Gothel.” Disse que sim e pôs sua mão na dele.
— Eu gostaria de ir com você — disse ela —, mas não sei como descer. Cada vez que vier, traga uma meada de seda. Vou trançar uma escada com ela e, quando estiver pronta, descerei, e você me levará em seu cavalo.
Combinaram que, até lá, ele viria todas as noites, pois de dia vinha a velha. A feiticeira não percebeu nada, até que um dia Rapunzel lhe disse:
— Diga-me, senhora Gothel, por que é tão mais difícil puxar a senhora para cima do que o jovem príncipe? Ele chega aqui num instante.
— Ah, criança sem Deus! — gritou a feiticeira. — O que estou ouvindo de você? Eu pensava que a tinha separado do mundo inteiro, e mesmo assim você me enganou!
Furiosa, agarrou os belos cabelos de Rapunzel, enrolou-os algumas vezes na mão esquerda, pegou uma tesoura com a direita e, ritsch, ratsch, cortou-os, e as belas tranças caíram no chão. Foi tão impiedosa que levou a pobre Rapunzel para um ermo, onde ela teve de viver em grande aflição e miséria.
Na mesma noite do dia em que expulsara Rapunzel, a feiticeira prendeu as tranças cortadas no gancho da janela. Quando o príncipe chegou e chamou:
Rapunzel, Rapunzel,
solte seu cabelo,
ela deixou cair os cabelos. O príncipe subiu, mas lá em cima não encontrou sua amada Rapunzel, e sim a feiticeira, que o encarava com olhos maus e venenosos.
— Ahá! — disse ela, zombando. — Você quer vir buscar sua querida esposa, mas o belo pássaro já não está no ninho e já não canta. A gata o levou e ainda vai arranhar seus olhos. Para você, Rapunzel está perdida. Você nunca mais a verá.
O príncipe ficou fora de si de dor e, no desespero, saltou da torre. Salvou a vida, mas os espinhos sobre os quais caiu lhe furaram os olhos. Então vagou cego pela floresta, comendo apenas raízes e bagas, e não fazia outra coisa senão se lamentar e chorar a perda de sua amada esposa. Assim andou por alguns anos na miséria, até chegar ao ermo onde Rapunzel vivia penosamente com os gêmeos que dera à luz, um menino e uma menina. Ouviu uma voz que lhe pareceu tão conhecida que foi em sua direção. Quando ele se aproximou, Rapunzel o reconheceu, abraçou seu pescoço e chorou. Duas de suas lágrimas molharam os olhos dele, que tornaram a ficar límpidos, e ele pôde enxergar como antes. Levou-a para seu reino, onde foi recebido com alegria, e viveram ainda muito tempo felizes e contentes.
Sobre esta edição
- Obra
- Rapunzel
- Autoria original
- Irmãos Grimm
- Texto em português
- Tradução do original
- Edição publicada
- 1.0.0
- Tradução
- Codex · tradução assistida por IA
- Produção
- Bons Filhos Educação
- Revisão
- Codex · revisão independente por IA
- Publicação
- 30/10/2026
Edições e fontes
Conheça as edições desta história e consulte os textos de origem.
Rapunzel
Ler o original em alemão
Es war einmal ein Mann und eine Frau, die wünschten sich schon lange vergeblich ein Kind, endlich machte sich die Frau Hoffnung der liebe Gott werde ihren Wunsch erfüllen. Die Leute hatten in ihrem Hinterhaus ein kleines Fenster, daraus konnte man in einen prächtigen Garten sehen, der voll der schönsten Blumen und Kräuter stand; er war aber von einer hohen Mauer umgeben, und niemand wagte hinein zu gehen, weil er einer Zauberin gehörte, die große Macht hatte und von aller Welt gefürchtet ward. Eines Tags stand die Frau an diesem Fenster und sah in den Garten hinab, da erblickte sie ein Beet, das mit den schönsten Rapunzeln bepflanzt war: und sie sahen so frisch und grün aus, daß sie lüstern ward und das größte Verlangen empfand von den Rapunzeln zu essen. Das Verlangen nahm jeden Tag zu, und da sie wußte daß sie keine davon bekommen konnte, so fiel sie ganz ab, sah blaß und elend aus. Da erschrack der Mann und fragte ‘was fehlt dir, liebe Frau?’ ‘Ach,’ antwortete sie, ‘wenn ich keine Rapunzeln aus dem Garten hinter unserm Hause zu essen kriege, so sterbe ich.’ Der Mann, der sie lieb hatte, dachte ‘eh du deine Frau sterben lässest, holst du ihr von den Rapunzeln, es mag kosten was es will.’ In der Abenddämmerung stieg er also über die Mauer in den Garten der Zauberin, stach in aller Eile eine Hand voll Rapunzeln und brachte sie seiner Frau. Sie machte sich sogleich Salat daraus und aß sie in voller Begierde auf. Sie hatten ihr aber so gut, so gut geschmeckt, daß sie den andern Tag noch dreimal so viel Lust bekam. Sollte sie Ruhe haben, so mußte der Mann noch einmal in den Garten steigen. Er machte sich also in der Abenddämmerung wieder hinab, als er aber die Mauer herabgeklettert war, erschrack er gewaltig, denn er sah die Zauberin vor sich stehen. ‘Wie kannst du es wagen,’ sprach sie mit zornigem Blick, ‘in meinen Garten zu steigen und wie ein Dieb mir meine Rapunzeln zu stehlen? das soll dir schlecht bekommen.’ ‘Ach,’ antwortete er, ‘laßt Gnade für Recht ergehen, ich habe mich nur aus Noth dazu entschlossen: meine Frau hat eure Rapunzeln aus dem Fenster erblickt, und empfindet ein so großes Gelüsten, daß sie sterben würde, wenn sie nicht davon zu essen bekäme.’ Da ließ die Zauberin in ihrem Zorne nach und sprach zu ihm ‘verhält es sich so, wie du sagst, so will ich dir gestatten Rapunzeln mitzunehmen so viel du willst, allein ich mache eine Bedingung: du mußt mir das Kind geben, das deine Frau zur Welt bringen wird. Es soll ihm gut gehen, und ich will für es sorgen wie eine Mutter.’ Der Mann sagte in der Angst alles zu, und als die Frau in Wochen kam, so erschien sogleich die Zauberin, gab dem Kinde den Namen Rapunzel und nahm es mit sich fort.
Rapunzel ward das schönste Kind unter der Sonne. Als es zwölf Jahre alt war, schloß es die Zauberin in einen Thurm, der in einem Walde lag, und weder Treppe noch Thüre hatte, nur ganz oben war ein kleines Fensterchen. Wenn die Zauberin hinein wollte, so stellte sie sich unten hin, und rief
‘Rapunzel, Rapunzel,
laß mir dein Haar herunter.’
Rapunzel hatte lange prächtige Haare, fein wie gesponnen Gold. Wenn sie nun die Stimme der Zauberin vernahm, so band sie ihre Zöpfe los, wickelte sie oben um einen Fensterhaken, und dann fielen die Haare zwanzig Ellen tief herunter, und die Zauberin stieg daran hinauf.
Nach ein paar Jahren trug es sich zu, daß der Sohn des Königs durch den Wald ritt und an dem Thurm vorüber kam. Da hörte er einen Gesang, der war so lieblich, daß er still hielt und horchte. Das war Rapunzel, die in ihrer Einsamkeit sich die Zeit damit vertrieb, ihre süße Stimme erschallen zu lassen. Der Königssohn wollte zu ihr hinauf steigen und suchte nach einer Thüre des Thurms, aber es war keine zu finden. Er ritt heim, doch der Gesang hatte ihm so sehr das Herz gerührt, daß er jeden Tag hinaus in den Wald gieng und zuhörte. Als er einmal so hinter einem Baum stand, sah er daß eine Zauberin heran kam und hörte wie sie hinauf rief
‘Rapunzel, Rapunzel,
laß dein Haar herunter.’
Da ließ Rapunzel die Haarflechten herab, und die Zauberin stieg zu ihr hinauf. ‘Ist das die Leiter, auf welcher man hinauf kommt, so will ich auch einmal mein Glück versuchen.’ Und den folgenden Tag, als es anfieng dunkel zu werden, gieng er zu dem Thurme und rief
‘Rapunzel, Rapunzel,
laß dein Haar herunter.’
Alsbald fielen die Haare herab und der Königssohn stieg hinauf. Anfangs erschrack Rapunzel gewaltig als ein Mann zu ihr herein kam, wie ihre Augen noch nie einen erblickt hatten, doch der Königssohn fing an ganz freundlich mit ihr zu reden und erzählte ihr daß von ihrem Gesang sein Herz so sehr sei bewegt worden, daß es ihm keine Ruhe gelassen, und er sie selbst habe sehen müssen. Da verlor Rapunzel ihre Angst, und als er sie fragte ob sie ihn zum Manne nehmen wollte, und sie sah daß er jung und schön war, so dachte sie ‘der wird mich lieber haben als die alte Frau Gothel,’ und sagte ja und legte ihre Hand in seine Hand. Sie sprach ‘ich will gerne mit dir gehen, aber ich weiß nicht wie ich herab kommen kann. Wenn du kommst, so bring jedesmal einen Strang Seide mit, daraus will ich eine Leiter flechten und wenn die fertig ist, so steige ich herunter und du nimmst mich auf dein Pferd.’ Sie verabredeten daß er bis dahin alle Abend zu ihr kommen sollte, denn bei Tag kam die Alte. Die Zauberin merkte auch nichts davon, bis einmal Rapunzel anfieng und zu ihr sagte ‘sag sie mir doch, Frau Gothel, wie kommt es nur, sie wird mir viel schwerer heraufzuziehen, als der junge Königssohn, der ist in einem Augenblick bei mir.’ ‘Ach du gottloses Kind,’ rief die Zauberin, ‘was muß ich von dir hören, ich dachte ich hätte dich von aller Welt geschieden, und du hast mich doch betrogen!’ In ihrem Zorne packte sie die schönen Haare der Rapunzel, schlug sie ein paar Mal um ihre linke Hand, griff eine Scheere mit der rechten, und ritsch, ratsch, waren sie abgeschnitten, und die schönen Flechten lagen auf der Erde. Und sie war so unbarmherzig daß sie die arme Rapunzel in eine Wüstenei brachte, wo sie in großem Jammer und Elend leben mußte.
Denselben Tag aber, wo sie Rapunzel verstoßen hatte, machte Abends die Zauberin die abgeschnittenen Flechten oben am Fensterhaken fest, und als der Königssohn kam und rief
‘Rapunzel, Rapunzel,
laß dein Haar herunter,’
so ließ sie die Haare hinab. Der Königssohn stieg hinauf, aber er fand oben nicht seine liebste Rapunzel, sondern die Zauberin, die ihn mit bösen und giftigen Blicken ansah. ‘Aha,’ rief sie höhnisch, ‘du willst die Frau Liebste holen, aber der schöne Vogel sitzt nicht mehr im Nest und singt nicht mehr, die Katze hat ihn geholt und wird dir auch noch die Augen auskratzen. Für dich ist Rapunzel verloren, du wirst sie nie wieder erblicken.’ Der Königssohn gerieth außer sich vor Schmerz, und in der Verzweiflung sprang er den Thurm herab: das Leben brachte er davon, aber die Dornen, in die er fiel, zerstachen ihm die Augen. Da irrte er blind im Walde umher, aß nichts als Wurzeln und Beeren, und that nichts als jammern und weinen über den Verlust seiner liebsten Frau. So wanderte er einige Jahre im Elend umher und gerieth endlich in die Wüstenei, wo Rapunzel mit den Zwillingen, die sie geboren hatte, einem Knaben und Mädchen, kümmerlich lebte. Er vernahm eine Stimme, und sie däuchte ihn so bekannt: da gieng er darauf zu, und wie er heran kam, erkannte ihn Rapunzel und fiel ihm um den Hals und weinte. Zwei von ihren Thränen aber benetzten seine Augen, da wurden sie wieder klar, und er konnte damit sehen wie sonst. Er führte sie in sein Reich, wo er mit Freude empfangen ward, und sie lebten noch lange glücklich und vergnügt.
Rapunzel
Encontrou um erro?
Uma palavra, uma passagem, uma referência: sua observação chega à mesa editorial vinculada à edição 1.0.0 que você leu.