CP 005

A Bela Adormecida

Charles Perrault

La Belle au bois dormant

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Era uma vez um rei e uma rainha que estavam tão desgostosos por não terem filhos, tão desgostosos que nem se pode dizer. Foram a todas as águas do mundo; votos, peregrinações, pequenas devoções: tudo foi tentado, e nada adiantava. Por fim, porém, a rainha engravidou e deu à luz uma menina. Fizeram um belo batizado; deram como madrinhas à princesinha todas as fadas que puderam encontrar no país — encontraram sete —, para que cada uma lhe concedesse um dom, como era costume das fadas naquele tempo, e assim a princesa tivesse todas as perfeições imagináveis. Depois das cerimônias do batismo, todos voltaram ao palácio do rei, onde havia um grande banquete para as fadas. Diante de cada uma puseram um magnífico serviço de mesa, com um estojo de ouro maciço que continha uma colher, um garfo e uma faca de ouro fino, adornado de diamantes e rubis. Mas, quando cada um tomava seu lugar à mesa, entrou uma velha fada que não fora convidada, pois fazia mais de cinquenta anos que não saía de uma torre e acreditavam que estivesse morta ou encantada. O rei mandou que lhe dessem um serviço de mesa, mas não foi possível lhe dar um estojo de ouro maciço como às outras, porque só tinham mandado fazer sete para as sete fadas. A velha julgou que a desprezavam e resmungou algumas ameaças por entre os dentes. Uma das jovens fadas que estava perto dela ouviu-a e, julgando que pudesse conceder algum dom funesto à princesinha, foi se esconder atrás da tapeçaria assim que todos saíram da mesa, para falar por último e poder reparar, tanto quanto lhe fosse possível, o mal que a velha tivesse feito.

Enquanto isso, as fadas começaram a conceder seus dons à princesa. A mais jovem lhe deu o dom de ser a pessoa mais bela do mundo; a seguinte, de ter o espírito de um anjo; a terceira, de ter uma graça admirável em tudo o que fizesse; a quarta, de dançar perfeitamente bem; a quinta, de cantar como um rouxinol; e a sexta, de tocar toda espécie de instrumento com a maior perfeição. Chegada a vez da velha fada, ela disse, sacudindo a cabeça mais de despeito do que de velhice, que a princesa furaria a mão com um fuso e morreria disso. Esse terrível dom fez todos estremecerem, e não houve quem não chorasse. Nesse momento, a jovem fada saiu de trás da tapeçaria e disse bem alto estas palavras: “Sosseguem, rei e rainha, sua filha não morrerá disso. É verdade que não tenho poder suficiente para desfazer inteiramente o que minha antecessora fez. A princesa furará a mão com um fuso, mas, em vez de morrer, cairá apenas num sono profundo que durará cem anos; ao fim deles, o filho de um rei virá despertá-la.” Para tentar evitar a desgraça anunciada pela velha, o rei mandou publicar imediatamente um edito pelo qual proibia a todas as pessoas fiar com fuso ou ter fusos em casa, sob pena de morte.

Passados quinze ou dezesseis anos, quando o rei e a rainha tinham ido a uma de suas casas de recreio, aconteceu que a jovem princesa, correndo um dia pelo castelo e subindo de aposento em aposento, chegou ao alto de uma torre de menagem, num pequeno sótão, onde uma boa velhinha estava sozinha, fiando sua roca. Aquela boa mulher não ouvira falar da proibição do rei de fiar com fuso. “O que está fazendo aí, minha boa senhora?”, perguntou a princesa. “Estou fiando, minha bela menina”, respondeu a velha, que não a conhecia. “Ah, como isso é bonito!”, tornou a princesa. “Como é que faz? Dê-me para ver se consigo fazer tão bem.” Mal pegara o fuso, como era muito viva, um pouco distraída e, além disso, a sentença das fadas assim o ordenava, furou a mão e caiu desmaiada. A boa velha, muito atrapalhada, gritou por socorro. Vieram de todos os lados, jogaram água no rosto da princesa, afrouxaram-lhe as roupas, bateram-lhe nas mãos, esfregaram-lhe as têmporas com água da Rainha da Hungria, mas nada a fazia voltar a si. Então o rei, que subira ao ouvir o barulho, lembrou-se da previsão das fadas e, julgando que aquilo tinha de acontecer, já que as fadas o haviam dito, mandou colocar a princesa no mais belo aposento do palácio, sobre uma cama bordada de ouro e prata. Dir-se-ia um anjo, de tão bela que estava, pois o desmaio não tirara as cores vivas de sua pele: suas faces estavam rosadas e seus lábios eram como coral. Tinha apenas os olhos fechados, mas se ouvia sua respiração suave, o que mostrava que não estava morta. O rei ordenou que a deixassem dormir em paz, até que chegasse sua hora de despertar.

A boa fada que lhe salvara a vida, condenando-a a dormir cem anos, estava no reino de Mataquin, a doze mil léguas dali, quando o acidente aconteceu à princesa, mas foi avisada num instante por um pequeno anão que tinha botas de sete léguas — eram botas com as quais se percorriam sete léguas de uma só passada. A fada partiu imediatamente, e, ao fim de uma hora, viram-na chegar num carro todo de fogo, puxado por dragões. O rei foi lhe oferecer a mão para que descesse do carro. Ela aprovou tudo o que ele fizera, mas, como era muito previdente, pensou que a princesa, quando despertasse, ficaria bastante atrapalhada, sozinha naquele velho castelo. Eis o que fez: tocou com sua varinha tudo o que havia no castelo, exceto o rei e a rainha — governantas, damas de honra, camareiras, fidalgos, oficiais, mordomos, cozinheiros, ajudantes de cozinha, moços de recados, guardas, suíços, pajens, lacaios. Tocou também todos os cavalos das cavalariças, junto com os palafreneiros, os grandes mastins do pátio e a pequena Pouffe, a cadelinha da princesa, que estava perto dela, sobre sua cama. Assim que os tocou, todos adormeceram, para despertar somente ao mesmo tempo que sua senhora e estarem prontos a servi-la quando precisasse. Até os espetos que estavam ao fogo, cheios de perdizes e faisões, adormeceram, e o fogo também. Tudo isso se fez num instante; as fadas não demoravam em seu trabalho. Então o rei e a rainha, depois de beijarem sua querida filha sem que ela despertasse, saíram do castelo e mandaram publicar a proibição de que qualquer pessoa se aproximasse dele. Essas proibições não eram necessárias, pois em um quarto de hora cresceu ao redor de todo o parque tamanha quantidade de árvores grandes e pequenas, de silvas e espinhos entrelaçados uns nos outros, que nem bicho nem homem poderia passar. Assim, só se avistava o alto das torres do castelo, e ainda assim de muito longe. Ninguém duvidou de que a fada fizera ali mais uma de suas artes, para que a princesa, enquanto dormisse, nada tivesse a temer dos curiosos.

Ao fim de cem anos, o filho do rei que então reinava, e que era de outra família que não a da princesa adormecida, foi caçar por aqueles lados e perguntou o que eram as torres que via acima de uma grande mata muito espessa. Cada um lhe respondeu conforme ouvira dizer. Uns diziam que era um velho castelo onde apareciam espíritos; outros, que todos os feiticeiros da região ali faziam seu sabá. A opinião mais comum era que morava ali um ogro, que levava para lá todas as crianças que conseguia apanhar, para comê-las à vontade e sem que ninguém pudesse segui-lo, pois só ele tinha o poder de abrir passagem pela mata. O príncipe não sabia em que acreditar, quando um velho camponês tomou a palavra e lhe disse: “Meu príncipe, há mais de cinquenta anos ouvi meu pai dizer que havia naquele castelo uma princesa, a mais bela que se poderia ver; que ela devia dormir ali cem anos e que seria despertada pelo filho de um rei, a quem estava reservada.” Ao ouvir aquilo, o jovem príncipe se sentiu tomado de ardor. Acreditou sem hesitar que poria fim a tão bela aventura e, levado pelo amor e pela glória, resolveu ver imediatamente de que se tratava. Mal avançou em direção à mata, todas aquelas grandes árvores, silvas e espinhos se afastaram por si mesmos para deixá-lo passar. Caminhou para o castelo, que via ao fim de uma grande alameda, e entrou nela. O que um pouco o surpreendeu foi ver que ninguém de sua comitiva pudera segui-lo, pois as árvores tinham voltado a se juntar assim que ele passara. Nem por isso deixou de continuar seu caminho: um príncipe jovem e apaixonado é sempre valente. Entrou num grande pátio de entrada, onde tudo o que viu de início era capaz de gelá-lo de medo. Havia um silêncio terrível; a imagem da morte se apresentava por toda parte, e só se viam corpos estendidos de homens e animais, que pareciam mortos. Contudo, pelos narizes cheios de borbulhas e pelas faces rubras dos suíços, reconheceu bem que estavam apenas dormindo; suas taças, onde ainda havia algumas gotas de vinho, mostravam suficientemente que tinham adormecido bebendo. Atravessou um grande pátio pavimentado de mármore, subiu a escadaria e entrou na sala dos guardas, que estavam alinhados em duas fileiras, com a carabina ao ombro, roncando o melhor que podiam. Atravessou vários aposentos cheios de fidalgos e damas, todos dormindo, uns de pé, outros sentados. Entrou num quarto todo dourado e viu, numa cama cujas cortinas estavam abertas de todos os lados, o mais belo espetáculo que jamais vira: uma princesa que parecia ter quinze ou dezesseis anos e cujo brilho resplandecente tinha algo de luminoso e divino. Aproximou-se, tremendo e admirado, e ajoelhou-se ao lado dela. Então, como chegara o fim do encantamento, a princesa despertou e, olhando-o com olhos mais ternos do que um primeiro encontro parecia permitir, disse-lhe: “É você, meu príncipe? Você se fez esperar bastante.” O príncipe, encantado com aquelas palavras, e mais ainda com a maneira como foram ditas, não sabia como lhe demonstrar sua alegria e gratidão; assegurou-lhe que a amava mais do que a si mesmo. Suas palavras foram mal ordenadas e, por isso, agradaram ainda mais: pouca eloquência, muito amor. Ele estava mais embaraçado do que ela, e não se deve estranhar: ela tivera tempo de pensar no que teria a lhe dizer, pois é de supor — a história, contudo, nada diz a respeito — que a boa fada, durante tão longo sono, lhe tivesse proporcionado o prazer de sonhos agradáveis. Enfim, já fazia quatro horas que conversavam e ainda não tinham dito metade das coisas que tinham a dizer um ao outro.

Enquanto isso, todo o palácio despertara com a princesa. Cada um pensava em cumprir sua função e, como nem todos estavam apaixonados, morriam de fome. A dama de honra, tão apertada quanto os outros, impacientou-se e disse em voz alta à princesa que a carne estava servida. O príncipe ajudou a princesa a se levantar. Ela estava inteiramente vestida, e com grande magnificência; mas ele tomou cuidado de não lhe dizer que estava vestida como minha avó e que usava uma gola alta. Nem por isso era menos bela. Passaram a um salão de espelhos e ali jantaram, servidos pelos oficiais da princesa. Os violinos e os oboés tocaram peças antigas, mas excelentes, embora fizesse quase cem anos que já não eram tocadas. Depois do jantar, sem perder tempo, o grande capelão os casou na capela do castelo, e a dama de honra lhes fechou a cortina. Dormiram pouco: a princesa não tinha grande necessidade disso, e o príncipe a deixou logo de manhã para voltar à cidade, onde seu pai devia estar preocupado com ele. O príncipe lhe disse que se perdera na floresta durante a caçada e que passara a noite na cabana de um carvoeiro, que lhe dera pão preto e queijo para comer. O rei, seu pai, que era um bom homem, acreditou; mas sua mãe não ficou muito convencida e, vendo que ele ia caçar quase todos os dias e que sempre tinha uma desculpa pronta quando passava duas ou três noites fora, já não duvidou de que tivesse algum namorico. Pois ele viveu com a princesa por mais de dois anos inteiros e teve com ela dois filhos. O primeiro, uma menina, recebeu o nome de Aurora; o segundo, um menino, foi chamado Dia, porque parecia ainda mais belo do que a irmã. A rainha disse várias vezes ao filho, para fazê-lo se explicar, que era preciso se satisfazer na vida; mas ele nunca ousou lhe confiar seu segredo. Tinha medo dela, embora a amasse, pois era de raça de ogros, e o rei só se casara com ela por causa de seus grandes bens. Até se dizia baixinho na corte que ela tinha as inclinações dos ogros e que, ao ver passar criancinhas, tinha enorme dificuldade em se conter para não se atirar sobre elas. Assim, o príncipe nunca quis dizer nada.

Mas, quando o rei morreu, o que aconteceu ao fim de dois anos, e o príncipe se viu senhor de tudo, declarou publicamente seu casamento e foi buscar a rainha, sua mulher, no castelo dela, com grande cerimônia. Prepararam-lhe uma entrada magnífica na capital, onde ela chegou entre seus dois filhos. Algum tempo depois, o rei foi guerrear contra seu vizinho, o imperador Cantalabutte. Deixou a regência do reino à rainha, sua mãe, e recomendou-lhe muito sua mulher e seus filhos. Devia passar todo o verão na guerra e, assim que partiu, a rainha-mãe mandou sua nora e seus filhos para uma casa de campo na mata, para poder satisfazer mais facilmente seu horrível desejo. Foi até lá alguns dias depois e, certa noite, disse ao seu mordomo: “Quero comer amanhã, no meu almoço, a pequena Aurora.” “Ah, senhora!”, disse o mordomo. “Eu quero”, disse a rainha — e disse isso num tom de ogra que deseja comer carne fresca —, “e quero comê-la ao molho Robert.” O pobre homem, vendo bem que não se podia brincar com uma ogra, pegou sua grande faca e subiu ao quarto da pequena Aurora. Ela tinha então quatro anos e veio saltando e rindo se atirar ao seu pescoço e pedir-lhe doces. Ele começou a chorar, a faca lhe caiu das mãos e foi ao pátio degolar um cordeirinho. Preparou-lhe um molho tão bom que sua senhora lhe assegurou que nunca comera coisa tão boa. Ao mesmo tempo, levara a pequena Aurora e a entregara à sua mulher para escondê-la na moradia que tinha no fundo do pátio. Oito dias depois, a rainha malvada disse ao mordomo: “Quero comer no meu jantar o pequeno Dia.” Ele não respondeu, decidido a enganá-la como da outra vez. Foi buscar o pequeno Dia e o encontrou com um pequeno florete na mão, com o qual esgrimia com um grande macaco; no entanto, tinha apenas três anos. Levou-o à sua mulher, que o escondeu junto com a pequena Aurora, e serviu no lugar do pequeno Dia um cabritinho muito tenro, que a ogra achou admiravelmente bom.

Tudo correra muito bem até ali, mas, certa noite, a rainha malvada disse ao mordomo: “Quero comer a rainha com o mesmo molho que seus filhos.” Foi então que o pobre mordomo perdeu a esperança de conseguir enganá-la mais uma vez. A jovem rainha já passara dos vinte anos, sem contar os cem que dormira; sua pele era um pouco dura, embora bela e branca. E como encontrar no criadouro um bicho tão duro quanto aquilo? Para salvar a própria vida, resolveu cortar a garganta da rainha e subiu ao quarto dela com a intenção de não precisar fazê-lo duas vezes. Incitava-se à fúria e entrou, punhal na mão, no quarto da jovem rainha. Contudo, não quis surpreendê-la e lhe disse, com muito respeito, a ordem que recebera da rainha-mãe. “Faça, faça”, disse ela, estendendo-lhe o pescoço, “execute a ordem que lhe deram; irei rever meus filhos, meus pobres filhos que tanto amei.” Acreditava que estivessem mortos desde que os haviam levado sem lhe dizer nada. “Não, não, senhora”, respondeu o pobre mordomo, todo comovido, “a senhora não morrerá e não deixará de rever seus queridos filhos, mas será em minha casa, onde os escondi. Enganarei ainda a rainha, fazendo-a comer uma corça jovem em seu lugar.” Levou-a imediatamente ao seu quarto e, deixando-a abraçar os filhos e chorar com eles, foi preparar uma corça. A rainha a comeu no jantar com o mesmo apetite com que comeria a jovem rainha. Estava muito contente com sua crueldade e preparava-se para dizer ao rei, quando voltasse, que lobos raivosos haviam comido a rainha, sua mulher, e os dois filhos.

Certa noite, quando rondava como de costume pelos pátios do castelo para farejar alguma carne fresca, ouviu, numa sala baixa, o pequeno Dia chorando, porque a rainha, sua mãe, queria mandar açoitá-lo por ter sido mau. Ouviu também a pequena Aurora pedindo perdão pelo irmão. A ogra reconheceu a voz da rainha e de seus filhos e, furiosa por ter sido enganada, ordenou, já na manhã seguinte, com uma voz pavorosa que fazia todos tremerem, que trouxessem ao meio do pátio uma grande tina. Mandou enchê-la de sapos, víboras, cobras e serpentes, para fazerem jogar ali a rainha e seus filhos, o mordomo, sua mulher e sua criada. Ordenara que os trouxessem com as mãos amarradas atrás das costas. Estavam ali e os carrascos se preparavam para jogá-los na tina, quando o rei, a quem não esperavam tão cedo, entrou no pátio a cavalo. Viera por posta e, muito espantado, perguntou o que significava aquele horrível espetáculo. Ninguém ousava lhe contar, quando a ogra, enfurecida ao ver o que via, atirou-se ela mesma de cabeça na tina e foi devorada num instante pelos bichos repugnantes que mandara pôr ali. O rei não deixou de ficar triste — ela era sua mãe —, mas logo se consolou com sua bela mulher e seus filhos.

MORALIDADE.

Esperar algum tempo para ter um esposo,
Rico, bem-apessoado, galante e meigo,
É coisa bastante natural;
Mas esperá-lo cem anos, e sempre dormindo,
Já não se encontra fêmea
Que dormisse tão tranquilamente.
A fábula parece ainda querer nos fazer entender
Que muitas vezes os agradáveis laços de Himeneu,
Por serem adiados, não são menos felizes,
E que nada se perde por esperar;
Mas o sexo, com tanto ardor,
Aspira à fé conjugal,
Que não tenho força nem coração
Para lhe pregar esta moral.


Sobre esta edição

Obra
La Belle au bois dormant
Autoria original
Charles Perrault
Texto em português
Tradução do original
Edição publicada
1.0.0
Tradução
Codex · tradução assistida por IA
Produção
Bons Filhos Educação
Publicação
03/11/2026

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La Belle au bois dormant

Histoires ou Contes du temps passé, avec des Moralitez · Paris, Claude Barbin, 1697 · testemunho concreto Commons · fr · Impressão com rosto1697 · exemplar digital concreto, sem alegação de princeps
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As Verdadeiras Histórias · edição em português · 2026 · Português brasileiro · Edição em produção
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