AM 009

Askeladden, que disputou com o troll quem comia mais

Jørgen Engebretsen Moe

Askeladden, som kapaad med Troldet

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Askeladden, que disputou com o troll quem comia mais

Era uma vez um camponês que tinha três filhos. Era pobre, velho e fraco, e os filhos não queriam fazer coisa alguma. À propriedade pertencia uma grande e boa floresta, e o pai queria que os rapazes fossem cortar madeira ali, para ver se conseguiam pagar alguma coisa da dívida.

Depois de muito insistir, conseguiu afinal pô-los nessa tarefa, e o mais velho devia ser o primeiro a sair para cortar madeira. Quando chegou à floresta e começou a dar machadadas numa velha pícea barbuda, veio até ele um troll grande e corpulento.

— Se você cortar madeira na minha floresta, eu o mato! — disse o troll.

Ao ouvir aquilo, o rapaz largou o machado e correu para casa o mais depressa que pôde. Chegou completamente sem fôlego e contou o que lhe acontecera; mas o pai disse que ele tinha coração de lebre. Os trolls nunca o haviam impedido de cortar madeira por medo, quando era jovem, afirmou.

No dia seguinte, devia ir o segundo filho, e com ele aconteceu exatamente a mesma coisa. Mal dera algumas machadadas na pícea, o troll também veio até ele e disse:

— Se você cortar madeira na minha floresta, eu o mato!

O rapaz mal se atreveu a olhar para ele; largou o machado e deitou a correr como o irmão, talvez ainda mais depressa. Quando voltou para casa, o pai tornou a se zangar e disse que os trolls nunca o haviam assustado quando era jovem.

No terceiro dia, Askeladden quis partir.

— Ah, você! — disseram os dois mais velhos. — Você é que há de acabar o serviço, você que nunca saiu nem pela porta!

Askeladden não respondeu nada; pediu apenas que lhe dessem uma boa provisão de comida para levar. A mãe não tinha leite coalhado para acompanhar a comida e por isso pôs a panela no fogo para coalhar um pouco para ele. Ele recebeu aquilo na mochila e pôs-se a caminho. Mal havia passado algum tempo cortando madeira, o troll também veio até ele e disse:

— Se você cortar madeira na minha floresta, eu o mato!

Mas o rapaz não se demorou: saltou até a mochila para apanhar o queijo e o espremeu com tanta força que o soro esguichou.

— Se você não se calar — disse ao troll —, vou espremê-lo como espremo a água desta pedra branca!

— Não, meu caro, poupe-me! — disse o troll. — Eu o ajudarei a cortar madeira.

Nessas condições, o rapaz o poupou. O troll era hábil em cortar madeira, e conseguiram derrubar e cortar muitas dúzias por dia.

Quando a noite se aproximou, o troll disse:

— Agora você pode ir comigo para casa; a minha fica mais perto que a sua.

O rapaz foi com ele. Quando chegaram à casa do troll, este devia acender o fogo na lareira, enquanto o rapaz iria buscar água para a panela de mingau. Mas havia ali dois baldes de ferro, tão grandes e pesados que ele nem sequer conseguia tirá-los do lugar. Então o rapaz disse:

— Não vale a pena levar estes dedais; vou buscar o poço inteiro.

— Não, meu querido amigo! — disse o troll. — Não posso ficar sem o meu poço; acenda você o fogo, que eu vou buscar água.

Quando ele voltou com a água, cozinharam uma enorme panela de mingau.

— Tanto faz — disse o rapaz. — Se você quiser, como eu quero, vamos disputar quem come mais?

— Ah, sim! — respondeu o troll, pois achava que sempre se sairia bem naquilo.

Sentaram-se à mesa, mas o rapaz pegou sem ser notado a mochila de couro, amarrou-a à sua frente e serviu mais comida dentro dela do que comeu. Quando a mochila ficou cheia, tirou sua faca e fez um rasgo nela. O troll olhou para ele, mas não disse nada. Depois de continuarem a comer por um bom tempo, o troll largou a colher.

— Não, agora não aguento mais! — disse.

— Você tem de comer! — respondeu o rapaz. — Eu ainda nem estou meio satisfeito. Faça como eu fiz e abra um buraco na barriga; assim poderá comer quanto quiser.

— Mas isso não dói horrivelmente? — perguntou o troll.

— Ah, nada que mereça ser mencionado — respondeu o rapaz.

O troll fez o que o rapaz disse, e bem se pode imaginar que perdeu a vida. Mas o rapaz apanhou toda a prata e todo o ouro que havia no monte e foi para casa com aquilo. Com isso, podia muito bem pagar alguma coisa da dívida.


Sobre esta edição

Obra
Askeladden, som kapaad med Troldet
Autoria original
Jørgen Engebretsen Moe
Texto em português
Tradução do original
Edição publicada
1.0.0
Tradução
Codex · tradução assistida por IA
Produção
Bons Filhos Educação
Publicação
03/11/2026
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Pesquisa em 30/10/2026 · Confiança baixa · Método 2.0 · Evidência limitada

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