AC 011

O Pinto Borrachudo

Adolfo Coelho

O pinto borrachudo

Cerca de 2 min de leitura

O Pinto Borrachudo

Era de uma vez um pinto borrachudo que andava a gravetar em um monte de terra e achou lá uma bolsa de moedas e disse:

— Vou levar esta bolsa ao rei.

Pôs-se a caminho com a bolsa no bico, mas como tivesse de atravessar um rio e não pudesse disse:

— Oh rio! Arreda-te para eu passar.

Mas o rio continuou a correr e ele bebeu a água toda.

Foi mais para diante e viu uma raposa no caminho e disse-lhe:

— Deixa-me passar.

Como a raposa se não movesse, comeu-a.

Foi andando e encontrou um pinheiro e disse-lhe:

— Arruma-te para eu passar.

Como ela se não arrumasse, engoliu-o.

Mais adiante encontrou um lobo e comeu-o; depois encontrou ainda uma coruja e fez-lhe o mesmo.

Chegado ao palácio do rei disse que lhe queria falar e entregou-lhe a bolsa das moedas e o rei ordenou logo que o metessem na capoeira das galinhas e que o tratassem muito bem. O borrachudo, logo que ali se viu, começou a cantar:

Qui qui ri qui,
Minha bolsa de moedas
Quero para aqui.

E como vissem que lha não levavam, lançou a raposa que tinha comido, e ela comeu as galinhas todas.

Foram dar parte a el-rei do sucedido e ele ordenou que metessem o borrachudo dentro da copeira. Cumpriram-se as ordens, mas o borrachudo continuou sempre a cantar:

Qui qui ri qui, etc.

Depois como lhe não levassem o dinheiro lançou o pinheiro e os copos da copeira foram todos quebrados.

Então o rei ordenou que metessem o borrachudo na cavalariça e ele sempre cantando:

Qui qui ri qui, etc.

Lançou fora o lobo e o lobo comeu os cavalos.

O rei mandou então que o metessem no pote do azeite, mas ele lançou lá a coruja e ela bebeu o azeite.

Então o rei, não sabendo já o que havia de fazer, mandou que aquecessem o forno e que metessem lá o borrachudo; mas ele mesmo dentro do forno começou a gritar:

Qui qui ri qui, etc.

E foi lançando o rio que tinha bebido e já o palácio do rei estava quase a afundar-se quando o rei ordenou que fossem levar a bolsa de moedas ao borrachudo e o mandassem embora, antes que ele lançasse o rio todo.

E lá se foi embora outra vez o borrachudo com a bolsa das moedas no bico.

(Coimbra.)


Sobre esta edição

Obra
O pinto borrachudo
Autoria original
Adolfo Coelho
Texto em português
Texto original
Edição publicada
1.0.0
Produção
Codex · edição textual por IA (Coelho)
Produção
Bons Filhos Educação
Publicação
03/11/2026
Relevância no acervo · IRC 1,25

Este índice orienta a ordem dos destaques. Não é uma nota de qualidade do conto ou da tradução.

Pesquisa em 30/10/2026 · Confiança baixa · Método 2.0 · Evidência limitada

Como o índice é calculado

Na sua biblioteca

Edições e fontes

Conheça as edições desta história e consulte os textos de origem.

O Pinto Borrachudo

As Verdadeiras Histórias · edição em português · 2026 · Português brasileiro · Edição em produção
Consultar esta edição ↗
Encontrou um erro?

Uma palavra, uma passagem, uma referência: sua observação chega à mesa editorial vinculada à edição 1.0.0 que você leu.