AM 009
Askeladden, que disputou com o troll quem comia mais
Askeladden, som kapaad med Troldet
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Texto do conto
Askeladden, que disputou com o troll quem comia mais
Era uma vez um camponês que tinha três filhos. Era pobre, velho e fraco, e os filhos não queriam fazer coisa alguma. À propriedade pertencia uma grande e boa floresta, e o pai queria que os rapazes fossem cortar madeira ali, para ver se conseguiam pagar alguma coisa da dívida.
Depois de muito insistir, conseguiu afinal pô-los nessa tarefa, e o mais velho devia ser o primeiro a sair para cortar madeira. Quando chegou à floresta e começou a dar machadadas numa velha pícea barbuda, veio até ele um troll grande e corpulento.
— Se você cortar madeira na minha floresta, eu o mato! — disse o troll.
Ao ouvir aquilo, o rapaz largou o machado e correu para casa o mais depressa que pôde. Chegou completamente sem fôlego e contou o que lhe acontecera; mas o pai disse que ele tinha coração de lebre. Os trolls nunca o haviam impedido de cortar madeira por medo, quando era jovem, afirmou.
No dia seguinte, devia ir o segundo filho, e com ele aconteceu exatamente a mesma coisa. Mal dera algumas machadadas na pícea, o troll também veio até ele e disse:
— Se você cortar madeira na minha floresta, eu o mato!
O rapaz mal se atreveu a olhar para ele; largou o machado e deitou a correr como o irmão, talvez ainda mais depressa. Quando voltou para casa, o pai tornou a se zangar e disse que os trolls nunca o haviam assustado quando era jovem.
No terceiro dia, Askeladden quis partir.
— Ah, você! — disseram os dois mais velhos. — Você é que há de acabar o serviço, você que nunca saiu nem pela porta!
Askeladden não respondeu nada; pediu apenas que lhe dessem uma boa provisão de comida para levar. A mãe não tinha leite coalhado para acompanhar a comida e por isso pôs a panela no fogo para coalhar um pouco para ele. Ele recebeu aquilo na mochila e pôs-se a caminho. Mal havia passado algum tempo cortando madeira, o troll também veio até ele e disse:
— Se você cortar madeira na minha floresta, eu o mato!
Mas o rapaz não se demorou: saltou até a mochila para apanhar o queijo e o espremeu com tanta força que o soro esguichou.
— Se você não se calar — disse ao troll —, vou espremê-lo como espremo a água desta pedra branca!
— Não, meu caro, poupe-me! — disse o troll. — Eu o ajudarei a cortar madeira.
Nessas condições, o rapaz o poupou. O troll era hábil em cortar madeira, e conseguiram derrubar e cortar muitas dúzias por dia.
Quando a noite se aproximou, o troll disse:
— Agora você pode ir comigo para casa; a minha fica mais perto que a sua.
O rapaz foi com ele. Quando chegaram à casa do troll, este devia acender o fogo na lareira, enquanto o rapaz iria buscar água para a panela de mingau. Mas havia ali dois baldes de ferro, tão grandes e pesados que ele nem sequer conseguia tirá-los do lugar. Então o rapaz disse:
— Não vale a pena levar estes dedais; vou buscar o poço inteiro.
— Não, meu querido amigo! — disse o troll. — Não posso ficar sem o meu poço; acenda você o fogo, que eu vou buscar água.
Quando ele voltou com a água, cozinharam uma enorme panela de mingau.
— Tanto faz — disse o rapaz. — Se você quiser, como eu quero, vamos disputar quem come mais?
— Ah, sim! — respondeu o troll, pois achava que sempre se sairia bem naquilo.
Sentaram-se à mesa, mas o rapaz pegou sem ser notado a mochila de couro, amarrou-a à sua frente e serviu mais comida dentro dela do que comeu. Quando a mochila ficou cheia, tirou sua faca e fez um rasgo nela. O troll olhou para ele, mas não disse nada. Depois de continuarem a comer por um bom tempo, o troll largou a colher.
— Não, agora não aguento mais! — disse.
— Você tem de comer! — respondeu o rapaz. — Eu ainda nem estou meio satisfeito. Faça como eu fiz e abra um buraco na barriga; assim poderá comer quanto quiser.
— Mas isso não dói horrivelmente? — perguntou o troll.
— Ah, nada que mereça ser mencionado — respondeu o rapaz.
O troll fez o que o rapaz disse, e bem se pode imaginar que perdeu a vida. Mas o rapaz apanhou toda a prata e todo o ouro que havia no monte e foi para casa com aquilo. Com isso, podia muito bem pagar alguma coisa da dívida.
Sobre esta edição
- Obra
- Askeladden, som kapaad med Troldet
- Autoria original
- Jørgen Engebretsen Moe
- Texto em português
- Tradução do original
- Edição publicada
- 1.0.0
- Tradução
- Codex · tradução assistida por IA
- Produção
- Bons Filhos Educação
- Publicação
- 03/11/2026
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Pesquisa em 30/10/2026 · Confiança baixa · Método 2.0 · Evidência limitada
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