AM 020
O Urso e a Raposa
Bjørnen og Ræven.
Cerca de 4 min de leitura
Texto do conto
I. Por que o urso tem a cauda curta.
Certa vez, o urso encontrou a raposa, que vinha sorrateiramente com um feixe de peixes que havia roubado. — Onde você arranjou isso? — perguntou o urso. — Estive pescando, senhor Urso! — respondeu a raposa. Então o urso também teve vontade de aprender a pescar e pediu à raposa que lhe dissesse como devia fazer. — Para você é uma arte simples — respondeu a raposa — e se aprende depressa: basta sair sobre o gelo, abrir um buraco e enfiar a cauda nele; depois você deve mantê-la ali por bastante tempo. Não se importe se arder um pouco: é quando os peixes mordem; quanto mais tempo conseguir mantê-la ali, mais peixes vai pegar. E, de repente, deve puxá-la para cima com um solavanco! Pois o urso fez como a raposa havia dito e manteve a cauda muito, muito tempo dentro do buraco, até que ela ficou bem presa pelo gelo; então a puxou com um solavanco — e a partiu, e até hoje ele anda por aí com a cauda curta.
II. A raposa engana o urso e lhe toma a comida de Natal.
Certa vez, o urso e a raposa haviam comprado juntos um quarto de barril de manteiga; era para o Natal, e por isso o esconderam debaixo de um espesso arbusto de pícea. Depois se afastaram um pouco e se deitaram numa encosta ensolarada para dormir. Quando já estavam deitados havia algum tempo, a raposa se levantou, gritou: — Sim! — e saiu correndo, direto ao barrilete de manteiga, do qual comeu uma boa terça parte. Mas, quando voltou, e o urso perguntou onde estivera, já que estava com o focinho tão engordurado, disse: — Pois não é que me convidaram para uma festa de nascimento? — Ah, é! Como se chamava a criança? — perguntou o urso. — Começado! — disse a raposa.
Com isso, deitaram-se para dormir outra vez. Pouco depois, a raposa tornou a saltar de pé, gritou: — Sim! — e saiu correndo para o barrilete de manteiga. Dessa vez também comeu um bom pedaço. Quando voltou, e o urso lhe perguntou de novo onde estivera, respondeu: — Ah! Pois não é que agora me convidaram outra vez para uma festa de nascimento! — Como se chamava a criança desta vez? — disse o urso. — Meio-Comido — respondeu a raposa.
O urso achou que era um nome estranho, mas não ficou muito tempo pensando nisso antes de bocejar de novo e dormir; mal estivera deitado um pouquinho, aconteceu o mesmo que nas duas vezes anteriores: a raposa saltou de pé outra vez, gritou: — Sim! — e correu até o barrilete de manteiga, do qual dessa vez comeu o resto. Quando voltou, estivera novamente numa festa de nascimento; e, quando o urso quis saber como se chamava aquela criança, respondeu: — Lambido-até-o-Fundo! Com isso, deitaram-se outra vez para dormir e ficaram deitados um bom tempo; mas depois foram ver a manteiga e, como ela havia sido comida, o urso culpou a raposa, e a raposa, o urso; cada um dizia que o outro tinha ido ao barrilete de manteiga enquanto ele próprio estava deitado dormindo. — Pois é, pois é — disse Mikkel —, logo vamos saber qual de nós roubou a manteiga. Agora vamos nos deitar ali na encosta ensolarada: quem estiver com o traseiro mais engordurado quando acordarmos foi quem a roubou. Pois o urso aceitou de bom grado aquela prova e, como sabia muito bem que nem sequer havia provado a manteiga, deitou-se para dormir ao sol, completamente tranquilo. Então Mikkel foi sorrateiramente até o barrilete buscar um grãozinho de manteiga que ficara numa fenda, voltou de mansinho até o urso e o besuntou com ele no traseiro; depois se deitou para dormir, como se nada tivesse acontecido. Quando os dois acordaram, o sol havia derretido a manteiga, e assim acabou sendo o urso quem tinha comido a manteiga, ele mesmo.
Sobre esta edição
- Obra
- Bjørnen og Ræven.
- Autoria original
- Jørgen Engebretsen Moe
- Texto em português
- Tradução do original
- Edição publicada
- 1.0.0
- Tradução
- Marcelo Castro Barbosa, assistido por IA
- Produção
- Bons Filhos Educação
- Publicação
- 05/11/2026
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Pesquisa em 05/11/2026 · Confiança baixa · Método 2.0 · Evidência limitada
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O Urso e a Raposa
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