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EK 39

Uma cena das muralhas da cidadela

Hans Christian Andersen

Et Billede fra Castelsvolden

Sobre este conto

No outono, um observador contempla das muralhas da cidadela os navios, a costa sueca e as árvores que perdem a folhagem. Abaixo delas ficam construções sombrias onde criminosos cumprem pena. Em um aposento nu, um prisioneiro rude recebe a luz do sol poente e a visita de um passarinho, enquanto a música dos caçadores é ouvida.

Personagens e estrutura
Personagens
Prisioneiro acorrentado, descrito pelo narrador como um homem mau, Passarinho que pousa junto à grade, Sentinela que percorre o recinto, Caçadores cuja música é ouvida, Observadores incluídos na primeira pessoa do plural do narrador
Onde se passa
Muralhas da cidadela, diante do mar, dos navios e da costa sueca, no outono ao entardecer; abaixo, construções com paliçadas e um aposento gradeado de prisão.
Acontecimentos
  1. Os observadores veem a folhagem amarela caindo e os edifícios onde estão presos os piores criminosos.
  2. Um raio do sol poente entra no aposento, e um pássaro canta junto à grade.
  3. O rosto do prisioneiro se abranda; surge nele um pensamento que o narrador aproxima da luz e do perfume das violetas.
  4. A música dos caçadores soa, o pássaro parte e o raio desaparece.
Desfecho
O aposento e o coração do homem mau tornam a ficar escuros, mas o narrador afirma que o sol brilhou e o pássaro cantou ali dentro. A cena termina com uma exortação aos sons das trompas, enquanto a tarde é bela e o mar permanece quieto, liso como um espelho.

É outono. Estamos sobre as muralhas da cidadela e olhamos, sobre o mar, para os muitos navios e para a costa sueca, que se ergue na última luz do sol; atrás de nós, a muralha desce abruptamente. Ali há grandes árvores magníficas; a folhagem amarela cai dos galhos. Lá embaixo ficam casas sombrias com paliçadas de madeira; lá dentro, por onde anda a sentinela, tudo é tão estreito e sombrio, mas ainda mais escuro é atrás da abertura gradeada: ali estão presos os condenados a trabalhos forçados, os piores criminosos.

Um raio do sol poente entra no aposento nu. O sol brilha sobre os maus e sobre os bons! O prisioneiro sombrio e rude fita com um olhar medonho o frio raio de sol. Um passarinho voa até a grade. O pássaro canta para os maus e para os bons. Canta um breve “Qvivit”, mas continua pousado, bate a asa, tira dela uma pena, deixa as outras penas se eriçarem ao redor do pescoço — e o homem mau, acorrentado, fica olhando. Uma expressão mais branda passa pelo rosto medonho; um pensamento, que nem ele próprio percebe com clareza, desponta em seu peito; é aparentado com o raio de sol que atravessa a grade, aparentado com o perfume das violetas que, na primavera, crescem tão abundantes lá fora. Agora soa a música dos caçadores, tão agradável e forte. O pássaro abandona a grade do prisioneiro, o raio de sol desaparece, e fica escuro dentro do aposento, escuro no coração do homem mau; mas o sol brilhou lá dentro, o pássaro cantou lá dentro.

Continuai, belos sons das trompas! A tarde é bela, o mar, liso como um espelho e quieto!


Sobre esta edição

Obra
Et Billede fra Castelsvolden
Autoria original
Hans Christian Andersen
Texto em português
Tradução do original
Edição publicada
1.0.0
Tradução
Codex · tradução assistida por IA
Produção
Bons Filhos Educação
Revisão
Codex · revisão independente por IA
Publicação
30/10/2026
Edições e fontes

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To Billeder fra Kjøbenhavn. II.

Gæa · Æsthetisk Aarbog · 1847 · Dinamarquês · Aargang1847; To Billeder fra Kjøbenhavn
Volume 1847. Página 300–301. Consultar esta edição ↗
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Fonte deste texto ↗

Det er Efteraar, vi staae paa Kastelsvolden og see ud over Havet paa de mange Skibe og paa den svenske Kyst, der løfter sig høit i det sidste Solskin; bag ved os gaaer Volden brat ned ad; der staae prægtige store Træer, det gule Løv falder fra Grenene; dernede ligge skumle Huse med Træpalisader, derindenfor hvor Skildvagten gaaer, er saa snevert og skummelt, men endnu mørkere er der bag det gittrede Hul, der sidde fangne Slaver, de værste Forbrydere.

En Straale fra den nedgaaende Sol falder ind i det nøgne Kammer. Solen skinner paa Onde og paa Gode! den mørke barske Fange seer med et hæsligt Blik paa den kolde Solstraale. En lille Fugl flyver mod Gitteret. Fuglen synger for Onde og for Gode. Den synger et kort „Qvivit,” men bliver siddende, slaaer med Vingen, piller en Fjer af den, lader de andre Fjer bruse om Halsen — og den onde Mand i Lænker seer derpaa; et mildere Udtryk gaaer over det hæslige Ansigt; en Tanke, som han ikke selv gjør sig tydelig, skinner frem i hans Bryst, den er beslægtet med Solstraalen gjennem Gittret, beslægtet med Duften af Violerne, som om Foraaret voxe saa rigt udenfor. Nu lyder Jægernes Musik, saa liflig og stærk. Fuglen flyver fra Fangens Gitter, Solstraalen forsvinder og der er mørkt inde i Kammeret, mørkt i den onde Mands Hjerte, men Solen har dog skinnet derind, Fuglen sjunget derind.

Bliv ved I smukke Valdhorntoner, Aftenen er smuk, Havet speilglat og stille!

Uma cena das muralhas da cidadela

As Verdadeiras Histórias · edição em português · 2026 · Português brasileiro · Edição em produção
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