JJ 018
Jack e Sua Caixa de Rapé de Ouro
Jack and his Golden Snuff-Box
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Texto do conto
Era uma vez, e foi um tempo muito bom, embora não fosse nem no meu tempo, nem no seu, nem no tempo de mais ninguém, um velho e uma velha que tinham um filho e moravam numa grande floresta. E o filho nunca tinha visto outras pessoas na vida, mas sabia que havia mais gente no mundo além do próprio pai e da própria mãe, porque tinha muitos livros e costumava ler sobre essas pessoas todos os dias. E, quando lia sobre princesas encantadoras, ficava louco de vontade de ver algumas delas; até que um dia, enquanto o pai estava fora cortando lenha, disse à mãe que queria partir para ganhar a vida em outro país e ver outras pessoas além dos dois. E disse: «Não vejo absolutamente nada aqui, a não ser grandes árvores ao meu redor; e, se ficar aqui, talvez eu enlouqueça antes de ver alguma coisa.» O pai do rapaz esteve fora durante todo o tempo em que essa conversa se passou entre ele e sua pobre velha mãe.
Antes da partida, a velha começou dizendo ao filho: «Bem, bem, meu pobre rapaz, se você quer ir, é melhor que vá, e que Deus o acompanhe.» — (A velha pensava estar fazendo o melhor quando disse isso.) — «Mas espere um pouco antes de ir. O que você prefere que eu lhe faça: um bolinho e o abençoe, ou um bolo grande e o amaldiçoe?» «Ora, ora!», disse ele, «faça-me um bolo grande. Talvez eu tenha fome na estrada.» A velha fez o bolo grande, subiu ao alto da casa e o amaldiçoou enquanto pôde avistá-lo.
Pouco depois ele encontrou o pai, e o velho lhe disse: «Aonde vai, meu pobre rapaz?» Então o filho contou ao pai a mesma história que havia contado à mãe. «Bem», disse o pai, «tenho pena de vê-lo partir, mas, se decidiu ir, é melhor que vá.»
O pobre rapaz não tinha ido longe quando o pai o chamou de volta; então o velho tirou do bolso uma caixa de rapé de ouro e lhe disse: «Aqui, leve esta caixinha, ponha-a no bolso e tome cuidado para não abri-la até estar perto da morte.» E lá se foi o pobre Jack pela estrada, e caminhou até ficar cansado e faminto, pois tinha comido todo o bolo pelo caminho; e a essa altura a noite o alcançara, de modo que mal podia enxergar o caminho à sua frente. Viu uma luz muito adiante, dirigiu-se a ela, encontrou a porta dos fundos e bateu até que uma das criadas veio perguntar o que queria. Disse que a noite o havia alcançado e que queria encontrar um lugar para dormir. A criada o convidou a entrar e se aproximar do fogo, e lhe deu bastante comida, boa carne, pão e cerveja; e, enquanto comia junto ao fogo, a jovem veio olhá-lo, e ela o amou muito, e ele a ela. E a jovem correu a contar ao pai que havia um bonito rapaz na cozinha dos fundos; e imediatamente o senhor veio até ele, interrogou-o e perguntou que trabalho sabia fazer. Jack disse, o tolo, que sabia fazer qualquer coisa. (Queria dizer que sabia fazer qualquer servicinho simples de que precisassem pela casa.)
«Bem», diz o senhor a ele, «se sabe fazer qualquer coisa, às oito horas da manhã preciso ter um grande lago e alguns dos maiores navios de guerra navegando diante da minha mansão, e um dos maiores navios deverá disparar uma salva real, e o último tiro deverá quebrar um pé da cama onde minha jovem filha está dormindo. E, se não fizer isso, terá de pagar com a vida.»
«Está bem», disse Jack; e foi para a cama, fez suas orações baixinho e dormiu até perto das oito horas, e mal teve tempo de pensar no que deveria fazer, quando de repente se lembrou da caixinha de ouro que o pai lhe dera. E disse consigo: «Bem, bem, nunca estive tão perto da morte como estou agora»; então apalpou o bolso e tirou a caixinha. E, quando a abriu, saltaram de dentro três homenzinhos vermelhos, que perguntaram a Jack: «O que deseja de nós?» «Bem», disse Jack, «quero um grande lago e alguns dos maiores navios de guerra do mundo diante desta mansão, e que um dos maiores navios dispare uma salva real, e que o último tiro quebre um dos pés da cama onde esta jovem está dormindo.» «Está bem», disseram os homenzinhos; «vá dormir.»
Jack mal teve tempo de pôr as palavras para fora da boca e dizer aos homenzinhos o que fazer, e já bateram oito horas, quando Bum, bum fez um dos maiores navios de guerra; e isso fez Jack saltar da cama para olhar pela janela; e posso assegurar que foi uma vista maravilhosa para ele, depois de ter passado tanto tempo morando num bosque com o pai e a mãe.
A essa altura Jack se vestiu, fez suas orações e desceu rindo; pois estava orgulhoso, estava mesmo, porque a coisa fora tão bem-feita. O senhor chega até ele e lhe diz: «Bem, meu rapaz, devo dizer que você é muito habilidoso, de fato. Venha tomar o café da manhã.» E o senhor lhe diz: «Agora há mais duas coisas que você precisa fazer, e então terá minha filha em casamento.» Jack tomou o café da manhã e olhou bem para a jovem, e ela também para ele.
A outra coisa que o senhor lhe mandou fazer foi derrubar todas as grandes árvores por milhas ao redor até as oito horas da manhã; e, para encurtar minha longa história, isso foi feito e agradou muito ao senhor. O senhor lhe disse: «A outra coisa que precisa fazer» — (e era a última coisa) — «é arranjar-me um grande castelo erguido sobre doze colunas de ouro; e deverão vir regimentos de soldados e fazer seus exercícios. Às oito horas o oficial comandante deverá dizer: “Arma ao ombro.”» «Está bem», disse Jack; quando chegou a terceira e última manhã, a terceira grande façanha estava concluída, e ele teve a jovem filha em casamento. Mas, ora essa! Ainda estava por vir coisa pior.
O senhor então organizou uma grande caçada e convida todos os senhores das redondezas para participar e também ver o castelo. E a essa altura Jack tinha um belo cavalo e um traje escarlate para acompanhá-los. Naquela manhã, seu criado de quarto, ao guardar as roupas de Jack, depois que ele as trocara para ir caçar, enfiou a mão num dos bolsos do colete e tirou a caixinha de rapé de ouro que o pobre Jack havia deixado para trás por engano. E aquele homem abriu a caixinha, e saltaram de dentro os três homenzinhos vermelhos, que lhe perguntaram o que queria deles. «Bem», disse-lhes o criado, «quero que este castelo seja levado daqui para muito, muito longe, para o outro lado do mar.» «Está bem», disseram-lhe os homenzinhos vermelhos; «quer ir com ele?» «Sim», disse ele. «Bem, suba», disseram-lhe; e lá se foram para muito, muito longe, através do grande mar.
Então a grande comitiva da caçada voltou, e o castelo sobre as doze colunas de ouro havia desaparecido, para grande decepção daqueles senhores que não o tinham visto antes. Ameaçaram tirar do pobre e tolo Jack sua bela e jovem esposa, por tê-los enganado daquela maneira. Mas, por fim, o senhor fez um acordo com ele, e Jack teria doze meses e um dia para procurá-lo; e lá se foi com um bom cavalo e dinheiro no bolso.
E assim parte o pobre Jack em busca do castelo desaparecido, por colinas, vales, baixadas e montanhas, através de bosques lanosos e pastagens de ovelhas, mais longe do que posso lhes contar ou do que alguma vez pretendo lhes contar. Até que finalmente chega ao lugar onde mora o Rei de Todos os Camundonguinhos do Mundo. Havia um dos camundonguinhos de sentinela no portão da frente, que levava ao palácio, e ele bem tentou impedir a entrada de Jack. Jack perguntou ao camundonguinho: «Onde mora o Rei? Gostaria de vê-lo.» Este mandou outro acompanhá-lo para lhe mostrar o lugar; e, quando o Rei viu Jack, convidou-o a entrar. E o Rei o interrogou e perguntou aonde ia por aquele caminho. Bem, Jack lhe contou toda a verdade: que perdera o grande castelo e ia procurá-lo, e que tinha doze meses inteiros e um dia para encontrá-lo. E Jack perguntou se ele sabia alguma coisa a respeito; e o Rei disse: «Não, mas sou o Rei de Todos os Camundonguinhos do Mundo, e vou chamá-los todos pela manhã, e talvez tenham visto alguma coisa dele.»
Então Jack recebeu uma boa refeição e uma cama, e pela manhã ele e o Rei foram aos campos; e o Rei reuniu todos os camundongos e perguntou se tinham visto o grande e belo castelo erguido sobre colunas de ouro. E todos os camundonguinhos disseram que não, nenhum deles o tinha visto. O velho Rei lhe disse que tinha outros dois irmãos: «Um é o Rei de Todas as Rãs; e meu outro irmão, que é o mais velho, é o Rei de Todas as Aves do Mundo. E, se você for até lá, talvez saibam alguma coisa sobre o castelo desaparecido.» O Rei lhe disse: «Deixe seu cavalo aqui comigo até voltar, monte num dos meus melhores cavalos e dê este bolo ao meu irmão; ele saberá então de quem você o recebeu. Não se esqueça de dizer que estou bem e que gostaria muito de vê-lo.» E então o Rei e Jack apertaram as mãos.
E, quando Jack ia passando pelos portões, o camundonguinho perguntou se devia ir com ele; e Jack lhe disse: «Não, vou me meter em encrenca com o Rei.» E a criaturinha lhe disse: «Será melhor deixar-me ir com você; talvez eu lhe faça algum bem algum dia, sem você saber.» «Suba, então.» E o camundonguinho subiu correndo pela perna do cavalo e o fez dançar; e Jack pôs o camundongo no bolso.
Agora Jack, depois de desejar bom-dia ao Rei e embolsar o camundonguinho que estava de sentinela, seguiu penosamente seu caminho; e tinha um caminho tão longo a percorrer, e aquele era seu primeiro dia. Por fim encontrou o lugar; e havia uma das rãs de sentinela, com uma arma de fogo ao ombro, e ela bem tentou impedir a entrada de Jack; mas, quando Jack disse que queria ver o Rei, deixou-o passar; e Jack se dirigiu à porta. O Rei saiu e perguntou qual era o assunto; e Jack lhe contou tudo, do começo ao fim. «Bem, bem, entre.» Foi bem recebido naquela noite; e pela manhã o Rei fez um som tão engraçado e reuniu todas as rãs do mundo. E perguntou se sabiam ou tinham visto alguma coisa de um castelo que se erguia sobre doze colunas de ouro; e todas fizeram um som curioso, Kro-kro, kro-kro, e disseram que não.
Jack teve de levar outro cavalo e um bolo ao irmão desse Rei, que é o Rei de Todas as Aves do Ar; e, quando Jack passava pelos portões, a rãzinha que estava de sentinela perguntou se devia ir com ele. Jack recusou por um pouco; mas, por fim, mandou que ela subisse, e a pôs no outro bolso do colete. E lá se foi de novo em sua grande e longa jornada; desta vez ela era três vezes mais longa do que no primeiro dia; contudo, encontrou o lugar, e havia uma bela ave de sentinela. E Jack passou por ela, e ela não lhe disse palavra; e ele conversou com o Rei e lhe contou tudo, tudo sobre o castelo. «Bem», disse-lhe o Rei, «pela manhã você saberá por minhas aves se elas sabem alguma coisa ou não.» Jack recolheu o cavalo à estrebaria e foi deitar, depois de comer alguma coisa. E, quando se levantou pela manhã, ele e o Rei foram aos campos, e ali o Rei fez um ruído engraçado, e vieram todas as aves que havia no mundo inteiro. E o Rei lhes perguntou: «Tinham visto o belo castelo?» E todas as aves responderam que não. «Bem», disse o Rei, «onde está a grande ave?» Tiveram então de esperar muito tempo até a águia aparecer, e por fim ela veio toda suada, depois que dois passarinhos tinham sido enviados bem alto no céu para assobiar por ela e fazê-la se apressar tanto quanto pudesse. O Rei perguntou à grande ave se tinha visto o grande castelo; e a ave disse: «Sim, vim de onde ele está agora.» «Bem», disse-lhe o Rei, «este jovem senhor o perdeu, e você deve voltar até lá com ele; mas espere primeiro até comer um pouco de alguma coisa.»
Mataram um bezerro e mandaram a melhor parte dele para alimentar a águia na viagem pelos mares, e ela tinha de levar Jack no dorso. Agora, quando avistaram o castelo, não sabiam o que fazer para conseguir a caixinha de ouro. Bem, o camundonguinho lhes disse: «Deixem-me descer, e eu pegarei a caixinha para vocês.» Então o camundongo entrou furtivamente no castelo e se apoderou da caixa; e, quando descia a escada, ela caiu, e ele quase foi apanhado. Saiu correndo com ela, rindo o mais que podia. «Conseguiu pegá-la?», perguntou-lhe Jack; ele disse: «Sim»; e lá se foram de volta, deixando o castelo para trás.
Quando todos eles (Jack, camundongo, rã e águia) atravessavam o grande mar, começaram a discutir sobre quem havia conseguido a caixinha, até que ela escorregou e caiu na água. (Foi por ficarem olhando para ela e passando-a de uma mão à outra que deixaram a caixinha cair no fundo do mar.) «Bem, bem», disse a rã, «eu sabia que teria de fazer alguma coisa, então é melhor me deixarem descer na água.» E deixaram-na ir, e ela ficou lá embaixo por três dias e três noites; e então sobe e põe o nariz e a boquinha para fora da água; e todos lhe perguntaram se havia conseguido pegá-la, e ela lhes disse que não. «Bem, então o que está fazendo aí?» «Absolutamente nada», disse ela, «só quero tomar bastante fôlego»; e a pobre rãzinha desceu pela segunda vez, ficou lá embaixo por um dia e uma noite e então a traz para cima.
E lá se foram, depois de terem ficado ali quatro dias e noites; e, depois de uma longa e penosa jornada por mares e montanhas, chegaram ao palácio do velho Rei, que é o senhor de todas as aves do mundo. E o Rei ficou muito orgulhoso de vê-los, e houve uma acolhida calorosa e uma longa conversa. Jack abriu a caixinha e mandou os homenzinhos voltarem e trazerem o castelo até onde estavam; «e todos vocês voltem o mais depressa que puderem.»
Os três homenzinhos partiram; e, quando chegaram perto do castelo, tiveram medo de se aproximar até que o senhor, a senhora e todos os criados tivessem saído para um baile. E não havia ninguém lá, a não ser a cozinheira e outra criada com ela; e os homenzinhos vermelhos lhes perguntaram o que preferiam: ir ou ficar? E ambas disseram: «Irei com vocês»; e os homenzinhos mandaram que subissem depressa. Mal estavam lá em cima, num dos salões, quando surgiram à vista o senhor, a senhora e todos os criados; mas era tarde demais. O castelo partiu a toda velocidade, com as mulheres rindo deles pela janela, enquanto eles faziam sinais para que parassem, mas tudo em vão.
Passaram nove dias na viagem, durante os quais bem tentaram santificar o domingo, quando um dos homenzinhos passou a ser o sacerdote, o outro o auxiliar do culto, e o terceiro dirigia o órgão, e as mulheres eram as cantoras, pois já havia uma grande capela no castelo. Por estranho que pareça, houve uma dissonância na música, e um dos homenzinhos subiu correndo por um dos tubos do órgão para ver de onde vinha o som ruim, quando descobriu que acontecia apenas que as duas mulheres estavam rindo do homenzinho vermelho que esticava suas perninhas em todo o comprimento sobre os tubos graves, e os dois braços ao mesmo tempo, com sua pequena touca de dormir vermelha, que nunca se esquecia de usar; uma cena que elas nunca tinham visto e que não podia deixar de fazê-las rir por muito tempo, alto e de todo o coração. E os pobrezinhos! Por não continuarem o que tinham começado, quase correram perigo, pois uma vez o castelo por pouco não afundou no meio do mar.
Por fim, depois de uma alegre jornada, voltaram a encontrar Jack e o Rei. O Rei ficou muito impressionado com a visão do castelo; e, subindo a escadaria de ouro, foi ver o interior.
O Rei ficou muito satisfeito com o castelo, mas o prazo de doze meses e um dia do pobre Jack estava chegando ao fim; e ele, desejando voltar para casa, para sua jovem esposa, mandou os três homenzinhos se prepararem até as oito horas da manhã seguinte para partirem até o próximo irmão e ficarem lá uma noite; e também que seguissem dali até o último, ou o irmão mais novo, o senhor de todos os camundongos do mundo, em cujo lugar o castelo deveria ser deixado sob seus cuidados até que o mandassem buscar. Jack se despediu do Rei, agradecendo-lhe muito a hospitalidade.
Lá se foram Jack e seu castelo novamente, e pararam uma noite naquele lugar; e lá se foram de novo até o terceiro Rei, e ali deixaram o castelo sob seus cuidados. Como Jack tinha de deixar o castelo para trás, precisou recorrer ao próprio cavalo, que deixara ali quando partira pela primeira vez.
Assim, nosso pobre Jack deixa o castelo para trás e se volta para casa; e, depois de tanta diversão com os três irmãos todas as noites, Jack ficou sonolento a cavalo e teria se perdido se não fossem os homenzinhos a guiá-lo. Por fim chegou cansado e exausto, e não pareceram recebê-lo com nenhuma gentileza, porque ele não havia encontrado o castelo roubado; e, para piorar, ficou decepcionado ao não ver sua bela e jovem esposa sair para encontrá-lo, impedida que estava pelos pais. Mas isso não durou muito. Jack pôs toda a força em ação e partiu com os homenzinhos para trazer o castelo, e logo chegaram lá.
Jack apertou a mão do Rei e lhe fez muitos agradecimentos pela bondade régia de cuidar do castelo para ele; e então mandou os homenzinhos esporearem e acelerarem. E lá se foram, e não demoraram a chegar ao fim da jornada, quando sai a jovem esposa para recebê-lo com um belo filhinho, alegre e formoso, e todos viveram felizes para sempre.
Sobre esta edição
- Obra
- Jack and his Golden Snuff-Box
- Autoria original
- Joseph Jacobs
- Texto em português
- Tradução do original
- Edição publicada
- 1.0.0
- Tradução
- Marcelo Castro Barbosa, assistido por IA
- Produção
- Bons Filhos Educação
- Publicação
- 04/11/2026
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